O FAMIGERADO “GOL FORA”

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Maikon Leite lamenta: muito esforço para nada

Ontem Palmeiras e Vasco fizeram uma boa partida pela Copa Sul Americana. Boa parte dos torcedores quem compareceram ao Pacaembu viram um belo espetáculo de futebol. Mas o resultado final de 3 x 1 que classificou o Vasco após um gol espírita de Jumar deixou muitos mancebos com a Siphonaptera atrás da orelha.

O Palmeiras fez um tremendo esforço para fazer os gols. Fez três. O Vasco que venceu por dois a zero em São Januário fez três tentos também. Pera aí. Alguma coisa está errada. O clube carioca colocou duas bolas na rede em casa e Jumar fez um “gol Alan Kardec” em São Paulo. Por que o Palmeiras tinha que fazer quatro ?

A conta não bate. Porque muitos cartolas julgam que o tal termo “gol fora” é muito mais emocionante para a partida e afasta a torcida das “nefastas” cobranças de pênaltis. O modelo foi criado na Europa no final dos anos oitenta e foi assimilado pelo resto do mundo como uma “solução para o problema dos desgastantes jogos de mata-mata com prorrogação e penais e aliviar os horários da televisão. Mas não há verdades absolutas.

Esse modelo de classificação é extremamente injusto. Ontem vimos um exemplo. O Palmeiras se matou para fazer dois gols e igualar o placar perdido em São Januário. O time fez um esforço tremendo e conseguiu chegar onde desejava. Aí Jumar acerta um chute para o lado esquerdo, a bola vira para o lado direito de repente e cai no canto de Marcos. O atleta vascaíno comemora com um ar de surpresa e o Palmeiras tem que fazer mais DOIS GOLS para se classificar. Um absurdo.

Numa disputa eliminatória um clube perde fora de casa e naturalmente é obrigado a atacar em seus domínios certo? Errado.

Por esse critério ridículo de classificação os clubes são obrigados a armarem um esquema mais defensivo, justamente para proteger a retaguarda de um possível gol do adversário que vale o dobro.

No final esse “modelo”, ao invés de tornar o futebol mais emocionante faz o efeito contrário.

O certo e o mais justo é disputa de pênaltis em resultados iguais. Como era antigamente. Premia a equipe mais preparada nas duas partidas e evita a classificação absurda de um time por causa de um gol cagado.

Ontem depois do tento do time da colina, o jogo já tinha acabado. E o Palmeiras de Marcos que tomou os mesmos três gols de Fernando Prass foi desclassificado aos doze minutos do segundo tempo.

Fazer quatro gols? Nem com muita boa vontade dos deuses da bola. Porque milagre no futebol acontece de cinco em cinco anos. A desclassificação palmeirense foi injusta e isso vale para todos os times que forem eliminados por esse critério tenebroso, insano e até fascista do “gol fora”.

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6 Respostas to “O FAMIGERADO “GOL FORA””

  1. guinablog Says:

    Ah Abdul, eu gosto desse regulamento cara!

  2. Marcelo Abdul Says:

    Eu não curto. Acho injusto. No ano passado por exemplo por causa de uma desviada do Alecsandro, o São Paulo ficou de fora da final da Libertadores. O tricolor foi melhor no jogo e poderia decidir a disputa nos penais. Engraçado que a própria sul americana e UEFA se contradizem. No torneio todo vale esse sistema “gol fora” mas na final não vale. Ué. Não é legal?

  3. Geraldo "JASON" Lina Says:

    Eu quero é MAI_X_
    HASUHAUSHUAHSUHASUHAUSHAUSHUAHSUAHSU

  4. Marcelo Abdul Says:

    Pois é. Mas no ano passado por causa daquele gol meio sem querer do Alecsandro foi o tricolor que rodou. Sinceramente acho a regra um absurdo. E pode acontecer de novo nessa Copa Sul Americana.

  5. Carlos Henrique Says:

    Abdul, na verdade o gol fora de casa foi introduzido na Liga dos Campeões de 1965.

    No Brasil, por ideia de um dirigente do Grêmio, foi adotado a partir da primeira Copa do Brasil, em 1989.

    Na Libertadores, foi adotado em 2005.

    Espero ser útil
    Um abraço

  6. Marcelo Abdul Says:

    1965? Então a sacanagem era antiga. Valeu Carlos.

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