O CHORORÔ !

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manhê, meu time não tá em primeiro do ranking: buaááá

Como todos sabem o blog ainda tem muitas dúvidas a respeito da unificação dos títulos brasileiros feito pela CBF no ano passado. De fato, considerar um time campeão brasileiro por ter jogador apenas quatro jogos em um torneio de mata-mata é meio complicado, pois o Santos Campeão da Copa do Brasil de 2010 fez muito mais partidas até a final contra o Vitória do que muitos dos títulos conquistados pelo peixe de 1961 até 1965. Claro, apesar de serem torneios semelhantes eram competições distintas uma da outra com a relevância e importância diferentes para cada época. A Taça Brasil era o torneio nacional mais importante da década de sessenta e a Copa do Brasil hoje é o segundo torneio mais importante do país. Compará-los como se fossem iguais não tem muito sentido hoje apesar da semelhança. Como se pode ver, é uma discussão que parece não ter fim.

A revista Placar desse mês fez uma reportagem sobre o seu famoso ranking e decidiu por conta própria deixar tudo como está. Ou seja, a pontuação que os times ganharam vencendo a Taça Brasil permaneceram exatamente as mesmas desde que a publicação começou a fazer o seu ranking. Santistas protestaram. O blog do Odir Cunha fez um texto criticando a revista chamando-os de “pequenos ditadores” questionando a credibilidade da revista.

Ora, todos sabem que eu não morro de amores pela revista Placar. Há pouco tempo tive um entrevero com a redação protestando contra uma reportagem muito ruim do Arnaldo Ribeiro e questionei seriamente o modo como a revista tratou a desclassificação do São Paulo no campeonato Paulista de 1990. Mas apesar disso é inegável que a publicação tem credibilidade de sobra em sua história. Foi com ela que descobrimos a máfia da loteria esportiva, o primeiro time de Pelé em Bauru, o filho perdido de Garrincha na Suécia entre outras grandes reportagens que fizeram parte da história do futebol brasileiro.

Cada entidade esportiva ou revista faz o ranking que bem entender. Não cabe a mim discutir os critérios de cada um, mas os da Placar são bem simples. Títulos mundiais valem mais pontos do que títulos da Libertadores e a escala vai baixando até chegarmos nos campeonatos estaduais. O fato é que Odir Cunha não se conformou pelo fato do peixe permanecer em terceiro e ter o São Paulo e Flamengo liderando o ranking talvez incomodado pelo fato que o reconhecimento das Taças Brasil do Santos não tenham sido considerados como campeonatos brasileiros pela revista. Os pontos válidos como Taça Brasil permaneceram como estão, segundo os critérios da publicação.

O que Odir não sabe é que mesmo se as Taças Brasil fossem validadas como brasileiros e o peixe tivesse mais pontos, a sua colocação no ranking da Placar permaneceria exatamente a mesma. Vejam o ranking da revista e a suas pontuações.

Os 4 primeiros do ranking Placar em janeiro de 2011

Pois bem. Vamos eliminar as Taças Brasil do Santos que ao todo somaram 60 pontos : 5 x 12 = 60. 342 – 60 = 282. Agora vamos colocar a pontuação como se esses pontos valessem como brasileiros segundo os critérios da Placar: 5 x 15 = 75. Agora vamos somar isso com o restante dos pontos sem a Taça Brasil e considerando esses títulos como brasileiros: 282 + 75= 357.

Resultado final 357 pontos. O Santos continuaria atrás de São Paulo e Flamengo no ranking.

Claro que alguns critérios de pontuação não deveriam ser considerados. Por exemplo, o Supercampeonato Paulista ganho pelo São Paulo em 2002 e a Copa dos Campeões vencida pelo Flamengo em 2001 nem deveriam ser apontados como torneios que mereçam alguma pontuação. Mas mesmo que eles não tivessem sido adotados, a classificação permaneceria exatamente a mesma de hoje. Repito: o que pesa são os números de títulos Mundiais, Libertadores e Brasileiros ganhos por São Paulo e Flamengo e o número de estaduais. O Santos é o grande paulista que tem menos títulos paulistas, 18 no total.

Se o peixe vencer a Libertadores desse ano ( tem grandes chances para isso com o timaço que tem) passará o São Paulo no ranking da Placar se o tricolor ficar em branco novamente este ano. Será que o Odir Cunha vai questionar os critérios da revista depois? E porque ele não protestou antes de 1981 quando o Santos era o líder do ranking pelo fato de ser o único time brasileiro a vencer o título mundial naquela época e ter duas Libertadores, Taças Brasil e Robertões no currículo? O que antes prestava agora não serve mais só porque o clube que torce está atrás de outros que venceram títulos a rodo a partir dos anos oitenta?  Não é curioso?

Felizmente como disse o saudoso Cazuza, “o tempo não para” e o tal ranking da Placar sempre mudará, porque o futebol como a vida é um eterno círculo. Torneios mudam de nome, campeonatos que eram importantes hoje já não são mais e esquadrões de diferentes cores se formarão. É verdade que não se deve desvalorizar o passado, mas também não podemos ficar parados no tempo como pedras. Afinal de contas no futebol o time que vence é o que sempre vai para a frente, nunca o que recua a bola para o goleiro.

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6 Respostas to “O CHORORÔ !”

  1. Geraldo "JASON" Lina Says:

    Abdula, brimo.
    Esse episódio vai ser revisto em alguns anos quando o desgraçado que assinou for encontrar o chifrudo no inferno e outro assumir aquilo lá.

  2. Marcelo Abdul Says:

    É bom o chifrudo tomar cuidado ou o cara assume o lugar dele por lá. Uhauhauahauhauah!

  3. José Roberto Says:

    Abdul.
    É muita cara de pau do tal Odir Cunha, mas quem se própõe a fazer esse tipo de trabalho (Reconhecimento de títulos com *), podemos esperar o que?

  4. Marcelo Abdul Says:

    Ele fez um bom trabalho, mas ainda não me convenceu. Está exagerando na dose querendo dar um título mundial ao Santos porque venceu um torneio em 1968 depois da desistência de outro time. Oras, trocentos outros clubes participaram de torneios semelhantes. Até o Bangu. Acho que o Odir não é o melhor exemplo de jornalismo parcial.

  5. Marcos Says:

    Chororô foi a imprensinha espernear de forma ridícula contra a corretíssima unificação dos títulos brasileiros.

    Isso mostrou que estes pseudo-jornalistas se prestam apenas a defenderem seu time de coração. Ou seja, não passam de fanáticos extremamente mal disfarçados de ” profissionais “. E pior: maus perdedores.

    Se o SPFC tivesse vencido 4 Taças do Brasil ou 4 Robertões, é óbvio que a reação da imprensinha teria sido completamente diferente.

    Mas foi bom ver o chororô e a reação patética de órgãos como Folha e Placar, com seus grotescos e mentirosos rankings, que, felizmente, não valem absolutmente nada.

    Assim fica claro que a imprensinha é sim parcial e deve ser vista com muitas reassalvas.

    Agora, entrando no mértito do tema.

    Copa do Brasil e Taça do Brasil são competições totalmente diferentes.

    Para se classificar para a Taça do Brasil, o time teria que ser campeão estadual no ano anterior. Por exemplo, o Palmeiras, legítimo campeão brasileiro de 60, participou da edição de 1960 por ter sido campeão paulista em 1959.

    Ano passado, o Palmeiras foi 11º no Paulistão e está na Copa do Brasil deste ano…….. que coisa……… o que a imprensinha diz sobre isso???

    O Santos ganhou a Copa do Brasil em 2010 e não está participando da edição deste ano. Porém, ganhou a Taça do Brasil em 61 e participou da edição de 62. Ganhou esta também e participou em 63. Ganhou esta e estava em 64. Idem em 64 e 65. Idem em 65 e 66.

    Taça do Brasil existiu de 1959 até 1968, dando lugar ao Robertão, e sendo, portanto, precursora deste, que, a rigor, era o mesmíssimo campeonato de edições posteriores, como 71, 72 e 73, por exemplo. A Copa do Brasil só surgiu em 1989.

    Chega a ser risível falar que Copa do Brasil e Taça do Brasil eram a mesma coisa, como fizeram certos mentirosos da imprensinha.

    É pseudo-argumento de gente desperada, que perdeu totalmente a noção do ridículo.

    E esta questão da quantidade de jogos??? Ela nos mostra bem a dimensão de como são mentirosos os fanáticos maus perdedores da imprensinha…..

    Até porque, como bem diz o Odir, o Genoa foi campeão italiano com apenas 2 jogos.

    Aliás, a imprensinha sempre alegou que o SPFC foi ” campeão mundial ” em 92 e 93. Acontece que devido a UM único jogo!!! Se a imprensinha acha que com 4 jogos não dá pra ser campeão brasileiro, o que dizer de ser campeão ” do mundo ” com um único jogo???

    Por aí se nota que coerência e lógica não fazem parte do discursinho da imprensinha.

    E pior que estes jogos são conhecidos por COPA TOYOTA, não se chamam ” Mundial Interclubes ” ( que foi simplesmente um termo forjado pela imprensinha e, portanto, mentiroso ) e e nem contam com a oficialização da FIFA. E como se não bastasse isso, ainda em 93, o SPFC nem sequer fez o jogo contra o campeão europeu, na tal Copa Toyota……

    Mas, claro, tudo isso, a imprensinha anti-Palmeiras fez questão de esquecer……….

    Em suma, está com razão o Odir. Em tudo. Inclusive com realação a estes dois péssimos rankings, extremamente parciais, clubistas e, acima de tudo, mentirosos. Mas esperar o que de Folha e Placar???

    Placar e Folha que se danem. O que importa é a verdade.

  6. Marcelo Abdul Says:

    Nem todos da imprensa choraram. Muitos jornalistas e até diretores de clubes rivais concordaram com a unificação. O que eu acho é que se tem muita pouca informação a respeito da Taça Brasil. Faltam mais dados para que todos acreditem que o torneio poderia ser considerado um brasileiro. Existem muitas pontas soltas e dúvidas que devem ser tiradas para que todos concordem com a importância do torneio na época. A Taça Brasil e a Copa do Brasil realmente são torneios distintos. A comparação de fato não vale. Cada entidade e revista tem o seu ranking. A Placar tem o seu, A CBF tem o seu e a IFHS tem o seu. O São Paulo foi campeão do mundo. Com um jogo. Mas teve que passar por vários jogos da Libertadores para chegar até lá. Será que se o Palmeiras tivesse vencido o único jogo contra o Manchester United em 1999 a sua opinião teria sido a mesma? Até porque para ser campeão mundial da Fifa se faz dois jogos no máximo. Diferença de um jogo. Aliás, o patrocínio da Toyota continua valendo e a entrega da chave também. Não vale também ou só vale quando o Palmeiras estiver lá? Em 1993 o Olimpique foi suspenso por corrupção e o vice europeu entrou em seu lugar. O Milan como se provou no jogo foi um senhor adversário. Você vai ter que reclamar então com a maioria da “imprensinha” mundial porque praticamente todos os periódicos do mundo consideram os vencedores da Intercontinental como campeões mundiais. Será um complô internacional contra os torcedores da Sociedade Esportiva Palmeiras?

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