A CONTA CHEGOU! QUEM VAI PAGAR?

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Há cerca de quatro meses fiz uma postagem  sobre a vinda de Renato Gaúcho no Grêmio e da dependência dos clubes por treinadores “messiânicos”. No bolo coloquei o treinador Luiz Felipe Scolari e a falta de visão de certos dirigentes que insistem em  adminstrar os clubes como se eles fossem o Manchester United. Atitude pra lá de irresponsável já que até mesmo os clubes da Europa hoje estão com a corda no pescoço.Vide o Barcelona que pela primeira vez em sua história vai aceitar propaganda no espaço de sua camisa.

Alguns não concordaram comigo e até me chamaram de “fanático” porque torço para o São Paulo. Pois bem. Passados quatro meses eis que Kléber e Valdivia não jogaram nem metade do futebol de 2008 e o clube está devendo para Deus e o mundo inclusive com atraso no direito de imagem de jogadores. Os dirigentes palestrinos comemoraram a parceria com a Traffic. Só que esqueceram de lembrar que a empresa de J. Hawilla não tem nem metade da receita que tinha a Parmalat nos anos 90. A diferença financeira  é astronômica e uma pessoa tão vivida como Havilla não é louca pra jogar dinheiro pela janela.  A reportagem do Jornal da Tarde é esclarecedora e dá um alerta aos clubes de futebol que querem se aliar e empresas “meia boca” que  fatiam direitos de  jogadores, algo que deveria ser proibido pela Fifa.  A conta no final pode ficar muito cara. Leiam a reportagem abaixo e saibam o porque.

 

A FATURA CHEGOU:   11 MILHÕES


fonte: JT

Paulo Galdieri

A parceria que dois anos atrás foi celebrada por Palmeiras e Traffic como um novo modelo revolucionário de negócios no futebol brasileiro vai mal. Repleto de dívidas, mas com a obrigação de reforçar o time para 2011, o Palmeiras não conta com a empresa de marketing esportivo para ajudá-lo a se reforçar. E o motivo é que a Traffic resolveu cobrar boa parte do que gastou e investiu no auxílio ao clube.

A empresa de J. Hawilla cobra do Palmeiras dívida de R$ 11 milhões referente a socorros financeiros que fez ao clube fora dos moldes da parceria, que prevê a contratação de jogadores jovens e com potencial para depois serem vendidos ao exterior e darem lucro à empresa. A maior fatia desse valor remete a dois episódios recentes na vida financeira do Palmeiras.

O primeiro é a permanência de Pierre, durante o Brasileiro de 2009, quando o volante estava em alta e o clube recusou proposta para negociá-lo, pois liderava o Brasileiro e queria segurar todo o elenco para conquistar o título (que acabou não vindo).

A outra parte do montante é referente aos salários de Vanderlei Luxemburgo. Quando o Palmeiras deu um aumento para o então treinador alviverde, ficou acertado que parte dos R$ 700 mil mensais seriam bancados pela Traffic. Agora ela cobra de volta tudo isso. A conta é alta.

O  relacionamento, que nos primeiros momentos era de cumplicidade, se tornou uma rusga que impede que a empresa de marketing esportivo se disponha a colocar mais dinheiro no clube. Ao contrário disso, a Traffic virou credora do Verdão. E se esforça apenas na parceria da construção do estádio.

A cobrança dos R$ 11 milhões já fez o Palmeiras perder pelo menos um reforço que era tratado em sigilo e dado como praticamente acertado pela diretoria. O clube tinha tudo combinado com o zagueiro Wallace, que se destacou no Brasileirão vestindo a camisa do Vitória. Salário e tempo de contrato já haviam sido acertados entre as partes. Na hora de a Traffic, que é dona de parte dos direitos do defensor, liberá-lo, a empresa exigiu que a diretoria do Palmeiras assinasse uma confissão da dívida dos R$ 11 milhões. Como houve a recusa da cúpula do clube em reconhecer o débito, o atleta que era para ser do Palmeiras foi parar no Corinthians.

Desde então, o Verdão passou a não contar mais com o apoio da Traffic para correr atrás de reforços. A maior aproximação agora é com a DIS, o braço esportivo do Grupo Sonda, que está em litígio com o Santos e busca um novo clube para servir de vitrine para seus atletas com potencial de venda.

A reportagem do JT tentou entrar em contato com Julio Mariz, um dos sócios da Traffic, para que ele comentasse o imbróglio com o Palmeiras, mas foi informada que ele não estaria disponível para conceder entrevistas.

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8 Respostas to “A CONTA CHEGOU! QUEM VAI PAGAR?”

  1. Hannibal Says:

    O palmeiras mordeu a mão de quem o alimentava.

  2. Marcelo Abdul Says:

    Sinceramente acho preocupante a aliança das diretorias com empresas como a Traffic , BMG ( a mesma do Valérioduto) e o Grupo DIS. Isso só mostra o quanto os cartolas dos clubes brasileiros estão desinteressados em fazer uma legislação que proiba a divisão dos direitos federativos. 30% é do jogador, 30% é do empresário, 20% do clube, 10% é da Maria Chiquinha e outros 10% é do Sobrenatural de Abreu. Assim os clubes sempre vão depender dessas empresas “meia-boca”. Veja o Palmeiras por exemplo. Está atolado em pretações. E o seu J. Hawilla? Tranquilão e ainda cobrando as dívidas. Depois de apenas um campeoanto paulista em 2008 eu pergunto. Pro Palmeiras esse acordo valeu a pena?

  3. Hannibal Says:

    O que acho incrível é ver que a situação não mudará tão cedo, depois de vender a alma pra Parmalat os suínos não conseguem mais andar com as próprias pernas, ficam pulando de parceria em parceria, todas elas parasitas, o palmeiras entra com a bunda e a Traffic, Parmalat, DIS com o pé.

    Por isso acho que a parceria com a BMG tem que ser feita com cautela, no caso Tricolor é mais fácil de levar, só não pode depender dela como uma dona-de-casa solteira com 5 filhos pra sustentar, como o palmeiras. Ficar de vitrine pros outros lucrarem é coisa de clube desesperado.

  4. Hannibal Says:

    http://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/sem-categoria/para-contratar-com-dinheiro-do-bmg-spfc-precisa-fatiar-jovens/

    Esperamos que o JJ não caia nessa.

  5. Marcelo Abdul Says:

    Pelo amor de Deus. Que ele não caia nessa. Vai fatiar o Lucas Gaúcho, Casemiro e o Mazola pra contratar a porra do Ricardo Oliveira?

  6. Marcelo Abdul Says:

    Acho que a melhor coisa a fazer é não fazer parcerias desse tipo. Isso prova que o futebol brasileiro anda de mal a pior. Os clubes ficam ostentando uma riqueza que não tem vitimados pela elitização do futebol. Hoje um jogador de merda tem valores estratosféricos, bem maiores que o Pelé ganhava em sua época. Quando vejo um Barcelona, Real Madrid, Manchester e Roma quebrados é necessário refletir se a direção que o futebol está tomando é a correta. O que é melhor? Fatiar a base pra ter um Ronaldinho Gaúcho ou lutar para que essa molecada se torne patrimônio do clube?

  7. Hannibal Says:

    Concordo contigo, mas já adianto, se o JJ não trouxer um 10… 99% da torcida cai de pau nele. O pessoal não vai entender, imagina de o Gaúcho e o Adriano vem pra suínos e travestis respectivamente? Vai ter gente mudando de time. kkkkkkkk

    Deixando claro que não concordo com a ideia de fazer tudo por um craque.

  8. Marcelo Abdul Says:

    Craque se faz em casa. Não tem um meia jogando no São Paulo porque nas categorias de base o futebol força que é privilegiado. Por isso não temos tantos laterais ofensivos ou meias atacantes. O problema vem da formação dos clubes. E ainda fatiam os poucos talentos para comprar camisas 10 veteranos. É o efeito Ronaldo.

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