ARQUIVO DO ABDUL – COPA AMÉRICA 1983

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A Celeste derruba Parreira

Francescoli, Rodolfo Rodríguez.... os uruguaios faturam mais uma

Desde 1975, a Copa América começou a ser disputada de uma maneira peculiar. Não havia mais sede fixa e os jogos entre os grupos ocorriam num sistema de ida e volta semelhante ao da liga mundial de vôlei. Em 1983, a Copa América foi dividida em 3 grupos com 3 times cada um. O campeão do grupo se classificaria para as semifinais onde o Paraguai, campeão da edição anterior esperaria seu adversário. Depois da tragédia de Sarriá na Copa de 1982, o escolhido para comandar o Brasil foi Carlos Alberto Parreira. De início o trabalho do futuro técnico campeão do mundo não agradou aos torcedores e a mídia. O Brasil fez amistosos ruins e uma excursão irregular na Europa e o Brasil enfrentaria a Argentina e o Equador pelo grupo 2.

Com alguns remanescentes de 1982 como Sócrates, Júnior e Éder e algumas novas revelações como Mozer e Renato Gaúcho, a seleção fez uma campanha irregular. Venceu o Equador por 1 x 0 em Quito, mas perdeu da Argentina em Buenos Aires pelo mesmo placar. Em casa goleou os equatorianos por 5 x 0 em Goiânia, mas empatou com os argentinos em 0 x 0 no Maracanã se classificando para as semifinais pelo saldo de gols. Contra o Paraguai de Romerito e Cabanãs duas partidas dificílimas e dois empates. Em Assuncion 1 x 1 e em Uberlândia 0 x 0. Sem um critério definido para desempate o finalista iria para sorteio. E o Brasil, após perder do Peru da mesma maneira em 1975 teve mais sorte desta vez e se classificou para a final contra o Uruguai, que contava com monstros como o goleiro Rodolfo Rodríguez (campeão mundial com o Nacional de Montevidéu em 1980 e Paulista pelo Santos em 1984) e revelações como Diogo (que mais tarde jogaria no Palmeiras) e principalmente Enzo Francéscoli.

Parreira não agradou em sua primeira passagem pela seleção

Em Montevidéu o Brasil foi muito mal e sentiu a pressão do Centenário perdendo de 2 x 0. Em Salvador o time canarinho, longe de mostrar o futebol que encantou o mundo um ano antes, não conseguiu furar a retranca uruguaia e empatou por 1 x 1. Foi o décimo segundo título da celeste no torneio. A torcida brasileira, ainda encantada com o futebol de 82, não aprovou o trabalho de Parreira e ele foi demitido logo depois. Mais tarde ele voltaria para a seleção e conquistaria a Copa do Mundo em 1994 e a Copa América em 2004. Coisas do destino. Abaixo o golaço de Diogo. O segundo  da primeira partida da final, com o Centenário fervendo de gente.

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4 Respostas to “ARQUIVO DO ABDUL – COPA AMÉRICA 1983”

  1. GUINA SP10 Says:

    O que naum falta aos uruguaios é raça!

  2. Geraldo "JASON" Lina Says:

    Esse foi uma puta fraude.
    Enganou muita gente pagando de “estudioso do futebol”.

  3. Marcelo Abdul Says:

    Sim. A velha charruá. É bom o Santos ficar ligado.

  4. Marcelo Abdul Says:

    O Parreira poderia ter ficado no canto dele depois de 1994. Estaria consagrado. Mas não. Resolveu ser técnico da seleção de novo em 2006 e com um time daqueles não chegou nem mesmo à semifinal. A queda do pedestal foi tão grande que ele está praticamente aposentado. Mas os seguidores dele conseguem ser piores. Parreira pregava o equilíbrio. Seus pupilos só querem saber de defesa, defesa e defesa.

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