UMA PEQUENA HISTÓRIA CORPORATIVA

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João Amélio Ribeiro trabalhava na mesma empresa há mais de trinta anos. Durante todo esse período o empregado foi um funcionário exemplar, mas nunca recebia o que achava que tinha direito. João tinha doze outros amigos que trabalhavam no mesmo lugar e estavam cansados do modesto salário que aumentava regularmente, mas não com a quantia que eles tanto desejavam.

João havia cansado de tudo aquilo e com os outros doze funcionários resolveram fundar uma cooperativa que prestava os mesmos serviços da empresa em que trabalhavam. Eram experientes e já haviam sido contatados por companhias rivais para realizar os trabalhos por uma quantia muito maior do que ganhavam. Parecia que finalmente os treze funcionários iriam ganhar a sua independência financeira.

Mas o patrão deles era invejoso e manipulador. Percebeu o movimento de independência e não queria perder os seus funcionários para que eles virassem os seus futuros concorrentes. O maldoso chefe tratou então de dividi-los. Primeiro, começou a convidar os empregados rebeldes para churrascos em sua casa e viagens para acompanhá-lo em convenções internacionais. Algo que nunca havia feito com aqueles treze empregados. Depois passou a bajular alguns deles concedendo títulos de “funcionário do ano” a eles depois de trinta anos de casa. Alguns receberam a contenta oito vezes em apenas um mês.

Com tantos “mimos” alguns do grupo começaram a cair fora do projeto de emancipação. O chefe inventou um “bônus” que deveria ser dado ao melhor funcionário do mês de julho, mas devido a um problema criado pelo próprio patrão, ele foi injustamente condedido a outro funcionário dos treze homens. O grupo começou a se acusar mutuamente e se separou. Cada um resolveu seguir o seu lado e o sonho de uma vida melhor se esvaiu como um castelo de areia.

Os treze funcionários continuam na empresa e recebem exatamente aquilo que o patrão quer. Endividados, alguns empregados lamentam desiludidos pelas falsas promessas de seu patrão que lhes prometeu um aumento maior, mas que gratificou apenas alguns com uma família maior. Outros ficaram a ver navios embasbacados pelas viagens até Londres ou pelos títulos e premiações que na prática não valiam nada, pois eles sabiam que eram bons profissionais há muito tempo.

Caíram vítimas de suas próprias ambições pessoais e de seu individualismo barato. Se desuniram e foram conquistados pela esperteza dos fascínoras e dos sacripantas que se jactam de sua desonestidade. Se tornaram escravos de seu orgulho e da sua própria incapacidade de se unir em prol de um bem maior. Perdidos, os treze funcionários olham o seu holerite e as contas para pagar e se perguntam.

“Que futuro eu deixarei para meus filhos se aceitei o convite do diabo para me ajoelhar e não me levantei sozinho”?

Ps – Qualquer semelhança com a vida real NÃO é mera coincidência

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7 Respostas to “UMA PEQUENA HISTÓRIA CORPORATIVA”

  1. Geraldo "JASON" Lina Says:

    S E N S A C I O N A L

  2. Uma Pequena História Corporativa « Blog do Lina Says:

    […] Via Blog do Abdul […]

  3. Marcelo Abdul Says:

    Falou Brimo!

  4. Hannibal Says:

    Maravilha o texto, dureza hein “Grupo dos 13” mais uma oportunidade perdida, acho que só vão ter paz quando o patrão morrer e como vaso ruim não quebra vão amargar anos na mão desse grande filho da puta.

    Podiam ser o maior passo rumo a independência, as sanar as contas, contratar funcionários melhores, formar jovens profissionais, aumentar a auto-estima dos consumidores, modernizar a cooperativa mas…

  5. Marcelo Abdul Says:

    ..mas é Brasil. Os cartolas otários preferem ser bajulados do que receber grana e salvar a dívida dos seus clubes. Depois ficam pedindo dinheiro pro governo fazer Timemania 1, 2, 3, 100 e não adianta nada. Eu por exemplo nunca comprei uma vez esse lixo. Me recuso a sustentar as roubalheiras dos cartolas brasileiros. Por mim eles morreriam de fome por sua incompetência e corrupção. De boa, esses caras e o Teixeira se merecem. Por isso que o futebol brasileiro está uma merda.

  6. GUINA SP10 Says:

    kd vc hein Abdul, sumiu tá triste pq eu não tô postando mais,hahahaha. Ou tá curtindo o carnaval da Bahia? Eu pensei que vc fosse do rock,hehehe. Brinacdeiras a parte, show de bola este post, e bela intera~ção com o blog do Lina, ele é parceiro. Mas eu quero deixar uma dica de filme pra vc e os amigos do blog que curtem a sétima arte, se trata do excepcional documentário “OS ARBITROS”, gravado durante a Euro 2008, cara inacreditavelmente belo, com momentos emocionantes protagonizados pelos árbitros Howard Webb e Roberto Rossetti, e uma impagável participação do juiz sueco (de um senso de humor incrível), e uma cena de cortar o coração com o juiz espanhol torcendo contra a Espanha. Assista vc vai gostar véio. Humanizaram os juízes de futebol. E vê se volta a postar véio, faz falta. Em tempo, tô escrevendo um post, te mando quando tiver tempo. Como diria o grande Freddy Mercury…Show must go on!

  7. Marcelo Abdul Says:

    Fui viajar nesse carnaval Guina. Ninguém é de ferro. Bahia? Tô fora! Eh Eh Eh. Valeu pela dica do filme. Vou procurar ver sim. Quando puder mande seu post que eu publico. Abraços.

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