A VITÓRIA DO SANGUE E DA ALMA

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Argentina 1 (4) x  Uruguai 1(5)

Argentina e Uruguai fizeram o melhor jogo da Copa América até agora. Uma grande partida, digna das duas camisas bicampeãs do mundo e olímpicas. Porém há algumas coisas a considerar em relação aos time da casa.

Nossos vizinhos não tem uma boa safra de jogadores há muito tempo. Os argentinos já estão cansados de ver esse filme. Muitos novos “Maradonas” passaram. Ortega, Riquelme, Aimar, Tévez e agora Messi e a Argentina continua a viver do passado. Se esquecem que Maradona foi a exceção e não a regra. Jamais os argentinos terão um atleta igual.

O problema não é o ataque. É a defesa, meio campo e o resto. Começa pelo presidente da AFA, Julio Grondona que está há mais tempo no poder que Ricardo Teixeira. Segundo é o treinador quase amador que foi contratado por ele. Sergio Batista é um brincalhão. Bianchi se aposentar sem ao menos dirigir a seleção foi uma das maiores besteiras do futebol platino.

Deveriam pegar o exemplo de seus vizinhos uruguaios que se livraram dos dirigentes nefastos e fizeram a celeste ressurgir após um sono de quase trinta anos. O futebol argentino passa por um processo de decadência. Vide a classificação sofrida na bacia das almas nas eliminatórias e a humilhante goleada que sofreu da Alemanha na última Copa do Mundo.

Messi: o "melhor jogador do mundo" não mostrou serviço em casa

Agora a Argentina passa pelo vexame de empatar três partidas e vencer apenas o time sub-baby da “poderosa” Costa Rica em seus domínios. Lamentável que uma força da América do Sul tenha chegado a esse ponto.

Ontem no estádio Cemitério dos Elefantes em Santa Fé, o Uruguai mostrou toda a sua qualidade, raça e alma no jogo. Deu um banho tático no time de Batista com uma marcação implacável sobre Messi, Di Maria e Aguero. O atacantes Forlán e Luis Suárez levaram a fraca defesa argentina ao desespero. A cada bola alta era um Deus nos acuda na retaguarda portenha. Numa falta cobrada magistralmente pelo camisa dez uruguaio, Cáceres desviou e a bola sobrou para Diego Pérez tocar. Gol do Uruguai e comemoração celeste.

Forlán comemora: o Uruguai repete 1987 e elimina a Argentina

A Argentina se abalou com o tento mas logo se recuperou. Num belo lançamento de Messi, Higuain ficou livre e tocou de cabeça sem chances para Muslera. Com a expulsão de Pérez parecia que a Argentina iria enfiar um saco de gols em seu antigo rival. Mas não foi o que aconteceu.

Mais experientes os uruguaios se multiplicaram em campo. A vantagem de um atleta a mais não surtiu efeito para a Argentina e para piorar Forlán incomadava praticamente sozinho no ataque. Nem a entrada de Tévez melhorou o poder ofensivo do time da casa. Numa falta cobrada pelo ex-atacante do Corinthians, Muslera operou um verdadeiro milagre em duas defesas monstruosas.

Muslera: atuação de gala

A partida se caminhou para uma sofrida prorrogação até a roleta dos pênaltis. O Uruguai fez cinco cobranças perfeitas e o argentino Tévez, o “jogador do povo” teve seu chute defendido pelo excelente goleiro uruguaio. No aniversário de 61 anos do “Maracanazzo” a celeste colocou água no chope do time da casa mais uma vez.

Tévez : o argentino pipocou de novo

Coincidência ou não foi o mesmo Uruguai que eliminou a Argentina na última Copa América disputada nas terras de Maradona em 1987. A história se repetiu novamente e com toda a justiça. Mais uma vez, a charruá da celeste gritou mais alto num dia 16 de Julho.

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3 Respostas to “A VITÓRIA DO SANGUE E DA ALMA”

  1. Geraldo "JASON" Lina Says:

    #SoyCeleste !

  2. GUINA SP10 Says:

    Épico! Vc viu que eu previ a vitória uruguaia? São meus avós que foram de lá para o Paraná.

    Com as presepadas do Cururu, meus familiares no Paraná, adotaram ao país de origem da minha familia como nação titular no coração. Até a queda do Teixeira, ou seja, até quando Deus quiser.

  3. Marcelo Abdul Says:

    Curioso. O futebol uruguaio ressurgiu depois que o presidente da AUF renunciou. Até passagem de avião para a seleção o cara não pagava para o jogadores. Futebol dominado por empresários inescrupulosos e pela violência das torcidas. Lembrou de algum país aí? Rsss. Como são paulinos temos simpatia pelo Uruguai pelo Lugano e por todos os jogadores uruguaios que viraram ídolos no Morumbi como o Pablo Forlán, Pedro Rocha e o Dario Pereira. Sem dúvida, o que eles tem falta atualmente a seleção canarinho: raça e amor a camisa. Os urugauios precisaram ficar de fora de trocentas Copas do Mundo para se valorizarem internamente e olha o resultado. Espero que o Brasil não repita os mesmos erros. A nossa alma futebolística está deformada pelos Teixeiras, Leites e Ribeiros da vida. Nossos jogadores são mimadinhos e supervalorizados. Precisamos entrar no “trilho” novamente. Caso contrário nem Marcanazzo vai ter de novo. Por que o Brasil dificilmente chega a final com esse comportamento nefasto dos jogadores e principalmente dos dirigentes. Se Teixeira seguir o exemplo do dirigente uruguaio e renunciar já é um bom começo. Caso contrário esperem disputar as eliminatórias para a Copa da Rússia para tentarem vencer uma Copa de novo.

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