PUNIR E NÃO PROIBIR!

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A proibição da Mancha Alvi Verde de frequentar os estádios de São Paulo pela Federação Paulista de Futebol é uma medida inútil. Tem o mesmo efeito de uma bala de festim. Não resolve o problema da violência nos campos de futebol e fora deles.

Medidas semelhantes foram tomadas no passado e a situação somente piorou, pois dá aos marginais infiltrados tudo o que eles querem: o anonimato. Mesmo sem camisa da torcida organizada, faixa ou bandeira eles sempre voltam para o mesmo lugar na arquibancada, se reúnem no mesmo local antes dos jogos e pegam o mesmo ônibus.

Generalizar dessa forma é um conceito muito efêmero. Nem todos os torcedores organizados são bandidos. Nem todos cometem crimes graves e participam de brigas via internet. O problema é mais embaixo.

A realidade é que o Brasil não tem nenhuma legislação penal adequada. O torcedor organizado é o que? É um cidadão como qualquer outro sujeito às mesmas penas de qualquer pessoa que tenha cometido um crime. Aí que está o achado.

Por preguiça a imprensa, os políticos e a justiça generalizam. Falam de torcidas organizadas como se elas fossem deputados com foro privilegiado no STF. Brigam? Matam um torcedor adversário? Jogam o sujeito no rio?

”Ah! São as torcidas organizadas. Vamos fechá-las, proibi-las de entrar no estádio e tá tudo certo!”

Mas e o sujeito que cometeu o homicídio está onde? Está livre leve e solto.

Porra! O criminoso mais um bando cometeram um ASSASSINATO. Cabe a justiça ir atrás deles e prendê-los pelo crime.

Colocar esse fato lamentável como “mais uma briga entre torcidas” é uma situação pusilâmine e conformista bem comum no país da impunidade. Crime é crime. Não importa se foi feito por Ali Babá e os quarenta ladrões ou por uma gangue travestida com uniforme de organizada. Todo s devem pagar por seus atos e responder em juízo. Seja torcedor organizado ou não.

Mas “briga de torcida” não pune ninguém. Dá no máximo um termo circunstanciado. O Brasil não tem uma legislação que coíbe a pancadaria nos estádios às vésperas de uma Copa do Mundo. O Código Penal é fraco, ultrapassado e leniente com o crime. Enquanto isso ocorrer podem extinguir todas as torcidas organizadas. O problema vai continuar.

Até porque a nossa Constituição permite a livre associação. O Ministério Público extingue e os caras fundam outra torcida com outro nome. O problema real é a impunidade e a falta de individualização dos crimes cometidos nos estádios. Punição real e não pra inglês ver como a Federação Paulista fez ontem.

Proibir e extinguir não adianta nada. O negócio é punir e com rigor.

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4 Respostas to “PUNIR E NÃO PROIBIR!”

  1. Geraldo "JASON" Lina Says:

    Briga de porco, tem coisa al Abdula !
    No mínimo alguém prometeu caguetar alguém e ai vc sabe.

  2. Marcelo Abdul Says:

    É. Quero ver até quando a FPF vai manter essa proibição. Parece mais coisa pra português ver. Não adianta nada. A polícia e a justiça tem que fazer o seu trabalho e prender as pessoas que cometem crimes sob o a camisa de uma torcida organizada. Tem muita política no meio disso tudo Lina. Por isso certos marginais infiltrados lá dentro não são punidos. Como foi o famoso “caso do gás”.

  3. guinablog Says:

    Os caras não aprendem!
    Pra acabar com as organizadas, é só modernizar os estádios e exigir os tais assentos numerados. Se não senta junto, não tem formação de “idéias”. Entendeu, Abdul?

    Eu sei que vc vai falar que não tem mais confusões dentro dos estádios, mas se a galera for separada, vai faltar machão nas organizadas.
    Ps>: E pq essa confusão só valew pra mancha? E a gaviões que até marcou confronbto pela net. Confrontyo que terminou com um corpo jogado no Tietê. Cara as vezes o Brasil desanima….

  4. Marcelo Abdul Says:

    Guina. Não acredito que a numeração de estádios vai acabar com a farra dos marginais organizados. Na Europa existem assentos numerados, organização mas o “ultras” continuam. Temos até casos graves de racismo. O problema é que lá eles pegam um sujeito jogando uma casca de banana no gramado e ele vai para a cadeia. Aqui o cara invade o campo, bate no juiz e vira herói. Nos EUA, se um engraçadinho invade o gramado ele pega uma cana brava. Não adianta inibir o “grupo” se não se pune o indivíduo. A generalização é muito simples. Coloca todo mundo no mesmo barco e ninguém faz nada.Cito novamente o caso do gás. Até a polícia sabia quem foi o cara que cometeu o crime, mas não fizeram nada. Se a punição começa a funcionar para um, o resto do grupo fica inibido de cometer novas atrocidades. Porque quando a lei funciona, os caras vão pensar duas vezes antes de fazer besteira. Mas o Ministério Público só é cabo eleitoral de promotor que quer virar político. O buraco é muito mais embaixo do que alguém possa imaginar. Muitos políticos dependem desse pessoal.

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