O GLADIADOR E OS “BÁRBAROS”

by

João Vítor: agressão covarde

Todos as pessoas que acompanham o futebol paulista sabem que a Sociedade Esportiva Palmeiras é um turbilhão de emoções. Desde os tempos de Ezequiel Simone as discussões e debates acalorados fizeram parte da história do Palestra. Eram tempos românticos, intensos mas sobretudo respeitosos.

Hoje todo esse “romantismo” foi para o vinagre. A agressão covarde de torcedores ao jogador João Vítor é um sintoma grave, que afeta toda a estrutura futebolística do Palmeiras e que prejudica o clube e os seus torcedores.

Não é a primeira vez que um atleta do clube é atacado. Em 2009, Vágner Love, um dos responsáveis pela volta da equipe à série A em 2003 foi surrado por marginais organizados e saiu pela portas dos fundos. Diego Souza, considerado o melhor jogador do campeonato brasileiro de 2009, também foi escorraçado pela “turma do amendoim” e hoje é destaque na equipe do Vasco, que luta pelo título de 2011.

A bola da vez agora é Kleber. Que errou ao se recusar ao viajar para o Rio, mas que acertou ao pedir ao seu clube uma maior segurança. A resposta e o silêncio da diretoria sobre esse caso foi a pior possível. Além de não buscar punir os agressores, a diretoria e o técnico Luiz Felipe Scolari deram a entender que foi o próprio João Vítor o responsável pela porradaria. O que não exime a gravidade de ter um atleta do clube agredido dentro do Parque Antártica.

O fato é que os diversos grupos dentro do Palmeiras usam a torcida como massa de manobra política. Indiretamente autorizados, esses torcedores cometem as mais monstruosas barbaridades sob as asas inertes do Ministério Público Estadual e da Polícia Militar. Ninguém é punido ou julgado por esses e outros atos criminosos. Os diretores do Palmeiras, que muitas vezes apoiam esses elementos em manobras políticas dentro do Parque Antártica, não tem coragem de tomarem medidas contra eles quando os mesmos aparecem nas páginas policiais. É o velho “rabo preso”.

A possível saída de Kleber do Palmeiras é um somatório de vários incidentes que envolveram o atleta nesse ano de 2011. O atacante não é nenhum santo. Faz juras de amor para a torcida dos clubes em que veste a camisa para depois decepcioná-los ao participar de celebrações de torcidas adversárias. Kléber foi vítima do próprio monstro que criou. Apoiou (alguns dizem até financeiramente) a principal torcida organizada do Palmeiras para depois ser criticado por ela por suas atitudes. Entre muitas o fato de “balançar” com a proposta do Flamengo na disputa do campeonato brasileiro e fazer críticas a Scolari via imprensa.

Kleber e Palmeiras: perto do divórcio

O centroavante palmeirense não é um craque. Tem um estilo aguerrido, mas nada de excepcional que o credencie a ser um ídolo de um clube vitorioso como o Palmeiras. Uma torcida que já teve Oberdan Cattani, Waldemar Fiúme, Jair Rosa Pinto, Evair e Ademir da Guia não pode se contentar apenas com um claudicante atleta. Mas não foi a personalidade do Gladiador a única responsável pela atual crise alviverde, mas também a estrutura viciada dos grupos políticos que lá estão.

O clube necessita de paz, de diretores pensem mais na instituição Palmeiras do que as suas próprias vaidades pessoais. A agressão em um atleta do próprio elenco e o desdém do clube em relação a esse fato grave revela o sintoma de uma grave enfermidade. Doença que muitos palmeirenses se recusam a enxergar enquanto o time e a sua torcida sofrem com mais um ano sem títulos.

A maior prova é que o Palmeiras teve nesses três últimos anos e meio os melhores técnicos do Brasil (Luxemburgo, Muricy, Felipão) e ambos sucumbiram ou estão com a corda no pescoço pelos mesmos problemas que hoje se configuram nas tensas ruas do jardim suspenso. Até quando?

Anúncios

2 Respostas to “O GLADIADOR E OS “BÁRBAROS””

  1. Geraldo "JASON" Lina Says:

    O pior é que estão ameaçando geral por lá. a ponto do presidente do sindicato dos atletas chamar os jogadores da porcara pra uma reunião…
    Tem que cuidar do time deles né Abdul ?

  2. Marcelo Abdul Says:

    Verdade. O Martorelli falou um monte de bobagem do São Paulo na época do “caso Oscar”. Mas para defender de verdade os atletas que são agredidos no Palmeiras a providência dele é patética. Mas isso não é supreendente. Sindicato dos atletas só tem nome. Não há representação da classe. Os jogadores só querem saber de samba, cerveja, churrasco e marias chuteiras. Só reclamam quando a corda estoura no próprio rabo.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: