NÁU À DERIVA

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A torcida vascaína protesta: derrotas seguidas mostraram os "podres" do clube

Vamos contar uma pequena história. Em São Januário existe um dos principais clubes do futebol brasileiro. Um dos primeiros a aceitarem negros e operários em seus quadros na época em que o futebol ainda era jogado por brancos de paletó e gravara. Um clube vencedor, com uma torcida imensa e que é um dos únicos times do Rio de Janeiro a bater de frente com o time de maior torcida do Brasil por lá. Nas últimas décadas um senhor entrou nos quadros do clube mandando e desmandando em tudo. Achou que era maior que Deus e muitos acreditaram, porque apesar de todas as atitudes antidemocráticas que realizava, o time ganhava títulos, inclusive em seu centenário. Com o tempo, o dinheiro do banco estrangeiro acabou, o time foi murchando e o todos perceberam que o tal “Deus” não passava de um mero mortal de caráter duvidoso.

Surgiu então o “salvador da pátria”. O principal ex-ídolo da história da agremiação que prometia numa tacada só acabar com a farra dos empresários e de devolver a seu torcedor a alegria de títulos e deixar aquele irritante rótulo de “vice de novo” para a zona negativa da história. Passados alguns anos esse clube nem vice é mais e luta a cada campeonato para não ser rebaixado novamente para a segunda divisão. Senhores esse é o Clube de Regatas Vasco da Gama.

A terceira derrota seguida frente ao obscuro Boavista pela Taça Guanabara de 2011 desmascarou e revelou uma faceta que muitos vascaínos custaram a acreditar: a de que o “salvador da pátria” na verdade nunca existiu fora das quatro linhas. Roberto Dinamite é um presidente ruim. Fez péssimas contratações porque entende de jogar futebol mas não de administrá-lo. Por um punhado de euros vendeu Felipe Coutinho a preço de banana para a Inter de Milão e acreditou que Carlos Alberto poderia ser a principal estrela do time depois do acesso a série A. Para piorar, contratou Felipe, Outro jogador problema que deixou seu brilho em algum lugar do passado. O Vasco da Gama hoje não lembra em nada os times gloriosos que venceram quatro títulos brasileiros e uma Libertadores. Apesar de Eurico Miranda ter se afastado do poder, o clube anda pior sem ele. O ditado “caiu na frigideira para cair no fogo” nunca foi tão real para os lados do gigante da colina. A sua torcida não aguenta mais tanto descaso e tanto sofrimento.

Dinamite quis construir  uma saída absurda para estancar a crise em seu clube. Afastou os veteranos problema e contatou o ex-treinador da seleção portuguesa Carlos Queiroz para treinar o time. Ora senhor Dinamite ( a essas alturas do campeonato uma mera biribinha)! Carlos Queiroz? Um treinador medíocre e retranqueiro? Se o presidente cruz maltino quis usar o marketing para acalmar a fúria de sua torcida errou feio o alvo. Pra começar o atual mandatário deveria combater a farra de empresários que tomou conta de São Januário. Profissionalizar de verdade todos os setores do clube e investir pesado na divisões de base sem interferência dos inescrupulosos “agentes”.

Roberto deveria contratar um técnico de verdade e formar um time decente. Por que o lugar do Vasco da Gama não é disputar campeonato para não cair e sim para vencê-lo. Ao mostrar o seu mau gerenciamento, Dinamite só dá argumentos para que o grupo adversário volte novamente ao poder. Sim caros senhores. É dele mesmo que eu estou falando, Eurico Ângelo de Oliveira Miranda. Porque não há nada pior do que você prometer ser diferente do governante anterior e se mostrar igual a ele. Pelo menos o anterior ganhava. Esse será o argumento que o associado vai trazer para as urnas. Alguém no Brasil já ouviu falar em Paulo Maluf e Antônio Carlos Magalhães? Pois é! Apesar de aprontarem muito eles voltam. Eles sempre voltam. Abre o olho Dinamite. Que essa bomba não exploda em suas mãos.

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8 Respostas to “NÁU À DERIVA”

  1. GUINA SP10 Says:

    Esse atual momento do Vasco (os saudosistas que me perdoem) é reflexo do tempo de péssimas administrações geridas pelo “calor do momento”. O Vasco se apequena mais a cada dia. E a reestruturação demora um tempo. Veja o exemplo do Palmeiras que aos trancos e barrancos tenta se reerguer. Pobres torcedores que caem na “estória” de grandeza de seus clubes. Como diria o poeta televisivo: “A bola pune”.

  2. Marcelo Abdul Says:

    Comprar jogador a rodo pra formar um supertime pode ter pouco tempo. Reestruturar o clube para pagar o prejuízo com esses mesmos jogadores leva muito mais tempo. Se pensa no agora e não no futuro. O Vasco é um exemplo disso.

  3. Geraldo "JASON" Lina Says:

    Não tenho pena.

    Eles cantavam isso pra gente nos anos 90:

    RE – COR – DAR É VIVER !
    SORATO ACABOU COM VOCÊS !

    Agora chupa que a cana é doce.

  4. Marcelo Abdul Says:

    Pra você ver. Eles ganharam um título brasileiro no Mourmbi. Outro título internacional contra o Palmeiras. O Vasco era um time forte. Hoje é a quarta força no Rio. Exemplo de como o continuísmo pode arrebentar com a vida no clube.

  5. GUINA SP10 Says:

    Abdul, sei que não tem nada a ver com esse post, mas como vc anda preguiçoso (hahahaha) demais e está escrevendo pouco, então eu tenho de postar.
    Ontem fomos surpreendidos por uma “providêncial contusão” do Roberto Carlos. Seu testemunho na tv foi de medo. Alguns ditos especialistas da mídia esportiva insistem por acreditar na famosa “amarelada”, iniciada na final da Copa de 1998, mas não me passa pela cabeça que seja isso não.
    O medo ao qual o experiente lateral (outrora craque) se refere, é o medo da torcida corintiana. As vésperas de participar do “suposto maior fracasso” de sua história, logo no ano do seu centenário, o lateral teve um momento de lucidez pouco visto na história do esporte brasileiro, enxergou a possibilidade de uma cobrança desproporcionalmente “física” por parte de integrantes da sua torcida.
    Torcida essa que estranhamente não relaciona “fatos estranhos” da má administração, de um presidente que inconscientemente deturpa ainda mais a imagem de um clube de história centenária, com as péssimas atuações dentro do campo.
    O medo do RC, é o medo do torcedor comum, que não pode levar seus filhos para ver um clássico da grandeza de SPFC x Corinthians ao vivo no estádio. Se bem que a qualidade dos estádios brasileiros…mas isso é assunto para outro post.
    O Roberto Carlos não amarelou, apenas se sentiu inseguro, teve MEDO por sua família. E quem não teria?
    Antes que alguém se levante, para perguntar quem sou eu para falar do Corinthians, respondo que sou um amante do futebol, e respeito muito o Corinthians. E a existência dos rivais tornam a existência do SPFC cada vez maior e agradável.
    Ou o que seria do Batman sem o coringa, do Superman sem o Lex Luthor, do Guarani sem a Ponte e dos blogueiros sem internautas. Hein?

  6. Marcelo Abdul Says:

    Cara. Eu respeito o Corinthians, Palmeiras e Santos. Todos esses times tem uma bela história. As gozações providenciais são comuns entre os torcedores. Antes essa rivalidade era mais sadia. Hoje por causa da imprensa e de dirigentes irresponsáveis como Sanches o futebol virou uma praça de guerra. O mundo mudou. As pessoas se tornaram mais mesquinhas. Infelizmente a ignorância e a falta de bom senso prevalecem. Resultado: É dificil um clássico com mais de 30.000 pessoas. Lamentável.

  7. Hannibal Says:

    Com Eurico Miranda e Dinamite não há clube que aguente! kkk

  8. Marcelo Abdul Says:

    Juntandos os dois não dá um. Me refiro a adminstração já que o Dinamite dentro de campo foi um craque.

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