Archive for outubro \27\UTC 2011

PROPOSTA INDECENTE

27/10/2011

Morumbi no chão? Nem a pau Juvenal

Segundo notícias que pipocam na imprensa paga , empreiteiras com o apoio do governo estadual e municipal vão propor que o Morumbi seja demolido para a construção de uma moderna arena no bairro de Vila Sônia.

Sabemos que os políticos tem relações de mãos largas com as empreiteiras. Portanto não é novidade que políticos da alcunha de Kassab e Afif façam uma proposta imbecil, exdrúxula e babaca como essa.
Demolir o Morumbi seria ridículo. Vamos falar sério pessoal. O que essas tais de “Arenas Fifa” tem de qualidade para o torcedor? Comodidade, conforto? Estamos falando de futebol ou do teatro municipal? Existem estádios na Inglaterra com mais de 100 anos e que simplesmente foram reformados!!!! Nada mais, nada menos. Existe a  necessidade de se gastar rios de dinheiro  numa obra em que vai até diminuir a capacidade de espectadores? Nem a mente menos sã do mundo pensaria numa aberração dessas.

Além do mais demolir o Morumbi seria de uma burrice magnânima. Mais elevada que a compra do palácio Trocadeiro nos anos 30. O lugar vai receber duas linhas de metrô (amarela e lilás) e logicamente ganhará um círculo maior de torcedores para os jogos e espectadores para os shows. As reformas que já foram feitas no estádio já estão de bom tamanho pela capacidade financeira do clube atualmente.

O Morumbi tem mais de 50 anos? Sim, mas e daí? Quem disse que tudo que é velho é ruim? O Santiago Bernabeu é ultrapassado? O Camp Nou é velho? La Bombonera é um museu? O Azteca é obsoleto? Demoliram o antigo estádio de Wembley e construiram um novo totalmente moderno. Mas com o perdão da palavra, New Wembley ficou uma bela porcaria. Esteticamente virou um estádio como qualquer outro, padronizado e sem nehuma relevância arquitetônica. O antigo apesar de velho era bem melhor do ponto de vista visual.

Engraçado que depois um novo estádio foi erguido para a olimpiada de Londres no ano que vem. Ou seja, a demoliçao de uma tradição quase centenária se tornou inútil. New Wembley é quase um elefante branco com grife.

Portanto deixem o Morumbi em paz.

New Wembley:bonitinho mas ordinário

Kassab e Afif só querem atender aos interesses das empresas que tem o olho gordo no terreno prevendo que a região vai se valorizar muito pelas estações de metrô e pelo crescimento do bairro.

Se eu fosse presidente do São Paulo e Kassab fizesse essa proposta na minha frente eu simplesmente daria uma bela porrada naquela cara de idiota. Aquele pedaço ali é dos são paulinos. Foi conquistado a custa do suór e dedicação de muitos ilustres tricolores.

Veremos  num futuro bem próximo a “grande qualidade” dessas tais “Arenas Fifa”. Já observamos na África do Sul o “grande benefício” que elas produzem. Ou seja, nenhum. Muitos acham que futebol deve ser valorizado somente na parte de “marketing” e dos tais “camarotes corporativos”. Mas aqui é Brasil colega. Futebol é a paixão do povo e não de uma pequena elite.

O brasileiro prefere ficar em pé e torcer para o seu time numa arquibancada de cimento do que sentado numa confortável poltrona com ar condicionado. Assim que são as coisas aqui e em qualquer lugar na América do Sul. Paixão latina não se explica. Se sente.

Com a construção do Vergonhão em Itaquera e na Arena Palmeiras qual vai ser o único estádio com a a verdadeira cara do futebol brasileiro? Pois é galera, o Morumbi. Tão xingado, tão ridicularizado mas ainda gigante e onipotente.

Portanto Kassab, Afif e outros políticos picaretas vão pentear macaco. Arrumem outra coisa para vocês ganharem dinheiro seus trouxas.

VERGONHA!

27/10/2011

Marlos caido: a cara do atual São Paulo

De todos os participantes brasileiros classificados para a Copa Sul Americana, somente o Vasco da Gama conseguiu passar para as quartas de final do torneio.

Na fase internacional da competição, que se iniciou nas oitavas, Botafogo, Flamengo e São Paulo foram derrotados e agora somente poderão se preocupar com as últimas sete rodadas do campeonato brasileiro.

A pergunta que se faz a alguns desses times é a seguinte: se for para dar esses verdadeiros vexames contra times insignificantes da América do Sul para que esses clubes, considerados grandes aqui no Brasil participam do torneio?

Deixem a vaga para times que saibam honrar as suas camisas e que não poupem os seus principais atletas.

O Flamengo na semana passada jogou com um desinteresse gritante contra A Universidad do Chile e foi humilhado em casa por 4 x 0. Parecia que os rubro negros estavam ali só para comparecer e nada mais. Muitos jogadores afirmam que não tiraram o pé. Os torcedores e a imprensa duvidam. Resultado, o time de maior torcida do Brasil não vence um torneio internacional desde 1999.

O Botafogo conseguiu ser goleado pelo Independiente “genérico” da Colômbia pelo placar de 4 x 1. O time da estrela solitária realizou uma partida horrenda no Engenhão e não conseguiu sair do empate. O clube carioca além de ser humilhado na Colômbia, tomou olé de um esperto cachorrinho que invadiu o gramado. Mais um clube brasuca que na desculpa de “poupar” jogadores foi derrotado por um time meia boca e deu vexame internacional.

Botafogo é goleado na Colômbia: olé até do cachorro

O time de General Severiano não disputa uma Libertadores desde 1996. O único título sul americano que tem é a Copa Conmebol de 1993 há quase vinte anos. Não é possível que um presidente de clube resolva ignorar um torneio que além de prestígio e vaga na Libertadores concede dinheiro ao vencedor. Que mentalidade fechada e intransigente é essa?

O São Paulo também não escapou de uma atuação vexatória e horrenda contra o São Caetano do Paraguai, o “poderoso” Libertad. Mas diferente de seus pares brasileiros, o tricolor paulista não poupou ninguém e nem foi desclassificado por mero desinteresse na competição e sim pela incapacidade técnica e tática de seu time. Em casa, o tricolor paulista fez uma partida sofrível e só venceu por causa de um gol salvador de Luis Fabiano.

No acanhado estádio Nicolás Leoz em Assuncion, o São Paulo repetiu as péssimas atuações dos últimos embates e foi derrotado por um time considerado tecnicamente inferior, mas que teve muita raça, vontade e disciplina tática. Nem mesmo a vinda do técnico Leão acordou os preguiçosos atletas do time do Morumbi. A derrota, apesar do gol irregular dos paraguaios no segundo tempo foi justa.

O único time brasileiro que se sobressaiu do torneio foi o Vasco da Gama que goleou o boliviano Aurora por 8 x 3. Em Cochabamba o clube carioca foi contaminado pela mentalidade de que a “Sul Americana não vale nada” e botou o time reserva. Tomou uma sacolada de 3 x 1. Em casa, para não dar vexame fez o dever de casa. Resta saber até quando o Vasco vai manter essa postura. Afinal o clube de São Januário é líder do campeonato brasileiro e terá jogos difíceis no torneio. Por estar já classificado para a Libertadores do ano que vem, provavelmente vai adotar a mesma solução dos times brasileiros que já disseram adeus ao torneio. Ou seja, a prioridade será “caseira”.

O Vasco goleia o modesto Aurora: lição de casa

Mais uma vez o futebol brasileiro poderá passar em branco nessa Copa Sul Americana. Lembremos que nos anos sessenta, setenta e oitenta, os brasileiros tinham quase o mesmo tipo de mentalidade imbecil referente a Taça Libertadores. Resultado: quando acordaram os argentinos tinham 20 títulos na frente. No atual torneio da Conmebol, os “hermanos” já venceram cinco vezes contra apenas um único título do Internacional de Porto Alegre em 2008.

Pouco para um futebol pentacampeão do mundo. Os times brasileiros precisam descer do pedestal da arrogância e levar a Copa Sul Americana a sério. Não é uma Taça Libertadores é verdade, mas dá dinheiro e um certo prestígio internacional. O modesto Arnenal de Sarandi não reclamou quando venceu o torneio em 2007. Por que os clubes grandes brasileiros soltam tantas bravatas a respeito da competição? Se não querem participar deem a vaga para outro time. Melhor do que passar vexame e colocar o futebol brasileiro na berlinda ao perder para clubes menores da América do Sul.

QUANDO O RADICALISMO CEGA

26/10/2011
Por Rircado Seelig

http://collectorsroom.blogspot.com

O heavy metal é belo e magnífico, mas outros gêneros musicais também são. A liberdade do jazz é inspiradora. A aconchego do blues é confortante. A alegria do pop ilumina nossos dias. O balanço do funk (não preciso nem dizer que estou falando do funk norte-americano e não do ritmo carioca, certo?) pulsa no ritmo da vida. A música clássica nos carrega através de melodias que nunca serão esquecidas.

Não só no heavy metal, mas principalmente nele, percebe-se um preconceito e uma má vontade gigantesca com outros gêneros musicais. Essa postura, arrogante, faz com que o fã de metal acredite ser uma pessoa especial e abençoada por curtir, gostar e consumir o estilo. Para ele, os outros gêneros musicais não são dignos e verdadeiros, são todos “comerciais” (para usar um termo adorado por esse povo) e irrelevantes, não merecendo a sua atenção.

Vamos pensar um pouco a respeito disso. Falando do jazz, como pode ser comercial um gênero que não atrai o grande público? Como pode ser falso um estilo baseado na técnica, na liberdade e na improvisação de seus instrumentistas? Falando do blues, como não é verdadeiro um gênero que nasceu para dar voz às dores e anseios de toda uma raça, traduzindo em notas musicais as suas dificuldades e sonhos? Compor uma música pop é uma benção divina. Uma boa canção não é aquela que é “difícil de tocar”, como adolescentes metidos a músicos acreditam. Compor algo simples, que agrade de imediato e faça parte para sempre da vida de milhões de pessoas não é para qualquer um. Criar uma música que, nos primeiros segundos, tira as nuvens do céu e coloca um sorriso no rosto de quem a escuta, é quase um dom divino. Há uma enorme contradição na afirmação padrão do fã de heavy metal, que sempre reclama do preconceito em relação ao estilo que tanto ama quando, na verdade, ele próprio tem um enorme preconceito com os demais gêneros.

Pode-se fazer um paralelo com o mundo real. O metal pode ser representado por uma cidade belíssima como o Rio de Janeiro. Você pode passar a sua vida inteira vivendo ali, a escolha é sua. Mas o fato é que, passando todos os seus dias no mesmo local, você irá deixar de conhecer outros lugares tão belos quanto. Paris, Nova York, Londres, Roma, estão à sua espera, assim como outros gêneros musicais estão aguardando você.

Eu me recuso a acreditar que uma pessoa com dois ouvidos e um cérebro no meio, que ame música, não mantenha intacta a curiosidade pelo novo, o apetite por aquilo que não conhece. Entrar em contato com novos sons, trazer novos elementos para o nosso cotidiano, é o que nos faz crescer. Viver trancado, seja em uma pequena cidade do interior ou dentro dos limites de um gênero musical, é frustrante.

Podemos fazer outra analogia para exemplificar ainda mais esse atitude. Sabe aquelas pessoas que crêem cegamente em uma religião, acreditando tão fortemente em uma ideia, em um conceito, que acabam pegando como verdade especulações que são claramente espatafúrdicas, como o anúncio do fim do mundo e a propagação de teorias conspiratórias sem pé nem cabeça? Um fã radical de um gênero musical não é muito diferente disso. Crer que existe qualidade apenas no estilo que você gosta é uma burrice, uma estupidez. Todo gênero musical têm características e atributos únicos, que o fazem ser diferente dos demais. Você pode idolatrar o Iron Maiden, por exemplo, e ao mesmo tempo adorar os Beatles. Ambas são bandas que mudaram a história do rock, e não entender e admitir isso é não enxergar o que está na sua frente.

Gosto pessoal é uma coisa, e cada pessoa não só tem como deve possuir o seu. Já o impacto e a influência são fatores independentes a isso. O fato de você não curtir o trabalho de alguém não o torna menos importante. Quer um exemplo clássico dentro do heavy metal? Virou clichê todo fã do estilo falar mal do Nirvana. A raiz disso está no fato de que, ao alcançar o topo das paradas em 1991 com o ótimo Nevermind, a banda expulsou dos ‘charts’ os grupos de hard rock farofa que davam as cartas nas rádios e na MTV na época, em uma situação semelhante ao que o Sex Pistols e o movimente punk fizeram com os gigantes do rock progressivo no final dos anos setenta. Porém, ao culpar o Nirvana pelo ocaso dessas bandas, os fãs não conseguem enxergar o óbvio: o hair metal sucumbiu aos seus próprios excessos – novamente, em um caso parecido com os dinossauros progs, que se perderam em sua própria auto-indulgência. O visual, os figurinos, o exagero de ícones do hard farofa como Poison, Warrant e Winger abreviaram a vida do estilo, cansando o grande público.

Isso sempre aconteceu com qualquer moda, em qualquer tendência, desde sempre. Ao sair dos limites de seu gueto e se transformar em um fenômeno cultural de massa, todo gênero musical, ao mesmo tempo em que alcança um número muito maior de pessoas, causa desagrado nos ouvintes que sempre lhe deram apoio. E, ao deixar de ser a bola da vez, esse mesmo gênero volta para os limites desse universo de ouvintes que sempre lhe deu apoio e forma a sua base. Foi assim com o hair metal e foi assim também com o grunge.

A cegueira causada pelo radicalismo está fazendo com que milhões de ouvintes, no Brasil e no mundo, deixem de ouvir um dos álbuns mais intrigantes e originais dos últimos anos. A união do Metallica com Lou Reed produziu um disco único, dono de uma beleza inquietante que, infelizmente, não será entendida por uma grande parcela do público. O motivo disso está no fato de que a maioria dos fãs do Metallica habita um limbo, um local onde o tempo parou em 1988, no álbum … And Justice for All. E, desde então, em cada um desses 23 anos essas pessoas ficaram esperando que a banda lançasse novamente um disco de thrash metal, um disco “verdadeiro” e “não comercial”. Já o grupo fez exatamente o contrário, transformando-se em uma das maiores bandas do planeta com o multiplatinado Black Album (1991), seguindo o mesmo direcionamento musical em Load (1996) e Reload (1997) (álbuns que não apresentam uma ruptura sonora com o Black Album, mas que, entretanto, são extremamente criticados pelos fãs – a razão disso está, pasmem, no visual da banda, já que eles apareceram de cabelos curtos, e não na música em si) e seguindo o rumo de suas próprias aspirações, que culminaram com o – nesse caso – justamente malhado St Anger (2003), um álbum sem pós-produção gravado durante um dos períodos mais problemáticos da banda – para entender o que eu estou falando, assista o documentário Some Kind of Monster. O Metallica conseguiu agradar os seus fãs com o bom Death Magnetic, lançado em 2008, onde soou heavy metal como há tempos não soava.

O principal erro de quem vai ouvir Lulu é esperar algo na linha dos três primeiros álbuns do grupo, um som que o Metallica, como vimos, não executa há mais de duas décadas. O primeiro passo para absorver a parceria entre Lou Reed e o Metallica é entender que Lulu é um disco de Reed com o Metallica, e não do Metallica com Reed. O que isso quer dizer? Isso significa que o direcionamento musical do álbum segue a evolução da carreira de Lou Reed, e não do Metallica. Traduzindo: você irá ouvir nas faixas do disco o que Reed sempre cantou em suas músicas, e não algo como “Seek and Destroy”. Entendeu ou quer que eu desenhe? Tendo isso claro, a coisa muda de figura.

Outro ponto fundamental é a compreensão do conceito proposto. Reed e o Metallica compuseram a trilha imaginária para uma peça de teatro, e é preciso ouvir o disco dessa maneira. Aqui, vale um comentário. Ao analisar qualquer obra artística, o ponto inicial de quem escreve a respeito é justamente esse: entender o objetivo do autor. Analisar um disco, um livro, um filme, a partir de outro ponto de vista, é um erro. Entendendo o objetivo, somos capazes de julgar a qualidade. E ela pode ser boa ou ruim. No caso de Lulu, um dos pontos mais complicados, e que dificulta a absorção do trabalho, está na estrutura das músicas, que não se prendem ao formato padrão do rock, com estrofe-refrão-estrofe-solo-refrão. As faixas não foram feitas para serem ouvidas em uma reunião de amigos, por exemplo, mas sim com outro objetivo: refletir as diferentes nuances e momentos do um enredo teatral. Dessa forma, as composições variam entre a euforia absoluta – “Mistress Dread” – e a beleza acolhedora – “Junior Dad”. A revelação do álbum é justamente essa: uma jornada pelas emoções humanas.

Você pode pensar que tudo isso que eu escrevi é uma tremenda bobagem. Isso seria uma pena. Pense em seus ídolos. O Black Sabbath, por exemplo. Se a banda voltar com a formação original agora em 2011, você acha que ela soará como soou em seus álbuns clássicos, lançados na primeira metade dos anos setenta? É claro que não. Se Robert Plant aceitasse participar de uma reunião do Led Zeppelin, você pensa que o grupo faria algo semelhante a Led Zeppelin IV? Não, não faria. São épocas diferentes, momentos diferentes. Ozzy, hoje com 63 anos, é um cara muito diferente de quando tinha 25.

Para ficar ainda mais claro, pense na sua vida. Quantos anos você tem? Trinta e poucos? Hoje, você certamente não pensa da mesma forma que pensava quando tinha 14 anos, correto? Sabe porque? Porque você aprendeu com a vida, foi exposto a diversas situações, amadureceu, evoluiu. Se isso acontece com você, acontece também com os seus ídolos. Um músico usa a sua arte para refletir os seus sentimentos. É por isso que, com quase 50 anos, James Hetfield não é mais o moleque espinhudo e cabeludo de Kill ‘Em All. Ele mudou. A sua vida mudou. A sua música mudou. Para pior, para melhor? Não sei, só sei a minha opinião, não a sua.

O heavy metal sempre será um estilo apaixonante. A variedade de opções que ele apresenta é magnífica. Porém, está na hora de uma parcela considerável de seus fãs também evoluírem junto com o metal e deixarem de agir como fanáticos seguidores de uma religião extremista. A música é muito mais que isso. A vida é muito mais que isso.

Nota do Blog – Palmas para o espetacular texto de Ricardo. Concordo com ele em todos os seus pontos. Lour Reed é um dos maiores poetas urbanos do rock n´roll. A primeira música do album “Lulu” , “Brandenburg Gate” começa quase lírica com a voz e o violão de Reed sendo contrabalanceado pela porradaria sonora de James Hetfield e cia. Particularmente não achei o disco ruim. Principalmente nas músicas The View, Iced Honey e a letra emocionante de Junior Dad. Os artistas, apesar de nascerem em épocas distintas e terem influências diferentes na sua formação musical fizeram uma bela troca de figurinhas. O Metallica há muito tempo escapou dos seus próprios conceitos musicais para alcançar um patamar  mais diversificado. E artista na acepção real da palavra sempre alça vôos mais altos e arriscados.  O fã mais instransigente e radical acha que o Metallica deve sempre lançar um “Master of Puppets” por ano.  A repetição por mais que agrade alguns pode se tornar uma faca de dois gumes mais tarde. O Metallica  só está  no pedestal atual porque  seus membros resolveram não se repetir e um músico deve sempre criar algo novo e não se copiar eternamente.

 

RESUMO DA ÓPERA 25/10/2011

25/10/2011

Pra que gastar tinta? – A torcida do Grêmio vai cometer uma besteira atroz. Sites e portais do Grêmio vão promover uma recepção nada amigável ao meia Ronaldinho Gaúcho na partida contra o Flamengo no próximo fim de semana. É de conhecimento público toda a cafajestagem que o atleta fez com o Grêmio. A torcida gremista não devia gastar tinta e nem faixas com ele. O atleta é o maior exemplo de ingratidão do futebol brasileiro, mas a torcida gremista precisa amadurecer. Os tempos são outros. O futebol é profissional e globalizado. Aquele sentido de “raça” e “amor a camisa” são cada vez mais raros. Ronaldinho Gaúcho faz parte dessa análise. Protestar ou não para ele não fará a menor diferença já que a sua conta bancária fica cada vez mais recheada. Gaúcho nunca representou nem 0,01 por cento da camisa imortal. Pra que se preocupar com ele?

Orlando “Lero” Silva no “Paredón” – Triste Dilma Rousseff. Como foi escrito numa coluna há algumas semanas, a pose de austeridade e honestidade da presidenta é bastante volúvel. Mesmo com todas as denúncias mostrarem que o ministro da Tapioca está cada vez mais envolvido com a relação PC do B/ ONGS, ela insiste em mantê-lo no cargo. Dilma manteve Silva pelo apoio do partido comunista limonada no congresso e também da UNE. Agora, com a chuva de denúncias contra Orlando Silva não há outra alternativa do que demiti-lo do cargo. Se não pela possível participação no “esquemão” do PC do B, pelo menos por sua incompetência ao gerir o dinheiro público.

Há quatro anos e meio da Olimpíada no Brasil é aterrador ver como os políticos usam o erário nacional que deveriam ser gastos na criação de futuros campeões. Silva, o papagaio de pirata da Fifa e da CBF agora tomou uma facada nas costas. Se Dilma manter um Ministro acusado de corrupção nos dois maiores torneios esportivos do planeta vai arriscar a sua possível reeleição.

Nada mais justo – Agências internacionais dizem que o atacante santista Neymar poderá se indicado para a “Bola de Ouro” como melhor jogador do mundo este ano. Nada mais justo. Neymar atualmente é o melhor jogador em atividade na América do Sul. E pelo que sabemos, o continente descoberto por Colombo também faz parte do mundo. Entidades que dão prêmios somente para jogadores da Europa não tem o mínimo de credibilidade. Se as notícias forem verdadeiras parabéns aos organizadores do prêmio.

O Leão que ruge ou que mia? – A escolha de Leão como novo treinador do São Paulo revela o quanto a diretoria está desesperada e sem rumo. Leão não trabalhava há um ano. Antes de seu “descanso” fez péssimos trabalhos no Sport e no Goiás (ambos rebaixados depois). A escolha do técnico não foi pelo seu presente, mas sim pelo seu passado no tricolor que foi bom. Um terceiro lugar no campeonato brasileiro em 2004 e o título do campeonato paulista no ano seguinte. Mas quem vive de passado é museu. Juvenal Juvêncio espera dar um “choque de gestão” no time que anda bastante acomodado como num resort. Mas contratar um técnico “linha dura” não é a solução completa para os problemas do elenco.

O São Paulo precisa jogar bola. Muitos jogadores não sabem chutar, dar um passe ou conhecem mínimos conceitos de posicionamento dentro do campo. Resta saber qual Leão teremos nesses dois últimos meses. O bom treinador de 2005 ou o técnico ranheta de 2010? Ultimamente a diretoria são paulina só faz “apostas arriscadas”. Se Adalberto Batista e Juvenal Juvêncio estivessem num cassino em Punta Del Leste perderiam até as calças. Ah! Rivaldo pode voltar para Mogi Mirim. Com Leão lá vai ser muito difícil ele jogar pelo São Paulo no resto deste ano. Uma pena.

Kassab quer o fim da meia entrada na Copa – Você esperava coisa melhor vinda do atual e péssimo prefeito paulistano? É muita cara de pau.

UM DIRIGENTE PEQUENO

21/10/2011

Há mais ou menos 30 anos que acompanho futebol. Em todo esse tempo nunca vi um dirigente esportivo tão inconsequente quanto Luis Paulo Rosenberg, diretor de marketing do Sport Club Corinthians Paulista.

Nunca dei uma opinião muito longa a respeito desse cidadão porque não valia a pena “gastar tinta com pouca bosta”, como diria o meu avô. Mas depois das declarações imbecis desse senhor não dá mais para ficar quieto. Rosenberg tem o comportamento dissimulado e irônico. Um disfarce para esconder a sua mediocridade.

Rosenberg é um dos maiores fracassos da profissão que julga exercer com sucesso. Nunca esquece de citar o rival para falar do Corinthians. Usa o São Paulo FC como escada para as suas provocações. Que belo exemplo. Ao invés de elevar o seu clube ele tenta diminuir o rival e indiretamente faz um marketing velado do tricolor paulista. É como se Steve Jobs falasse mal de Bill Gates a cada apresentação de um novo produto da Apple. A imprensa, sedenta por polêmicas de botequim divulgaria na primeira página a provocação. O produto? Fica em segundo plano.

Se o cartola corintiano fosse o diretor de marketing da minha empresa estaria sumariamente demitido. A função de um profissional de propaganda é destacar a empresa pela qual trabalha e não agir como uma criança mimada que fala mal do vizinho só porque acabou de ganhar uma bicicleta nova do papai.

Aliás, o que o Rosemberg foi fazer lá mesmo? Não sei. Só saiu a provocação nos sites.

Mas na imprensa as coisas são assim. Se o dirigente corintiano fala é “engraçado”, mas se essas mesmas palavras saíssem da boca de Juvenal Juvêncio ou de João Paulo de Jesus Lopes eles seriam considerados “arrogantes” e “elitistas”. Parecem palavras saídas da boca de José Dirceu.

O mais grave no entanto foi a ironizada do cartola em relação aos shows do Morumbi. Ora senhor Rosemberg, o senhor vai usar somente o sua Arena para jogos? Quer fazer o seu time perder dinheiro? Afinal depois da festa do seu estádio bancada pelo governo federal, estadual e municipal quem vai pagar a conta do estádio? Se o senhor acha que é fácil bancar a manutenção de uma Arena absurdamente cara como o Itaquerão menos pontos para o senhor no quesito marketing. E o senhor vai precisar de muito, acredite.

O mais preocupante disso tudo é que além de Rose (ui!) não demonstrar entender nada de publicidade , parece que o mesmo não conhece porcaria nenhuma de futebol. Vamos aos fatos.

Senhor Rosenberg…

O “clube pequeno” nunca esteve na segunda divisão.

O “clube pequeno” tem três Libertadores na sala de troféus

O “clube pequeno” venceu três mundiais sem ser “convidado”

O “clube pequeno” tem os três melhores públicos do campeonato brasileiro desse ano.

Ops! Tem alguém que fugiu da faculdade de economia

O “clube pequeno” tem seis brasileiros.

O “clube pequeno” foi um dos times que mais cederam atletas para a seleção brasileira em Copas do Mundo.

Se o seu clube que já esteve na série B e não chegou a superar essas marcas acima ele é o que? Esquadra mínima? Cuidado. Até a CNN chamou seu time de small club.

Mas é tudo “gozação sadia” não é? Vamos relevar. Afinal de contas não existem mais as torcidas organizadas com pessoas com cabeçinha fraca que vão entender a sua fala como uma declaração de guerra. Eles não vão marcar brigas pela internet e nem jogar pessoas no rio Tietê por causa das suas “divertidas” e “engraçadas” declarações. Imagine…

Não. O São Paulo FC não é pequeno. Nem o Corinthians. Pequeno é o senhor. Um cartola paraquedista que somente vai construir um estádio com dinheiro público para o seu time porque não tem capacidade e nem competência para fazer isso por vias próprias e legais. Um diretor de marketing que teve a sorte de ter o seu estádio bancado pelo presidente da República, pelo governador do estado e pela prefeitura.

Hoje, depois do anúncio de abertura da Copa o sujeito posa de bom administrador na maior cara de pau como se tivesse feito tudo sozinho. Não fez. Só usa o seu conhecimento para soltar asneiras. Ao invés de capitalizar isso favoravelmente para seu clube, Rosemberg abusa da arrogância, da estupidez e do sarcasmo barato. Fez um gol contra.

Os jornalistas aprendizes de Murdoch agradecem as babaquices e a paz e a tranquilidade dos estádios fica cada vez mais distante.

Depois de toda aula de desconhecimento do cartola corintiano você torcedor gostaria de ter Rosemberg como seu diretor de marketing?

Ele não serve nem para promover o homem picanha.

BÁRBARIE

20/10/2011

Olha o que fizeram com o Maracanã!

Para apenas um possivel jogo da seleção brasileira na Copa 2014.

E tem gente que comemora…

A COPA DA CORRUPÇÃO

20/10/2011

Os canalhas se jactam. Os corruptos se regojizam. Os safados comemoram.

A Copa do Mundo do Brasil em 2014 será na verdade a Copa da CBF/Fifa. O torneio nunca teve a intenção de ser do “povo”. Os cartolas ensaboados de Zurique e do Rio de Janeiro transformaram o evento numa ode elitista, cafajeste e sem vergonha.

Joseff Blatter fez os antigos Faraós do Egito passarem vergonha com os gastos extravagantes de estádios inúteis na África do Sul e do Brasil. Arenas que serão demolidas no continente negro por absoluta falta de utilidade dos mesmos. O país de Nelson Mandela terá um enorme prejuízo e a Fifa contabiliza os dólares na sua conta depois do Mundial de 2010..

No Brasil a triste configuração da podridão continuará. Estádios caros em Manaus, Cuiabá e Brasília serão levantados em lugares onde seus times não tem tradição no futebol brasileiro. Um portentoso estádio fora de Recife, lar dos três maiores clubes de Pernambuco é um escárnio na cara da população brasileira. Povo que sofre nas filas de aeroportos, hospitais, escolas e creches. Que padece pela falta de médicos, professores e saneamento básico e de investimentos pesados em educação e no próprio desporto que não se resume a vergalhões e cimento, mas sim na formação de campeões e verdadeiros cidadãos que se afastam das drogas e dos crimes.

A Fifa fez com que a Copa virasse uma máquina de ganhar dinheiro com a anuência de governantes corruptos e covardes. A entidade esgota o erário desses países como alienígenas vampirescos sanguessugas para depois largá-los ao abismo em busca de novas e potenciais vítimas.

Prova maior foram as escandalosas escolhas da Rússia e do Catar como as próximas sedes da Copa do Mundo. Países que terão de fazer o “esquemão” da Fifa de construir novas e belas arenas. Imaginem o Catar, com seus estádios banhados a ouro em volta de lagos artificiais no meio do deserto. Um país com população menor do que a cidade de São Paulo e sem tradição no esporte. Uma escolha muito conveniente para a Fifa de hoje. Serão dez novas aberrações faraônicas. Nem mesmo Quéops nos seus dias mais gloriosos chegou perto da cafajestagem de Blatter.

Após a festa de 2014, a conta mais uma vez será do insonso povo brasileiro que terá o IPI, IPVA, IPTU e outros impostos aumentados nas suas alíquotas para pagar a farra dos nojentos cartolas de futebol. Mandatários como André Sanchez que terá toda a construção do estádio do Corinthians bancada pelos impostos dos brasileiros num dos maiores golpes que a cidade de São Paulo já viu: a construção de um “Pacaembu com grife” pela absurda quantia de 800 milhões de reais (fontes não oficiais dizem 1 bilhão). Por muito menos a Juventus de Turim demoliu o Delle Alpi e reconstruiu uma arena própria.

A comemoração de Alckmim e Kassab no anúncio de São Paulo como abertura do evento foi patética. A”vitória do povo paulista” não foi nada mais do que um abaixar de calças e uma submissão atroz e covarde à Ricardo Teixeira, um cartola denunciado várias vezes por evasão de divisas e corrupção. O Itaquerão é o exemplo máximo de como os governantes eleitos preferem usar a política pessoal e eleitoreira do que defender os reais interesses da população.

Outro fator preocupante foi a escolha curiosa de Ricardo Teixeira de fazer a seleção brasileira jogar praticamente em todas as sedes da Copa 2014 e usar o Maracanã apenas numa possível final. Um absurdo que a seleção brasileira não atue pelo menos em três partidas no estádio carioca somente para atender a interesses políticos do cartola.

Obrigar o time canarinho a fazer viagens quase continentais por várias sedes e desgastar os jogadores brasileiros por motivos pessoais revela muito bem a faceta e a cara de pau de Teixeira.

Mas não há de ser nada. Enquanto tivermos a rede Globo e seus bobos da corte a Copa do Mundo do Brasil será uma festa. Ninguém vai perceber nada até uma eliminação brasileira ou a festa do Hexa. O povo só vai acordar quando a conta chegar ao seu bolso. Nesse momento todos perceberão que o Mundial não foi da população e sim de uma pequena elite. Um grupelho pelo qual pertence a Fifa, CBF, cartolas e políticos brasileiros que esfregam as mãos ao ouvirem o tilintar da caixa registradora.

Portanto povo brasileiro comemore. Vibre bastante e torça muito pela seleção. Porque essa conta vai chegar até nós no final dessa palhaçada toda.

E ela será muito pesada.

O BAZÓFIO

18/10/2011

Este blogueiro que vos escreve poderia falar mil coisas sobre Adílson Batista. Seria mais fácil agora que ele não é mais o treinador do São Paulo Futebol Clube. Mas isso não será feito. Porque Adílson é o menor responsável por tudo o que  acontece no clube do Morumbi.

Pior que Adílson foi quem o contratou. O agora ex-técnico tricolor vinha de uma péssima sequência de trabalhos no Corinthians, Santos e Atlético Paranaense. Mesmo assim foi bancado por Juvenal e sua trupe.

Os internautas que acompanham o blog se lembram que foi sugerido que o nome de Milton Cruz ficasse até o final do ano no time até a diretoria resolvesse contratar um técnico de ponta e não apostasse em mais uma fracassada experiência como aconteceu com Ricardo Gomes, Baresi e Carpegiani. Tínhamos absoluta certeza que Juvenal não cometeria o mesmo deslize por três vezes e … não é que ele realizou a besteira?

O manda chuva são paulino está mais perdido que roqueiro em micareta. O planejamento se foi. Peças importantes da estrutura tricolor como o Doutor Turíbio, Carlinhos Neves e Marco Aurélio Cunha deixaram o clube. Conselheiros e diretores agora dão palpite na escalação e na escolha dos treinadores. Situações dos rivais antes ironizadas pelos elegantes diretores agora servem de exemplo como responder as bravatas de um mandatário rival e demitir um treinador no vestiário. Prática de times da segunda divisão.

Realmente há algo de podre na Praça Roberto Gomes Pedrosa. Temos um presidente que está sob júdice por causa de sua própria vaidade. Se julga o dono do clube e não respeita princípios estatutários. Pisou numa tradição conquistada há três décadas e que deu três títulos mundiais ao São Paulo. Com seu golpe traiu a confiança de milhões de são paulinos.

Bazófio, afirmou que sem o Morumbi não teríamos Copa. Como podermos observar, a abertura do Mundial 2014 será no vergonhoso Itaquerão. Mas aí é outra história. O fato é que Juvenal posa de algo que não tem cacife para ser. Demitiu Carpegiani porque não escalava o Rivaldo e mandou Adílson embora porque colocou Rivaldo como titular contra o Internacional em Barueri. Vai entender.

É esse o indeciso presidente que “entende de futebol”? Se isso for verdade porque ele trocou o Arouca pelo Rodrigo Souto e o Juan pelo Júnior César? Porque ele brigou com o Alex Silva e deixou a torcida “vibrar” com as presepadas de Xandão? Por que o mandatário cria conflitos com Dagoberto que é o melhor jogador do time atualmente?

Com todas essas colocações vocês querem falar o que do pobre Adílson Batista?

RESUMO DA ÓPERA – 14/10/2011

14/10/2011

Chupeta Pra Eles – Andrés Sanchez e Juvenal Juvêncio novamente trocaram farpas via imprensa. Como vi num comentário no blog do Guedex, ambos os mandatários são dois adolescentes que acham que são maiores que os clubes que representam. Um chama Juvenal de “ditador”, mas apoiou e foi até um dos principais diretores de Alberto Dualib.

Juvenal peca por cair nas provocações de Sanchez e também por dar declarações nada generosas a respeito de Dagoberto e seu empresário Marcos Malaquias. Certos assuntos tem que ser resolvidos internamente e não pelos microfones. Com o São Paulo ainda disputando dois títulos esse ano Juvenal fez a pior besteira que um presidente de clube pode cometer. Criticou um atleta na fase mais decisiva desses torneios. Com que moral Dagoberto irá jogar com toda esse “apoio” dado por Juvenal? Nota zero para os dois presidentes.

Rafinha Bastos, o maior criminoso do Brasil? – Triste país em que um humorista é perseguido por causa de uma piada sem graça e estúpida. Rafinha contou uma galhofa pra lá de desagradável sobre a neta de Francisco, mas a repercussão que isso ganhou foi de uma idiotice deplorável. Já vi um show de Rafinha e garanto que ele fez piadas até piores e nem por isso esse verdadeiro espancamento midiático aconteceu. A Sra. Buaiz tem razão em processar o humorista, mas ir até a emissora em que ele trabalha e pedir a sua cabeça com a ajuda de seu marido empresário e do ex- atacante Ronaldo é de uma maledicência cruel. É o começo do fim do CQC, que se presta justamente a fazer humor e piadas com o cotidiano político e das celebridades. Agora, controlados pelo parceiros comerciais, o programa perderá a graça e também a sua essência.

Enquanto isso em Brasília José Sarney diz que a “carona” gratuita de um helicóptero da PM do Maranhão para seus afazeres particulares é uma “vitória da democracia”. Essa sim é uma tremenda piada imbecil, indecente e de extremo mau gosto.

Conan, a Esculhambação – Para quem ainda não viu a nova versão do clássico de 1982 baseados nas histórias de Robert E. Howard um aviso: se for para ver uma merda dessas não saia de casa. Sem dúvida é uma das piores adaptações de todos os tempos. O filme é ruim. O protagonista Jason Momoa  faz Ricardo Macchi parecer Laurence Olivier. Não caia no truque 3D. Muitos produtores picaretas usam desse artifício para aumentar o preço dos ingressos e ganhar mais dinheiro. Em toda a película não foi visto UMA ÚNICA CENA em que fosse necessário os malditos óculos de terceira dimensão.

Enfim, se quiser conhecer de verdade o guerreiro cimério vá a uma locadora ou assista na net os clássicos “Conan, o Bárbaro” e “Conan, o Destruidor”. Além de lerem a obra de Robert E. Howard e os quadrinhos magistralmente desenhados pelo mestre John Buscema. Se você ainda não conhece Conan, passe longe dos cinemas. Você poderá ter ódio mortal do personagem.

E agora Mike Portoy? – O novo trabalho do Dream Theater foi cercado de expectativas. Afinal de contas seria o primeiro disco do grupo sem o baterista Mike Portoy, um dos fundadores e principais pilares da banda. A constatação é que o substituto Mike Mangini faz com que os fãs do Dream Theater não sintam a menor falta do antigo membro. O CD “A Dramatic Turn of Events” supera os últimos trabalhos da maior banda de prog da atualidade. As músicas “Build Me Up, Break Me Down”, “Far for Heaven”, “Breaking All Illusions” e “Beneath the Surface” revelam que a ida de Portoy para a banda pós emo Avenged Sevenfold foi a pior cagada que ele poderia ter feito em sua carreira. Mangini dá um show nas baquetas e James LaBrie canta com uma serenidade nunca vista em álbuns passados. John Petrucci, Jordan Rudess e John Myung mantém a qualidade e sonoridade da banda intacta. Os fãs lamentam a saída de Portoy, mas a vinda de Mangini trouxe uma renovada. Algo que o Dream Theater estava precisando há tempos.

O GLADIADOR E OS “BÁRBAROS”

14/10/2011

João Vítor: agressão covarde

Todos as pessoas que acompanham o futebol paulista sabem que a Sociedade Esportiva Palmeiras é um turbilhão de emoções. Desde os tempos de Ezequiel Simone as discussões e debates acalorados fizeram parte da história do Palestra. Eram tempos românticos, intensos mas sobretudo respeitosos.

Hoje todo esse “romantismo” foi para o vinagre. A agressão covarde de torcedores ao jogador João Vítor é um sintoma grave, que afeta toda a estrutura futebolística do Palmeiras e que prejudica o clube e os seus torcedores.

Não é a primeira vez que um atleta do clube é atacado. Em 2009, Vágner Love, um dos responsáveis pela volta da equipe à série A em 2003 foi surrado por marginais organizados e saiu pela portas dos fundos. Diego Souza, considerado o melhor jogador do campeonato brasileiro de 2009, também foi escorraçado pela “turma do amendoim” e hoje é destaque na equipe do Vasco, que luta pelo título de 2011.

A bola da vez agora é Kleber. Que errou ao se recusar ao viajar para o Rio, mas que acertou ao pedir ao seu clube uma maior segurança. A resposta e o silêncio da diretoria sobre esse caso foi a pior possível. Além de não buscar punir os agressores, a diretoria e o técnico Luiz Felipe Scolari deram a entender que foi o próprio João Vítor o responsável pela porradaria. O que não exime a gravidade de ter um atleta do clube agredido dentro do Parque Antártica.

O fato é que os diversos grupos dentro do Palmeiras usam a torcida como massa de manobra política. Indiretamente autorizados, esses torcedores cometem as mais monstruosas barbaridades sob as asas inertes do Ministério Público Estadual e da Polícia Militar. Ninguém é punido ou julgado por esses e outros atos criminosos. Os diretores do Palmeiras, que muitas vezes apoiam esses elementos em manobras políticas dentro do Parque Antártica, não tem coragem de tomarem medidas contra eles quando os mesmos aparecem nas páginas policiais. É o velho “rabo preso”.

A possível saída de Kleber do Palmeiras é um somatório de vários incidentes que envolveram o atleta nesse ano de 2011. O atacante não é nenhum santo. Faz juras de amor para a torcida dos clubes em que veste a camisa para depois decepcioná-los ao participar de celebrações de torcidas adversárias. Kléber foi vítima do próprio monstro que criou. Apoiou (alguns dizem até financeiramente) a principal torcida organizada do Palmeiras para depois ser criticado por ela por suas atitudes. Entre muitas o fato de “balançar” com a proposta do Flamengo na disputa do campeonato brasileiro e fazer críticas a Scolari via imprensa.

Kleber e Palmeiras: perto do divórcio

O centroavante palmeirense não é um craque. Tem um estilo aguerrido, mas nada de excepcional que o credencie a ser um ídolo de um clube vitorioso como o Palmeiras. Uma torcida que já teve Oberdan Cattani, Waldemar Fiúme, Jair Rosa Pinto, Evair e Ademir da Guia não pode se contentar apenas com um claudicante atleta. Mas não foi a personalidade do Gladiador a única responsável pela atual crise alviverde, mas também a estrutura viciada dos grupos políticos que lá estão.

O clube necessita de paz, de diretores pensem mais na instituição Palmeiras do que as suas próprias vaidades pessoais. A agressão em um atleta do próprio elenco e o desdém do clube em relação a esse fato grave revela o sintoma de uma grave enfermidade. Doença que muitos palmeirenses se recusam a enxergar enquanto o time e a sua torcida sofrem com mais um ano sem títulos.

A maior prova é que o Palmeiras teve nesses três últimos anos e meio os melhores técnicos do Brasil (Luxemburgo, Muricy, Felipão) e ambos sucumbiram ou estão com a corda no pescoço pelos mesmos problemas que hoje se configuram nas tensas ruas do jardim suspenso. Até quando?