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RESUMO DA ÓPERA – 31/08/2011

31/08/2011

Absolvição Criminosa – Os DePUTAdos do Congresso Nacional Brasileiro absolveram vergonhosamente a parlamentar Jaqueline Roriz, filmada na boca da botija no chamado “Mensalão dos DEMOS”. O que dizer dessa calamidade viral que tomou conta dos políticos eleitos pela população?

É a prova definitiva que o atual sistema político brasileiro está morto. O parlamento brasileiro está infestado de bandidos e precisa ser higienizado. Mas a responsabilidade maior é da população brasileira que elegeu esses vermes como seus representantes. Sim, colocar a culpa nos políticos por todos os males da nação é muito fácil. Difícil é alguém se responsabilizar por ter votado no Tiririca e levar o Waldemar da Costa Neto de lambuja pelo voto proporcional.

No final eleitor é você o principal culpado por eleger esses bandidos. Esses vermes que tem a coragem de se chamar de “representantes do povo” colocam a democracia brasileira em risco. Ao absolverem Jaqueline Roriz esses energúmenos cospem na cara do povo brasileiro. Ontem o que vimos não foi uma sessão parlamentar e sim uma reunião da Cosa Nostra.

Os “nobres e incautos” deputados se esquecem que um congresso fraco e corrupto é um sintoma de uma democracia frágil e moribunda. Já vi esse filme antes. E ele não terminou nada bem. Vide a nossa vizinha Venezuela.

Desperdício – O jornal “O Estado de São Paulo” publicou hoje que o Ministério do Esporte aprovou o repasse de 6 milhões de reais a um sindicato de cartolas (nem sabia que os cartolas tinham um sindicato) para se fazer o cadastramento de torcedores organizados visando a Copa de 2014. No entanto, a entidade presidida pelo ex-mandatário palmeirense Mustafá Contursi não fez absolutamente nada até agora. Segundo Mustafá, o Sindafebol não tem condições técnicas para fazer a operação.

Agora vem a pergunta. Se a associação não tem estrutura para fazer o cadastramento, porque aceitaram o dinheiro liberado por Orlando Silva?

Qual o nível de seriedade desses políticos em torrar dinheiro público em ações mambembes desse tipo? Quem ganha com isso? Só sabemos de uma coisa. Quem perde é a população brasileira atolada até o pescoço com impostos e que vê seu dinheiro ser desperdiçado por projetos inúteis.

Santos, o “queridinho” de Teixeira – Mais uma vez, a associação presidida por Ricardo Teixeira comete um deslize. A entidade adiou o jogo Santos x Botafogo pelo campeonato brasileiro porque três de seus atletas foram convocados para o “desafio ao galo com grife” contra a a seleção de Gana em Londres. Mais uma vez é necessário reiterar que o erro maior da CBF é não paralisar as rodadas do campeonato brasileiro em partidas da seleção. Situação que ocorre com todas as outras seleções do mundo em datas Fifa.

Mas a entidade, além de insistir com a rodada do brasileiro, ainda descumpre o próprio regulamento do torneio que prevê que o pedido de adiamento deve ter o prazo máximo de dez dias. O que não ocorreu.

No final, o Botafogo é que sai prejudicado, pois disputa a Copa Sul Americana e terá seu calendário apertado. O “jogo de favores” entre Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro e Ricardo Teixeira continua. Uma situação ilegal e imoral do ponto de vista institucional. A CBF deve rezar pela cartilha de todos os clubes e não beneficiar apenas um. Ou se adia a rodada do brasileiro em jogos da seleção ou não se faz uma palhaçada desse tipo.

Restaurante Copa – Na compra do ingresso entre São Paulo x Fluminense resolvi dar uma passadinha no restaurante Copa e tive uma grata surpresa. Era a primeira vez que entrava ali. Nos vários anos que frequentei o Morumbi nunca tinha entrado por lá, nem quando o espaço era a velha pizzaria do portão 5 onde entram os donos das cadeiras cativas

Ontem,ao entrar deparei-me com um lugar bonito e aconchegante. Atendimento de primeira. E a comida….hummmmm. Por coincidência o menu do dia eram pratos árabes e me fartei. Se você quer ver um jogo do tricolor com os amigos não tem um lugar melhor. Recomendo.

Os Pimentas Ardidas Quentes Vermelhos” atacam de novo – Depois de um hiato de quase cinco anos o Red Hot Chilli Peppers volta a cena com o novo trabalho “I´m With You”. E a longa espera valeu a pena. O disco é muito bom do começo ao fim. Com o baixo desconcertante de Flea , o vocal lúcido de Anthony Kiedis e a bateria empolgante de Chad Smith a banda detona e faz um disco cheio de “swingue” e melhor que Stadium Arcadium. Uma pena que John Fusciante, um dos maiores guitarristas da atualidade tenha deixado novamente o grupo em 2009. Mas o substituto Josh Klinghoffer dá conta do recado e tem momentos brilhantes no álbum. Pois é, “Os Pimentas” continuam ardendo e o mundo do rock agradece.

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FORÇA PROFESSOR!

28/08/2011

Todos os internautas que frequentam o blog sabem que tenho sérias divergências técnicas com o treinador Ricardo Gomes. Mas isso se limta à espera futebolística.  Fora dela Ricardo Gomes é um exemplo de profissional dedicado, educado, inteligente e um gentleman com os jornalistas até nas piores horas.

Desejo toda a sorte do mundo para ele nesse momento difícil. Espero que ele se recupere e volte a fazer o que mais gosta nos bancos dos estádios.

Deus te ajude e ilumine professor!

RECADINHO CONSTITUCIONAL

28/08/2011

Um recado ao presidente da Federação Catarinense de Futebol  que deseja proibir a manifestação nos estádios contra o mandatário mór da CBF. A ditadura acabou.  Somos um país com leis, apesar de muitos ainda não respeitá-las por se acharem acima do bem e do mal.

Mas nada como um bom exemplo da nossa lei maior, a Constituição Brasileira para que esses sacripantas do esporte saibam que democracia não é exercida somente em dia de eleição. Ela pode ser exercida em qualquer espaço. Inclusive estádios de futebol.

  • Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direitoe tem como fundamentos:
    • V – o pluralismo político
  • Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, liberdade, igualdade, segurança e a propriedade, nos termos seguintes:
    • IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
    • VIII – ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
    • IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença
  • Art. 220º A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.
    • § 2º – É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.

OS CÃES LADRAM, MAS A CARAVANA NÃO PÁRA

26/08/2011

Às vésperas do clássico Corinthians e Palmeiras mais uma vez vem o assunto “veto” ao Morumbi vem à tona  principalmente depois das declarações do goleiro Marcos sobre o tema.

Nada tenho a acrescentar.  Quem quiser saber o que penso sobre o assunto é só clicar aqui.

O fato é que quanto mais a “banda podre” bate,  mais o São Paulo FC  se fortalece.

Como diz o CD do Planet Hemp “Os cães ladram, mas a caravana não pára”.

E que todos os cartolas babacas, bunda moles, entreguistas e chupadores de saco  do futebol brasileiro vão para o meio do inferno.

O FAMIGERADO “GOL FORA”

26/08/2011

Maikon Leite lamenta: muito esforço para nada

Ontem Palmeiras e Vasco fizeram uma boa partida pela Copa Sul Americana. Boa parte dos torcedores quem compareceram ao Pacaembu viram um belo espetáculo de futebol. Mas o resultado final de 3 x 1 que classificou o Vasco após um gol espírita de Jumar deixou muitos mancebos com a Siphonaptera atrás da orelha.

O Palmeiras fez um tremendo esforço para fazer os gols. Fez três. O Vasco que venceu por dois a zero em São Januário fez três tentos também. Pera aí. Alguma coisa está errada. O clube carioca colocou duas bolas na rede em casa e Jumar fez um “gol Alan Kardec” em São Paulo. Por que o Palmeiras tinha que fazer quatro ?

A conta não bate. Porque muitos cartolas julgam que o tal termo “gol fora” é muito mais emocionante para a partida e afasta a torcida das “nefastas” cobranças de pênaltis. O modelo foi criado na Europa no final dos anos oitenta e foi assimilado pelo resto do mundo como uma “solução para o problema dos desgastantes jogos de mata-mata com prorrogação e penais e aliviar os horários da televisão. Mas não há verdades absolutas.

Esse modelo de classificação é extremamente injusto. Ontem vimos um exemplo. O Palmeiras se matou para fazer dois gols e igualar o placar perdido em São Januário. O time fez um esforço tremendo e conseguiu chegar onde desejava. Aí Jumar acerta um chute para o lado esquerdo, a bola vira para o lado direito de repente e cai no canto de Marcos. O atleta vascaíno comemora com um ar de surpresa e o Palmeiras tem que fazer mais DOIS GOLS para se classificar. Um absurdo.

Numa disputa eliminatória um clube perde fora de casa e naturalmente é obrigado a atacar em seus domínios certo? Errado.

Por esse critério ridículo de classificação os clubes são obrigados a armarem um esquema mais defensivo, justamente para proteger a retaguarda de um possível gol do adversário que vale o dobro.

No final esse “modelo”, ao invés de tornar o futebol mais emocionante faz o efeito contrário.

O certo e o mais justo é disputa de pênaltis em resultados iguais. Como era antigamente. Premia a equipe mais preparada nas duas partidas e evita a classificação absurda de um time por causa de um gol cagado.

Ontem depois do tento do time da colina, o jogo já tinha acabado. E o Palmeiras de Marcos que tomou os mesmos três gols de Fernando Prass foi desclassificado aos doze minutos do segundo tempo.

Fazer quatro gols? Nem com muita boa vontade dos deuses da bola. Porque milagre no futebol acontece de cinco em cinco anos. A desclassificação palmeirense foi injusta e isso vale para todos os times que forem eliminados por esse critério tenebroso, insano e até fascista do “gol fora”.

CARROÇA DETONADA

26/08/2011

Cícero comemora o primeiro gol: o tricolor derrota o Ceará

O Ceará do técnico Vagner Mancini veio ao Morumbi para se defender e atuar com o regulamento embaixo do braço. Com o famigerado “gol fora” o clube cearense esperava fazer um tento de contra ataque e obrigar O São Paulo a fazer três gols.

Durante 45 minutos o plano de Mancini deu certo. O Vozão se fechou e o São Paulo que tinha apenas Dagoberto e Fernandinho como referências de ataque não conseguiu transpor a forte retaguarda adversária. Um pouco lógico, já que os dois atacantes tricolores não são jogadores de área e tem baixa estatura. Foram presas fáceis da defesa cearense durante a primeira etapa.

No segundo tempo, o São Paulo pressionou o Ceará nos três minutos iniciais e chutou mais a gol do que todo o primeiro tempo. Mesmo assim, o esquema cearense ainda levava vantagem. O São Paulo, sem um meio de campo articulador não conseguia criar mais jogadas. Com a contusão de Fernandinho, Dagoberto ficou isolado. Foi a vez de Adílson Batista agir e colocar o meio campista Cícero em campo.

Curiosamente ele, que tem o nome do maior padroeiro do Ceará, abriu o placar após um levantamento de dentro da área. O zagueiro cearense falhou e o meio campista matou no peito e ficou livre para marcar. Passou um boi, passou uma boiada. A partir do primeiro gol são paulino, o time de Adílson Batista teve toda a tranquilidade para fazer mais dois. Lucas desencantou de sua hibernação pós-seleção e fez um golaço de fora da área. Dagoberto completou a trinca e sacramentou a classificação são paulina.

O Ceará apesar de eficiente na defesa não levou perigo a nenhum momento ao capitão Rogério Ceni, que está a quatro jogos de fazer o sua milésima partida pelo time paulista. O São Paulo voltou com a sua “síndrome de Hulk” mas na hora certa. Foi um Bruce Banner no primeiro tempo, mas voltou detonando a “carroça desembestada” no segundo.

Ao que parece a diretoria tricolor vai levar a Copa Sul-Americana a sério. Jogou com o time titular, ao contrário do que fez nos anos anteriores. Bela pedida. A ano que parecia perecia estar perdido para o São Paulo se revela mais promissor. Que esse planejamento se mantenha até o final do ano.

O SONÍFERO DAS QUATRO

21/08/2011

As lendas Ceni e Marcos: ambos brilharam outra vez

De um lado, um time de uma jogada só, com um grande treinador. De outro, um clube que oscila constantemente e que por enquanto não tem identidade.

Não se poderia esperar coisa melhor de um clássico São Paulo x Palmeiras no dia de hoje. Rogério Ceni e Marcos foram os protagonistas da partida. Justificável pelo fato dos dois pertencerem a “velha guarda” do futebol pentacampeão. Do resto podemos citar o bonito gol de Dagoberto. A bela cobrança de Marcos Assunção no gol de Henrique e… só.

O choque-rei está longe dos seus melhores dias. O Palmeiras tem um elenco fraco e se não fosse o técnico milagreiro estaria numa situação bem mais desconfortável. O tricolor tem Adílson Batista, que coitado, grita, vai para um lado, vai para o outro, arranca toneladas de suor da camiseta, mas não pode fazer nada diante de um elenco limitado.

Fernandinho e Marlos não são referência de ataque para ninguém. A defesa com Xandão é sinônimo de caos e o meio campo apesar de esforçado, não produz nada de bom no melhor estilo “bonitinho mas ordinário”.

Piris: empate es.....zzzzzzzzzzzzzzz

Rivaldo? Faz o que pode. O camisa 10 tricolor ainda arranca suspiros, porque mesmo nos seus quarenta anos, dá de dez em muito moleque mimado criado em Cotia. Quem acha que Rivaldo é um problema no São Paulo comete uma tremenda de uma cafajestagem. Puro preconceito babaca pelo fato dele ser um veterano.

O Palmeiras, desde o ano passado depende apenas de um jogador: Marcos Assunção. A bola parada é o único ranço de brilho que do time do Felipão. Kléber não é o mesmo centroavante de 2008 e depois de tantas polêmicas em torno do seu nome vai ter que rebolar muito para voltar ao mesmo patamar que o tornou ídolo da torcida alviverde.

Valdívia se revelou uma péssima contratação. O meio campista chileno fica mais no estaleiro do que dentro de campo e o time tem que se virar com os esforçados Patrick e Luan.

Com tantos problemas dentro de campo, o resultado não poderia ser diferente. Um empate pra lá de chato dentro do Morumbi, que teve apenas 16.000 pessoas como corajosos espectadores.

O torcedor que não é bobo. Com jogo na TV vai sair de casa nesse frio para que?

No final o sofá foi a melhor escolha. Porque o empate foi um belo sonífero na tarde fria desse 21 de Agosto.

ZZZZZZZZZZZZZ!

TÍTULO MUNDIAL! E DAÍ?

21/08/2011

A seleção brasileira conquistou o título mundial sub-20 na Colômbia  e se tornou pentacampeã.

E daí?

A estrutura de merda do futebol brasileiro não vai mudar em nada.

Só lembrando aos hipócritas “pachecos” que não foi realmente o Brasil que ganhou o torneio, mas sim Cruzeiro, Internacional, Santos, São Paulo, etc. Clubes que investem nas suas divisões de base sem NENHUM apoio moral ou financeiro da CBF. Sem eles a entidade não é nada. Pois não investe em porra nenhuma.

Os mesmos clubes que agora vão ver seus diamantes serem literalmente “roubados” pelos empresários que a CBF tanto aprecia em suas concentrações.

Falar em uma lei para proteger os clubes da sangria de jovens valores? Nada.

Tirar os jogadores no meio de um campeonato importante e colocá-los como vitrine para vendas na Europa?

Aí sim.

Repito. Se for para ter uma seleção brasileira meramente comercial pra que eu vou torcer para isso?

Prova maior é que Henrique, o melhor jogador do torneio diz que não joga mais no São Paulo. Casemiro, outro jogador do tricolor também vai forçar a barra pra sair.

E aí? Vou ficar segurando bandeirinha como um otário e gritar “Brasil, Brasil Brasil” a plenos pulmões?

Fala sério. Nem vi o jogo. Porque seleção brasileira pra mim hoje é só comércio. E estou escrevendo isso quando ganha um título para nenhum “pacheco” imbecilizado vir aqui me encher o saco.

Seleção brasileira hoje, seja na sub-20 ou na principal é só vitrine para venda de jogador.

Um título ou a perda dele não fará a menor diferença se a pornográfica estrutura continuar a ferrar os clubes que tem um alto custo na formação de um jogador e que depois são “roubados” por um empresário picareta.

Ah tá. Que beleza. Tô tão emocionado com o título com dois gols cagados do O$car que estou até chorando…

AH AH AH AH AH!

DECLARAÇÃO DE HIPOCRISIA

20/08/2011

Essa semana o burburinho geral que bombou na net e nas redes sociais foi a “explosão” do comentarista Renata Maurício Prado no programa Redação Sportv comandado por André Risek.

O motivo? A convocação de Ronaldinho Gaúcho para o amistoso do “combinado que veste uma camisa amarela” contra Gana. Um mero amistoso porta-níqueis arrumado pelo Ricardo Teixeira que obriga o “selecionado” jogar em Londres por força de contratos comerciais.

Fiquei estupefato. Não pela bronca do flamenguista Renato Maurício Prado, mas sim pela reação ao “esporro” dele. Muitos o acusaram de estar puxando para o lado do seu clube de coração e outros blogs pegaram o bastião da moralidade para darem falsas lições de ética, sem nem ter 10% da experiência de vida do comentarista global.

Vamos com calma. Dizer que jornalista esportivo deve ser 100% isento é promulgar uma declaração de hipocrisia. Todos torcem para um time. Afinal, foi a paixão deles por um clube que os conduziu ao jornalismo esportivo. Ou algum profissional veio do Badmington para comentar os devaneios do esporte preferido dos brasileiros?

A “explosão” de Renato se justifica. Primeiro, porque revela o atual estado putrefato do futebol brasileiro. Não no jogo em si, mas no seus bastidores. Fora dele, os clubes e os jogadores sempre aliviam as imensas cagadas do Sr. Ricardo Teixeira e da cartolagem em geral.

O problema maior não é o Renato Maurício Prado ser flamenguista, o Juca Kfouri ser corintiano ou o Vitor Birner torcer para o São Paulo. É a opinião pública escrachar um comentarista pela sua preferência clubística e se esquecer do contexto geral.

A CBF convocar os principais atletas dos clubes brasileiros para jogar amistosos vagabundos por força de um contrato no meio do principal campeonato da entidade é desvalorizar o seu próprio produto. A solução para isso é bem simples. NÃO HAVERÁ RODADA DO BRASILEIRO em datas Fifa e partidas do combinado verde e amarelo.

Mas Ricardo Teixeira decide manter a rodada e a partida vagabunda do combinado à véspera do principal jogo da rodada. Talvez o mais importante do campeonato sem os seus atletas principais.

Que gênio!

Que força de marketing ele está dando para um produto que deveria ser valorizado por ele, mas por causa de partidas de várzea em Londres, atira um dos mais disputados campeonatos brasileiros dos últimos anos na lata do lixo.

Depois alguns comentaristas e blogueiros pachecos perguntam porque os torcedores não apreciam mais a seleção brasileira. A resposta está nas ações dos próprios cartolas só conseguem enxergar o próprio rabo gordo.

Lamento que os presidentes de clubes tenham essa postura de subserviência getuliana ao presidente da CBF. Os cartolas do futebol brasileiro são fracos, covardes e totalmente submissos a um poder muquirana a retrógrado. Votam e reelegem um sujeito que os prejudicam quando faz a seleção atuar em um “desafio ao galo” com grife.

A gritaria foi tanta que a entidade se rendeu e mudou o dia e o horário do jogo. Mas, o remédio foi pior que a doença. A transferência da partida Corinthians x Flamengo para quinta vai fazer os clubes perderem dinheiro porque a transmissão será feita apenas em TV fechada. Lá se vai a exposição da marca, da camisa e dos patrocinadores para milhões de pessoas que certamente iriam sintonizar a TV numa partida desse nipe na rede aberta.

No final das contas a CBF não é aliada dos clubes do futebol brasileiro. É concorrente. A associação e o seu combinado perdem cada vez mais prestígio nessa queda de braço esquizofrênica com o  torcedor.

É só analisar futuramente a audiência do jogo contra Gana e o clássico Corinthians x Flamengo.

Você torcedor tem alguma dúvida qual jogo vai interessar mais?

O NOME DA DOENÇA QUE ASSOLA O BRASIL SE CHAMA LUIS INÁCIO LULA DA SILVA

18/08/2011

 

Texto sensacional de Reinaldo Azevedo.

 

Quatro ministros caíram em menos de oito meses de governo Dilma. Se considerarmos que Luiz Sérgio deixou a coordenação política para não fazer borra nenhuma na pesca, são cinco, três deles porque não conseguiram explicar o inexplicável no terreno ético: Antônio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes) e Wagner Rossi (Agricultura). Nelson Jobim (Defesa) foi demitido porque falou demais. As demissões se deram de junho pra cá, à média, portanto, de mais de uma por mês. São os sintomas. Afinal, qual é a doença que acomete a política brasileira? Chama-se Luiz Inácio Lula da Silva, o homem que hoje atua de modo claro, desabrido e insofismável para desestabilizar o governo da presidente Dilma Rousseff, sua criatura eleitoral.

Esse modelo de governo necrosado, que recende a carniça, não chega a ser uma criação genuína de Lula. Ele não cria nada. Mas é o sistema por ele reciclado, submetido ao aggiornamento petista. Este senhor é hoje o maior reacionário da política brasileira. De fato, é o maior de todos os tempos: nunca antes na história destepaiz um líder do seu porte — e os eleitores quiseram assim; não há muito o que fazer a respeito — atuou de forma tão determinada, tão clara, tão explícita para que o Brasil andasse para trás, desse marcha a ré nas conquistas do republicanismo, voltasse ao tempo da aristocracia dos inimputáveis. Enquanto Lula for uma figura relevante da política brasileira, estaremos condenados ao atraso.

O governo herdado por Dilma é aquele que seu antecessor construiu. Aqui, é preciso fazer um pouco de história.

No modelo saído da Constituição de 1988, o presidente precisa do Congresso para governar. Se o tem nas mãos, consegue transformar banditismo em virtude, como prova o mensalão. É impressionante que Lula tenha saído incólume daquela bandalheira — e reeleito! Há diversas razões que explicam o fenômeno, muitas delas já conhecidas. O apoio do Congresso foi vital — além da sem-vergonhice docemente compartilhada por quem votou nele. Não dá para livrar os eleitores de suas responsabilidades.

Fernando Henrique Cardoso governou com boa parte das forças que acabaram migrando para o lulo-petismo — o PMDB inclusive. Surgiram, sim, denúncias de corrupção. Não foi certamente um governo só com vestais. Mas era uma gestão com alguns propósitos, boa parte deles cumprida. Era preciso consolidar as conquistas do Plano Real, promover privatizações essenciais à modernização do país, tirar o bolor da legislação que impedia investimentos, criar bases efetivas para a rede de proteção social. FHC percebeu desde logo que essa agenda não se cumpriria com um alinhamento do PSDB à esquerda. E foi buscar, então, o PFL, o que foi considerado pelos “progressistas” do Complexo Pucusp um crime de lesa moralidade. Em boa parte da imprensa, a reação não foi diferente. Falava-se da “rendição” do intelectual marxixta — o que FHC nunca foi, diga-se — ao patrimonialismo. Um “patrimonialismo” que privatizava estatais… Tenha paciência!

FHC venceu eleição e reeleição no primeiro turno e implementou a sua agenda, debaixo do porrete petista. Teve, sim, de fazer, muitas vezes, o jogo disso que se chama “fisiologia”. O modelo saído da Constituição de 1988, reitero, induz esse sistema de loteamento de cargos. O estado brasileiro, infelizmente, é gigantesco. Quanto mais cargos há a ocupar, pior para a ética, a moral e os bons costumes. Mas, repito, o governo tinha um centro e uma agenda das mais complexas.

Lula surfou no bom momento da economia mundial, manteve os fundamentos herdados do seu antecessor — é faroleiro e assumidamente bravateiro, mas não é burro — e foi muito saudado por jogar no lixo o programa econômico do PT (até eu o saúdo por isso; sempre que algo do petismo vai para o lixo, é um dever moral aplaudir). Procedam a uma pesquisa: tentem encontrar um só avanço estrutural que tenha saído de sua mente divinal; tentem apontar uma só conquista de fundo, que tenha contribuído para modernizar as relações políticas no país; tentem divisar um só elemento que caracterize uma modernização institucional.

Nada!

Ao contrário. Lula fez o Brasil marchar para trás algumas décadas nos usos e costumes da política e atuou de maneira pertinaz para engordar ainda mais o balofo estado brasileiro, o que lhe facultou as condições para elevar a altitudes jamais atingidas o clientelismo, o fisiologismo, a estado-dependência. E aqui é preciso temperar a história com características da personagem,

Déficit de credibilidade
Lula e seu partido chegaram ao poder em 2002 com um déficit imenso de credibilidade. Muita gente pensava que eles próprios acreditavam nas besteiras que diziam sobre economia. Daí a especulação enlouquecida na reta final da eleição e no começo de 2003. O modelo, insisto, requer uma base grande no Congresso. E Lula, por intermédio de José Dirceu, foi às compras. A relação do PT com os outros partidos passou a sere mais ou menos aquela que existe no mercado de juros: se o risco oferecido pelo tomador do empréstimo é alto, a taxa sobe; se é baixo, desce. Os petistas eram considerados elementos um tanto tóxicos. Eles haviam se esforçado durante anos para convencer disso seus adversários. Logo, os candidatos à adesão levaram o preço às alturas.

Lula aceitou lotear o governo como nenhum outro havia feito antes dele. Os ministérios eram oferecidos de porteira fechada — prática que continuou e se exacerbou no segundo mandato; nesse caso, já não era déficit de credibilidade, não. Lula, o sindicalista, que fazia discurso radical para as massas e enchia a cara de uísque com a turma da Fiesp, viu-se feliz como pinto no lixo quando passou a ser o doador das benesses oficiais. Ele se encontrou. Descobriu seu elemento. Gostava mesmo era daquilo. E não foi só com os políticos, não!

Parte importante do empresariado e do mercado financeiro viu nele o lampejo do gênio. Com ele, sim, era fácil negociar, dizia-se a pregas largas, não com aquele sociólogo metido… Com Lula, tudo podia, tudo era permitido, tudo era precificável. Políticos e empresários se surpreenderam coma a facilidade com que ele fazia concessões. Não! Nada de tentar baixar carga tributária, por exemplo. O modelo consolidado pelo PT é outro: é o dos incentivos a setores escolhidos, o dos empréstimos subsidiados a rodo, o da escolha de “vencedores”. Lula não formava a sua clientela apenas com os miseráveis do Bolsa Família (que ele não criou;  só lhe deu viés politiqueiro). Os tubarões também passaram a ser clientes do lulo-petismo. Tinha bolsa pra todo mundo.

O grande gênio
Surfando num momento formidável da economia mundial, Lula pôde, então, se dedicar à sua obra: revitalizar o clientelismo; profissionalizar o aparelhamento do estado; comprar apoios loteando ministérios, estatais e autarquias. Mas para fazer qual governo mesmo? Para deixar qual herança de fundo, destinada às gerações futuras? O homem transformou-se num quase mito agredindo alguns dos fundamentos do republicanismo, que foram duramente construídos ao longo dos oito anos de seu antecessor. Lula avançou contra a herança bendita de FHC para deixar uma herança maldita a seus sucessores e a várias gerações de brasileiros. Nessas horas, os petralhas sempre entram para provocar: “Ah, mas só uma minoria acha isso; o povão apóia”. E daí? “Povões” já endossaram gente até mais nefasta do que Lula história afora.

Essa gente asquerosa que se demite ou é demitida e faz esses discursos patéticos, em que sugerem que só estão deixando seus cargos porque pautados pela mais estrita decência e por uma competência inquestionável, é expressão do modo lulista de governar. Eu, pessoalmente, ainda não estou convencido de que estamos diante da evidência da incompatibilidade de Dilma com esse padrão moral. Afinal, ela era a “gerente” do governo anterior, certo? Mas estou plenamente convencido de que ela não tem a devida destreza par comandar isso que se transformou NUMA VERDADEIRA MÁQUINA CRIMINOSA de gestão do estado.

A rataiada com a qual Lula governou o país durante oito anos tinha certo receio dele, de sua popularidade — até as oposições evidenciaram esse temor mais de uma vez —, mas não reverencia Dilma. Para se associar, mais uma vez, ao PT, o PMDB, por exemplo, exigiu participar efetivamente do governo, e isso quer dizer liberdade para executar a “sua” política nos ministérios. O mesmo se diga dos demais partidos. A infraestrutura já foi à breca há muito tempo, mas o país que se dane. Os “aliados” têm de cuidar dos seus interesses porque assim combinaram com Lula.

Em 2010, o prêmio exigido para a  adesão foi alto não porque o PT padecesse daquele déficit de credibilidade de 2002. A candidata é que se mostrava difícil. A costura da aliança, por isso, elevou o preço de novo. A tal “base” está revoltada porque o modelo de Lula não comporta a ingerência do poder central nos feudos dominados por partidos. Afinal, quem Dilma pensa que é? O acordo não foi feito com ela. Os patriotas se dizem, sem qualquer constrangimento, traídos. “Lula pediu para a gente apoiar essa mulher, e agora ela acha que pode se meter no nosso quintal?” Eles se consideram credores da presidente e acham que o governo os trata como devedores.

Nostalgia
Eles todos estão com saudade de Lula. Querem retomar a tradição. Consideram que roubar dinheiro público é uma paga natural pelo apoio, é parte das regras do jogo. Não deploram em Dilma a sua falta de projeto, de norte, de rumo. Estão inconformados é com o que a “falta de apoio” do governo contra esta maldita imprensa, que insiste em apontar irregularidades. Cadê o Apedeuta para pedir o controle dos meios de comunicação? Cadê o Franklin Martins para articular a “resistência”? Até o secretário de Imprensa do Planalto parece cobrar um “confronto” com a “mídia”. Eles querem Lula. E Lula quer de volta o lugar que acha que lhe pertence.

Encerro voltando aos tais intelectuais e àquela parte do jornalismo que ajudou a fundar o quase-mito Lula. Quando FHC fez a coligação com o PFL, falaram em crime de lesa democracia. Quando Lula se juntou à escória mais asquerosa da política, saudaram o seu pragmatismo. O pragmatismo que transformou a cleptocracia numa categoria progressista de pensamento.

Lula é o nome da doença. É para ela que precisamos de remédio.