Archive for janeiro \31\UTC 2011

NÁU À DERIVA

31/01/2011

A torcida vascaína protesta: derrotas seguidas mostraram os "podres" do clube

Vamos contar uma pequena história. Em São Januário existe um dos principais clubes do futebol brasileiro. Um dos primeiros a aceitarem negros e operários em seus quadros na época em que o futebol ainda era jogado por brancos de paletó e gravara. Um clube vencedor, com uma torcida imensa e que é um dos únicos times do Rio de Janeiro a bater de frente com o time de maior torcida do Brasil por lá. Nas últimas décadas um senhor entrou nos quadros do clube mandando e desmandando em tudo. Achou que era maior que Deus e muitos acreditaram, porque apesar de todas as atitudes antidemocráticas que realizava, o time ganhava títulos, inclusive em seu centenário. Com o tempo, o dinheiro do banco estrangeiro acabou, o time foi murchando e o todos perceberam que o tal “Deus” não passava de um mero mortal de caráter duvidoso.

Surgiu então o “salvador da pátria”. O principal ex-ídolo da história da agremiação que prometia numa tacada só acabar com a farra dos empresários e de devolver a seu torcedor a alegria de títulos e deixar aquele irritante rótulo de “vice de novo” para a zona negativa da história. Passados alguns anos esse clube nem vice é mais e luta a cada campeonato para não ser rebaixado novamente para a segunda divisão. Senhores esse é o Clube de Regatas Vasco da Gama.

A terceira derrota seguida frente ao obscuro Boavista pela Taça Guanabara de 2011 desmascarou e revelou uma faceta que muitos vascaínos custaram a acreditar: a de que o “salvador da pátria” na verdade nunca existiu fora das quatro linhas. Roberto Dinamite é um presidente ruim. Fez péssimas contratações porque entende de jogar futebol mas não de administrá-lo. Por um punhado de euros vendeu Felipe Coutinho a preço de banana para a Inter de Milão e acreditou que Carlos Alberto poderia ser a principal estrela do time depois do acesso a série A. Para piorar, contratou Felipe, Outro jogador problema que deixou seu brilho em algum lugar do passado. O Vasco da Gama hoje não lembra em nada os times gloriosos que venceram quatro títulos brasileiros e uma Libertadores. Apesar de Eurico Miranda ter se afastado do poder, o clube anda pior sem ele. O ditado “caiu na frigideira para cair no fogo” nunca foi tão real para os lados do gigante da colina. A sua torcida não aguenta mais tanto descaso e tanto sofrimento.

Dinamite quis construir  uma saída absurda para estancar a crise em seu clube. Afastou os veteranos problema e contatou o ex-treinador da seleção portuguesa Carlos Queiroz para treinar o time. Ora senhor Dinamite ( a essas alturas do campeonato uma mera biribinha)! Carlos Queiroz? Um treinador medíocre e retranqueiro? Se o presidente cruz maltino quis usar o marketing para acalmar a fúria de sua torcida errou feio o alvo. Pra começar o atual mandatário deveria combater a farra de empresários que tomou conta de São Januário. Profissionalizar de verdade todos os setores do clube e investir pesado na divisões de base sem interferência dos inescrupulosos “agentes”.

Roberto deveria contratar um técnico de verdade e formar um time decente. Por que o lugar do Vasco da Gama não é disputar campeonato para não cair e sim para vencê-lo. Ao mostrar o seu mau gerenciamento, Dinamite só dá argumentos para que o grupo adversário volte novamente ao poder. Sim caros senhores. É dele mesmo que eu estou falando, Eurico Ângelo de Oliveira Miranda. Porque não há nada pior do que você prometer ser diferente do governante anterior e se mostrar igual a ele. Pelo menos o anterior ganhava. Esse será o argumento que o associado vai trazer para as urnas. Alguém no Brasil já ouviu falar em Paulo Maluf e Antônio Carlos Magalhães? Pois é! Apesar de aprontarem muito eles voltam. Eles sempre voltam. Abre o olho Dinamite. Que essa bomba não exploda em suas mãos.

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MAIS DO MESMO

31/01/2011

Depois de um ano, o São Paulo perde do Santos novamente em Barueri: o que mudou?

Não dá para falar do São Paulo Futebol Clube hoje sem parecer um pouco chato e com a desagradável fama de “corneta”. Portanto vamos tentar fazer uma análise fria dos fatos. O que mudou para o tricolor paulista do início de 2010 com o início de 2011? Muita pouca coisa. É necessário dizer que o elenco que fracassou no ano passado permanece o mesmo com pouquíssimas alterações. Na comissão técnica um treinador experiente, com fama por um passado realmente glorioso, mas não se sabe porque cargas d´água nunca repetiu o sucesso de inicio dos anos oitenta. Pode ser até uma maldade com o treinador Carpegiani, mas aquele time do Flamengo ganhava qualquer campeonato sozinho, tanto que até mesmo Carlos Alberto Torres, que não foi um treinador super consagrado já foi campeão brasileiro. Desde ali, Carpa não ganhou uma coisa que preste. Se aventurou no Paraguai e depois de treinar trocentos times brasileiros só venceu um mísero campeonato baiano em 2009. O treinador são paulino pode ter experiência de sobra, mas seus métodos são bastante discutíveis.

Quanto ao elenco pouca coisa também mudou. Rodrigo Souto deveria se chamar Rodrigo Preso porque de “solto” ele não tem nada. Apesar do trocadilho infame infelizmente ele é real. Souto além de Cléber Santana são duas peças fracas e frágeis no meio campo são paulino. Carlinhos Paraíba e a sua síndrome “quero ser Ronaldinho Gaúcho” também atrapalha. Ele não tem a técnica do 10 do Flamengo e precisa melhorar bastante os seus passes. Poderia dar um bom volante, mas jamais será um articulador dos sonhos de qualquer torcedor. Na frente Dagoberto é um atacante que impressiona. Contra os Mogis e Americanas da vida arrebenta, mas some em clássicos e momentos decisivos. Justamente na hora em que a marcação sobre ele é mais dura e se exige um pouco de responsabilidade de sua parte. A partir daí ele desaparece e some como num truque de mágica. Fernandão é uma grande decepção. Era de se esperar muito mais de um jogador que liderou um time campeão do mundo e que se tornou um símbolo de uma torcida. Aquele Fernandão que todos nós conhecemos ficou no Rio Grande do Sul. Hoje vemos um atleta nitidamente fora de forma, pesado e que não sabe onde se portar em campo. Uma falha gigante do técnico que não sabe aproveitar o físico e a estatura do atleta, que veterano, parece estar usando as últimas cargas de sua bateria.

A defesa são paulina, grande alicerce do time nos últimos anos parece estar envolvida numa grande crise de identidade. Miranda vai embora e por mais que ele negue que jogará profissionalmente até sua saída no meio do ano é de se duvidar que ele divida uma bola com mais vontade. Desde o ano passado o camisa cinco da equipe está fazendo biquinho para a diretoria hora querendo sair e hora querendo uma renovação. Nesse meio termo seu grande futebol desapareceu. Alex Silva, um zagueiro comparável com Dario Pereira e Oscar também ao que parece vai aprontar as malas no meio do ano. Sobrará Xandão, Samuel e não se sabe se Coates virá. Se o uruguaio for contratado será uma incógnita por enquanto. A palavra por enquanto é uma só: preocupante.

Para terminar essa “fria” análise temos a nossa grande diretoria. Que aos poucos vai revelando a sua face e cara de pau para todo o torcedor são paulino. “ Grandes” mudanças foram feitas. O doutor Turíbio, referência na área de fisiologia e mentor do Reffis foi demitido. Carlinhos Neves, um dos maiores preparadores físicos do país também deixou o CT da Barra Funda por ser competente demais e ser escolhido provavelmente o preparador físico da Copa de 2014. Marco Aurélio Cunha, que exerceu o cargo de Superintendente de futebol com grande competência agora é ridicularizado por Leco e a “tchurma” de Cardeais que se apossou de todo o controle e que provavelmente vão cometer uma das maiores atrocidades estatutárias da história do clube. Não há como você ver o Juvenal hoje e não lembrar de Eduardo José Farah nos anos noventa. As justificativas são as mesmas, “o clube precisa de mim”. “Sem eu o clube não anda” e todas aquelas baboseiras que costumamos ouvir de dirigentes de futebol embasbacados pelo poder.

Mas para não dizer que não falei das flores, ainda há esperança. A garotada sub 20 que está arrebentando no Peru é uma delas. Rivaldo, que apesar de ter 38 anos é melhor do que Rodrigo Souto e Cléber Zzzantana juntos. Mas daí até a onça beber água estaremos quase no meio do paulistão. E se é difícil ganhar de um Santos desfalcado de dois de seus maiores jogadores, imagine então sonhar com uma Copa do Brasil. O sonho é válido mas a realidade atual não bate.

Ah! A derrota de ontem? Como diria Carlos Alberto Parreira “foi só um mínimo detalhe”.

A LEGALIDADE PLENA DA CONTRATAÇÃO DE RIVALDO

25/01/2011

Por José Eduardo

A contratação de Rivaldo, pelo São Paulo, trouxe a reboque um questionamento jurídico absolutamente interessante: haveria alguma infração legal ou ética no fato de o atacante figurar, no mesmo campeonato, como jogador de uma equipe e sócio proprietário de uma outra?

A Lei Pelé, através de seu Art. 27, veda a possibilidade de uma pessoa, seja esta física ou jurídica, ao mesmo tempo, figurar como  proprietária ou administradora,  de duas ou mais equipes, que participem da mesma competição.

São inequívocos os termos do dispositivo legal acima citado:

“Art. 27-A. Nenhuma pessoa física ou jurídica que, direta ou indiretamente, seja detentora de parcela do capital com direito a voto ou, de qualquer forma, participe da administração de qualquer entidade de prática desportiva poderá ter participação simultânea no capital social ou na gestão de outra entidade de prática desportiva disputante da mesma competição profissional. (Incluído pela Lei nº 9.981, de 2000)

Como é óbvio, tal redação legal visa evitar um eventual conflito de interesses, o qual poderia sugerir a possibilidade de uma suposta combinação de resultados, nos confrontos diretos entre as equipes, que possuam idênticos  proprietários ou administradores.

Assim, fica evidente a preocupação do legislador brasileiro com as hipóteses de conflito de interesses no desporto, as quais pooderia macular o desfecho natural das partidas.

Contudo, em termos de vedação a condutas, inexiste qualquer regramento específico na legislação, acerca da relação protagonizada por Rivaldo que, concomitantemente, assumirá os postos de jogador, de uma equipe, e administrador, de outra, na mesma competição.

Nestes casos, cumpre relembrar que, o princípio constitucional da legalidade garante a todo particular o direito de fazer , tudo aquilo que a lei, expressamente, não vedar.

Assim, se inexiste qualquer proibição legal à cumulação de postos protagonizada por Rivaldo, jamais poderia tal conduta, do ponto de vista técnico-jurídico, ser rotulada como ilegal.

A despeito de tal fato que, por si só, já garantiria a legalidade plena de tal cumulação de postos, impõe-se ainda frisar que a Constituição Federal contempla, como direito fundamental de todo e qualquer brasileiro, o direito ao trabalho, não havendo como se cogitar que sejam elevados obstáculos à atuação profissional de nossos nacionais, sem que tais obstáculos estejam inteiramente maculados  de plena nulidade.

Desta forma, pode-se afirmar que a contratação do atleta-dirigente Rivaldo, por parte do São Paulo, mostra-se revestida da mais plena legalidade, subsistindo fortíssimo respaldo jurídico tanto para a sua validade, quanto para a sua eficácia.

Assim, podemos concluir, com extrema tranquilidade, que os rivais sãopaulinos devem se preocupar em barrar Rivaldo no campo, pois nos Tribunais não será possível!!!

Nota do blog – Vi no blog do Lina o texto do José Ilan escrevendo sobre “falta de ética” e os comentários furiosos de alguns pelo fato de Rivaldo ser presidente do Mogi e  atuar pelo São Paulo ao mesmo tempo.  Alegam “conflito de interesses” entre outras cositas mais. Cuidado: ao fazer essas alegações já se condena pessoas como Rivaldo de fazer coisas que só estão na imaginação de que os acusam. Só fazem isso por desconhecimento e porque nunca ouve uma situação parecida. Portanto muito cuidado antes de colocar a carroça na frente dos bois. Se não entendem do riscado procurem pesquisar mais e saber o que a lei determina. Não venha pagar de ético sem saber sobre o que realmente se escreve.  Se não o antiético vai ser o sujeito que imputa uma situação absurda  que ainda não aconteceu.

MÉTODO INFALÍVEL

25/01/2011

 

RESUMO DA ÓPERA 25/01/2011

25/01/2011

Fala galera. Estamos inaugurando mais uma seção aqui no blog do Abdul. É o “Resumo da Ópera”. Com comentários rápidos do que acontece no mundo da bola essa semana.

– Em primeiro lugar parabéns para a cidade que eu amo, odeio e vivo desde que nasci. Parabéns São Paulo.

– O Flamengo é campeão da Copinha 2011. Parabéns para a garotada rubro-negra. Impressionante como os flamenguistas encheram o Pacaembu. Pesquisas confirmam que o mengo é a quinta maior torcida do estado de São Paulo. Muitos disseram que o clube carioca não deve repetir os erros do passado como em 1990 quando a geração de Marcelinho Carioca deixou o clube. Sinto informar aos rubro-negros pois um dos acordos que Patrícia Amorim fez com a Traffic para ter Ronaldinho foi justamente “arrendar” as suas categorias de base para a empresa de J. Hawilla. Os anos passam e as lições nunca são aprendidas.

– O tricolor perdeu da Ponte Preta no sábado. O que comentar? Insistir num meio campo com Cléber Santana, o “poderoso” Rodrigo Souto e Carlinhos Paraíba é pedir pra tomar gol. Dagoberto precisa jogar com uma coleira de eletrochoque. A cada “dormida” precisa levar uns volts pra ficar esperto. O negócio é esperar o Rivaldo estrear e a garotada sub 20 voltar pra coisa mudar pros lados do tricolor porque se dependermos do elenco atual….

– Uma das justificativas do Sr. Carlos Miguel Aidar para a canalhice jurídica que visa o terceiro mandato de Juvenal Juvêncio é que o atual presidente tem bons contatos em Brasília e que poderia trazer novamente o Morumbi como sede da Copa aqui no Brasil. Sr. Aidar…O SENHOR É UM FANFARRÃO! O estádio são paulino é carta fora do baralho faz muito tempo. Mesmo antes da candidatura o Sr. Ricardo “Cururu” Teixeira já acenava contra o Morumbi. Os senhores mesmos sabem disso. Querem jogar algo na mídia que não existe. Juvenal não mexeu uma palha para trazer investidores privados para a reforma. Pelo contrário, ficou esperando a boa vontade dos homens e do dinheiro público do BNDES. É esse o presidente que vocês querem reeleger na marra? Parabéns! O Morumbi não precisa da Copa e sim de seus torcedores. Façam o estádio para eles e não para meia dúzia de pessoas que usam camarotes corporativos.

– Falando em estádio as obras do Maracanã já irão para a casa do 1 bilhão de reais. Nenhuma surpresa. Afinal de contas estamos fazendo uma Copa no Brasil como se fossemos a Alemanha. Exigências absurdas para a construção de estádios em países emergentes são um dos maiores crimes da administração Blatter. Um presidente que só dá privilégios aos europeus. Que só premia injustamente quem joga por lá e que favorece descaradamente o tráfico de pé de obra mundial para o mercado do velho continente. Em São Paulo a Fifa e a CBF já trabalham com a liberação da verba do BNDES para o Itaquerão mesmo sem o projeto ter sido apresentado. O São Paulo entretanto, teve que apresentar três projetos diferentes. Que diferença de tratamento hein Sr. Valcke? Hein Sr. “Cururu” Teixeira? Mas vendo a quantia que se está gastando para o Maracanã, Juvenal Juvêncio deveria agradecer aos céus pelo estádio ter sido preterido. Se o projeto “Morumbi” continuasse Juvenal seria conhecido como o presidente que quebrou o São Paulo.  Andrés Sanchez e a construtora do presidente Lula vão ter que apelar para os nossos bolsos para escandalosamente colocar o estádio de Itaquera de pé. Não vai ter dinheiro público? E o BNDES é o que cara pálida? E tem torcedor rival que na maior cara de pau ainda fala do Laudo Natel…

MAIS UM VOVÔ VENCEDOR!

21/01/2011

Depois de…


Arthur Friedenreich

Sastre

Mestre Ziza

Gérson

Falcão

Cerezo

Vem aí…

BOA SORTE RIVALDO!!!

A PROVÁVEL -NOVA-CANDIDATURA DE JUVENAL JUVÊNCIO

21/01/2011

De Emerson Gonçalves

 

 

Ainda não é certeza, mas já são favas contadas, dizem os quero-queros que vivem no Morumbi: o presidente Juvenal Juvêncio será candidato a uma terceira gestão sucessiva no São Paulo FC.

Segundo os experts nas coisas jurídicas, tal candidatura será absolutamente legal. O jurista, ex-presidente da OAB-São Paulo, ex-presidente do próprio clube, Carlos Miguel Aidar, é um dos que garantem a legalidade da candidatura. Não por acaso ou coincidência, ele prestou serviços de sua especialidade ao ex-presidente santista, Marcelo Teixeira, que ficou por anos a e anos à frente do Santos FC.

Sem a menor dúvida, levando em conta as artimanhas jurídicas e as espertas interpretações da lei – e aqui menciono esperteza em seu pior e mais pobre sentido – será uma candidatura legal.

 

Mas será ilegítima.

Será aética.

Pelo simples fato de desrespeitar o espírito do estatuto do clube, que limita o exercício da presidência a duas gestões sucessivas.

Não sou advogado e pouco entendo de leis, que limito-me a seguir como qualquer outro cidadão. Mas a ciência jurídica, chamemos assim, não é tão misteriosa e distante da compreensão do homem comum como a física avançada, compreensível apenas para quem dedicou muitos anos a estudá-la com afinco. Não, longe disso, a ciência jurídica trata das coisas do nosso dia-a-dia e da ordenação da vida em sociedade e de nossas relações com outras pessoas, empresas, instituições e com o Estado. As leis podem e devem ser claras e geralmente o são, se não na redação nos documentos, com certeza em seu espírito. E é o espírito que norteia a criação e, na minha visão de cidadão comum, deve nortear sua aplicação.

O espírito do estatuto do clube é muito claro: só pode haver uma reeleição.

 

O presidente do São Paulo e seus defensores apegam-se a uma mudança na duração dos mandatos para tentar legalizar seu pleito. Provavelmente conseguirão, afinal de contas já estamos mais do que acostumados a ver esse tipo de manobras no Brasil. Até um presidente da república, desculpem, até um Presidente da República reelegeu-se graças a uma artimanha desse tipo, manchando sua biografia, de resto, exemplar.

 

Exemplar é, igualmente, a biografia e a história de Juvenal Juvêncio à frente do São Paulo, em especial a partir de 2003, quando assumiu a direção do futebol do clube na gestão de Marcelo Portugal Gouvêa. Seu trabalho foi, simplesmente, excepcional. Suceder a Marcelo foi algo natural, justo e correto, e sua gestão foi perfeita…

Até que foi tomado pela obsessão de fazer do Estádio do Morumbi a sede da Copa 2014 em São Paulo e palco do jogo de abertura. Intenção legítima, correta e justa, até mesmo para o conjunto da sociedade, mas derrotada pela politicalha e por interesses outros que dominam a confederação que trata do futebol no Brasil. Por conta dessa obsessão, o presidente do São Paulo parece ter deixado o futebol de lado, resultando num declínio acentuado da equipe já a partir de 2008, apesar do terceiro título brasileiro consecutivo, culminando, por enquanto, na ausência da Copa Libertadores depois de sete participações seguidas.

Nessa hora, pergunta-se o torcedor são-paulino atento, qual será o custo dessa nova obsessão, a reeleição?

 

Durante anos, notadamente durante a gestão MPG, o São Paulo era tomado como exemplo em vários sentidos, inclusive de modernidade. Enquanto seus co-irmãos do Trio de Ferro padeciam sob Contursi e Dualib, o Tricolor navegava em águas plácidas e alcançava grandes conquistas, aumentando suas receitas de forma sólida, consistente, próxima de uma situação de sustentabilidade (este OCE entende que não há sustentabilidade de fato quando se depende da receita de transferências para (fechar as contas”), vigiado por uma oposição ainda forte e bastante presente. Os exemplos dos dois outros clubes eram apontados como algo a não seguir. Democracia e rotatividade dos nomes no poder eram destacados como coisas positivas, modernas (na verdade são antigas, basta relermos alguns gregos e também os princípios da Revolução Francesa e da independência dos Estados Unidos, mas para nós, brasileiros, ainda desacostumados com isso, passam por modernas) e as derrocadas dos dois presidentes rivais, comprometendo seriamente seus clubes, foi a constatação do acerto da prática da democracia.

 

O tempo passou, como soi acontecer, e vimos uma verdadeira inversão de papeis e valores. Nessa semana, o palmeirense respira esperança por conta da vitória de Arnaldo Tirone (sim, ele tem ligações com Contursi, mas tem a chance de fazer seu próprio caminho) no Palmeiras. No Corinthians, o presidente Andrés Sanches já declarou que irá antecipar seu mandato para permitir a posse de um novo presidente antes do início de um novo ano, de uma nova temporada. Uma das medidas mais inteligentes que já vi na política de nossos clubes.

E ainda em dezembro, o Sport Club Internacional elegeu seu novo presidente através do voto de algumas dezenas de milhares de torcedores.

Isso mesmo: torcedores. Claro que todos eles donos de um título, mas não o pomposo título de sócio-patrimonial ou parecido, que costuma dar a meia dúzia o poder de decidir sobre a paixão de milhões. Sócios-torcedores, que de forma democrática e extrapolando largamente a mera área geográfica da sede do clube, votaram por uma nova direção.

Não é de estranhar, ao menos para mim e para a minha visão de futebol e da vida, que é o Internacional o clube brasileiro de maior destaque nesse princípio de século, ao lado do São Paulo. Com uma diferença: enquanto no Inter o presidente Giovanni Luigi contrata um profissional remunerado para responder pela gestão executiva do clube, o São Paulo vê-se às voltas com as artimanhas jurídicas – opa, vou usar o termo correto, apoiado pelo Dicionário Houaiss – então, voltando, o São Paulo vê-se às voltas com uma chicana cujo objetivo é manter no poder quem já está no poder. De forma indevida, levando-se em consideração o princípio que norteia o Estatuto do clube.

Se concretizada, perderá o clube e perderá seu presidente o direito e a legitimidade de reclamar, por exemplo, da igualmente aética, para ficar no mínimo, permanência de Ricardo Teixeira à frente da federação que responde por nosso futebol, que, a cada dia, fica mais correto chamar de reinado.

Se concretizada, ficará mais verdadeiro o título de um post deste OCE, escrito há dois anos, por outro motivo, mas já embutindo muito do que veio a acontecer: o São Paulo retrocede – http://globoesporte.globo.com/platb/olharcronicoesportivo/?s=o+s%C3%A3o+paulo+retrocede

Para desgosto de grande parte da torcida, sem a menor dúvida, como é possível ver pelas manifestações que já vem ocorrendo pela internet.

 

Em tempo: é mais do que óbvio que esse texto traz implícita minha paixão de torcedor do clube, algo que nunca neguei e não nego, pois não há brasileiro que goste de futebol que não goste, antes de tudo, de um clube. Essa paixão, todavia, coincide totalmente com o que eu acredito ser fundamental para a vida das pessoas, das nações, das instituições: o exercício permanente da democracia e o respeito às leis.

E democracia e respeito às leis não podem coexistir com chicanices.

A FORÇA DE UM CERTO TWITTER

20/01/2011

Foi-se o tempo em que o boato corria de boca em boca até se tornar um fato comum. Hoje em dia com a internet e a imensa facilidade de comunicação, os fatos e as notícias correm mais rápido que a velocidade da luz. Infelizmente ontem um pobre fotógrafo do jornal “Agora São Paulo” pagou o preço do desconhecimento da força digital. Colocou uma frase infeliz ironizando o Palmeiras dentro da casa deles. Além de ter uma imensa falta de bom senso, o fotógrafo demonstrou o seu total desconhecimento com a história palmeirense. Primeiro porque o mascote porco foi adotado somente pela torcida alviverde. Grande parte dos cartolas palestrinos ainda não engoliram o apelido jocoso dado nos anos sessenta. Segundo, o profissional postou a frase acreditando que sua brincadeirinha iria passar em branco.

Como vimos ele se enganou redondamente e a reação da diretoria palmeirense foi igualmente irracional. O segurança parecia mais um integrante da Mancha Verde com paletó e logicamente o fotógrafo acabou levando a pior. Em tempos de Big Brothers, câmeras a mil e outras ferramentas tecnológicas que expoem a vida cotidiana é preciso tomar muito cuidado com o que fala e com o que se escreve. Já tivemos um exemplo infeliz de um diretor da Locaweb que cometeu o mesmo desatino. A liberdade de expressão é válida e hoje as ferramentas são muito mais acessíveis e gratificantes para a manifestação do pensamento. Mas essa mesma liberdade acaba quando desrespeitamos o direito dos outros. Pobre Thiago Vieira. Aprendeu do pior modo a lidar com a sua liberdade de expressão vigiada por diversos computadores, laptops e celulares. Sinal dos tempos.

imagens – globoesporte.

O GOLPE

20/01/2011

Qualquer semelhança com o Juvenal é mera coincidência

 

GOLPE DE ESTADO DE 1964

 

“O golpe de Estado conduziu à época da história do Brasil que foi denominada de Regime Militar de 1964. Esta época foi caracterizada economicamente por um grande desenvolvimento do país, por meio de financiamento norte-americano em grande escala, justificado em parte pelo controle do medo comunista e das organizações de trabalhadores pelos militares, o que era interpretado como estabilidade política pelos setores predominantes da economia mundial.

Porém, tal desenvolvimento econômico foi acompanhado de uma violenta repressão política e aumento da dívida externa, especialmente durante as décadas de 1960 e 1970 sob a égide da Lei de Segurança Nacional como justificativa de manter a sociedade politicamente estável no sentido de evitar a influência de idéias comunistas em um mundo dividido entre dois regimes, mas que também atuava contra qualquer um que discordasse publicamente da atuação do regime ou que pudesse provocar tal discordância.

Além da limitação de várias liberdades (como as de expressão, imprensa e organização), naquela época tornaram-se comuns os interrogatórios, prisões e tortura daqueles considerados opositores políticos do regime militar, especialmente os que fossem considerados simpatizantes de idéias comunistas, incluindo-se muitos estudantes, jornalistas e professores. Para além das prisões, estima-se que cerca de 300 dissidentes perderam a vida. Segundo a versão defendida pelos militares, a maioria dessas mortes teria ocorrido em combate com as Forças Armadas. Entretanto, os grupos de defesa dos direitos humanos e organizações de sobreviventes da ditadura militar, estimam que este número seja muito maior.

Este fato inicial foi denominado pelos militares que o executaram bem como o regime que se sucedeu como “Revolução de 1964”. Mas a noção de que se trataria de uma revolução perdeu parte de sua aceitação pela sociedade brasileira desde meados dos anos 1970, com a abertura democrática então iniciada, o que trouxe à tona os assassinatos e torturas cometidos em nome deste regime.

Vendo os movimentos de esquerda crescendo e pela influência da propaganda dos movimentos comunistas, foi iniciado um movimento de contra-propaganda conhecido como perigo vermelho[3], ou perigo comunista [4].”

Fonte : Wikipédia

 

O GOLPE DE JUVENAL

 

Alguns internautas que frequentam o blog devem estar se perguntando se eu tomei algum chá alucinógeno por postar esse pequeno texto. Antes fosse caros colegas. Coloquei esse resumo do Golpe Militar de 1964 para traçar um paralelo com o que vai acontecer com o São Paulo Futebol Clube daqui para a frente. Quer queiramos ou não o tricolor será gerido por uma ditadura. Guardadas as devidas proporções, as justificativa de Juvenal Juvêncio para se perpetuar no poder são os mesmas que os militares usaram para derrubar João Goulart e que todos os outros ditadores utilizaram, a tal da “estabilidade”.

 

Existem outros paralelos curiosos que podemos comparar. Entre elas a falta de oposição do clube ou a oposição “pra inglês ver” como era o MDB nos tempos da ditadura. Incrível como conselheiros, ex-presidentes e sócios não tomam nenhuma atitude contra essa manobra arquitetada por Carlos Miguel Aidar. Meu Deus! Como os tempos mudaram. O meu clube está se tornando um Corinthians do passado. Sim, porque nos dois Parques os nosso rivais aprenderam duramente a lição da falta de democracia em seus clubes. Ambos realizam eleições normalmente sem manobras políticas ou “brechas jurídicas”.

 

Já fiz uma postagem sobre a re-reeleição de Juvenal. Todos já sabem o que eu penso sobre o assunto. Não vou repetir aqui para não parecer chato. Mas os rumos que essa manobra são tenebrosos para a vida institucional do tricolor paulista. Estatuto é sagrado e não deve ser mexido a não ser em beneficio do clube e não de meia dúzia de velhos cardeais. A direção do São Paulo FC vai na contramão de toda a sua tradição democrática ao aceitar essa pornografia jurídica. A falta de ética de Juvenal não difere da de Ricardo Teixeira e de Marco Polo Del Nero nesse quesito. Juvêncio que diz combater os “eternos cartolas” simplesmente se iguala a eles quando rasga o estatuto para permanecer livre na sua inebriante busca pelo poder.

 

Só lembrando. O mandato de Juvenal ainda está sob júdice devido a uma interpretação do Código Civil. Se por acaso ele quiser a sua segunda reeleição seguida vai entrar em outro imbróglio jurídico pois certamente essa manobra não será aceita por muitos conselheiros que buscarão os seus direitos na justiça. O vaidoso Juvenal Juvêncio prefere mergulhar o São Paulo numa crise sem precedentes ao simplesmente pegar o seu boné e ir embora. O Goiás entrou numa crise semelhante no ano passado e foi rebaixado. Será que o atual mandatário são paulino prefere que o clube seja comandado por um interventor no futuro em prol de sua vaidade pessoal? Se a resposta for afirmativa isso é a prova definitiva de que a frase “o poder absoluto, corrompe absolutamente” chegou aos corredores do Morumbi. Trágico para um clube que ganhou três títulos mundiais com alternância de poder. O futuro é incerto e nuvens carregadas sobrevoam os alicerces do Cícero Pompeu de Toledo. A tempestade chegou.

 

 

REIS QUE NUNCA PERDEM A MAJESTADE!

15/01/2011

Mr Big: os gigantes estão de volta

Muitos internautas mais velhinhos que acessam o blog e que curtem um belo rock n´roll já devem ter ouvido falar na banda Mr. Big.

Acredito que muitos vão torcer o nariz só na simples menção do grupo, talvezs pelo fato da banda ser conhecida mundialmente pelas baladas mela-cuecas “To Be With You” e “Just Take My Heart” . Mas se você pensa que a trupe formada por Eric Martin, Paul Gilbert, Billy Sheenan e Pat Torpey é apenas um mero clone do Bon Jovi pode ir tirando o cavalinho da chuva. O Mr. Big é uma PUTA banda de rock n´roll e um das maiores representantes do estilo hard rock nos conturbados anos noventa, impregnados pelo sucesso absoluto do Nirvana e do grunge de Seattle.

Azar de quem só conhece a banda pelo sucesso comercial das rádios. Nelas é claro sempre vai prevalecer as letras piegas, baladas românticas e notas chorosas. Mas para quem ouviu todas as bolachas do Mr. Big desde o início da carreira sabe que o negócio dos caras é puro rock n´r roll. Com uma cozinha insuperável formada pelo bom baterista Pat Torpey, pelo magistral guitarrista Paul Gilbert e por um dos maiores baixistas da história do rock Billy Sheennan, o Mr. Big mistura rock pesado com uma fusão inacreditável com o blues. O resultado não poderia ser outro. Uma porrada sonora que contrapôs toda a choradeira deprimida da molecada de Seattle. Claro que não poderemos esquecer de Eric Martin. Um vocalista na acepção da palavra. Dono de um timbre forte e único e com um gogó inacreditável, Martin não fica nada a dever a grandes vocalistas da história da música. Confiram dois petardos da banda logo abaixo.

Depois de algum tempo o guitarrista Paulo Gilbert quis alçar novos caminhos e deixou o grupo. No seu lugar entrou o não menos talentoso Ritchie Kotzen, mas as brigas homéricas entre Billy Sheenan e Eric Martin, desestabilizaram o grupo e a banda se desfez em 2000. Em 2009 os rumores que a formação clássica se reuniria novamente se confirmaram e depois de vários shows nos EUA e no Japão (local que em a banda é venerada) o Mr. Big acaba de lançar o seu novo álbum de estúdio “What If…”. Uma prova incontestável de que quem é rei jamais perde a majestade. A verdade é uma só: que grande falta Paul Gilbert fez para a banda. E que o Mr. Big definitivamente é um dos maiores grupos de rock da história. Welcome back guys! A mundo da música agredece! Confiram o novo single “Undertown”. Música pra deixar qualquer bandinha “happy rock” comendo merda por muitos séculos.