Archive for novembro \30\UTC 2010

EM TEMPO

30/11/2010

Depois da divulgação da mídia  internacional de que Ricardo Teixeira é suspeito de ter recebido propina da ISL,  a Globo.com colocou a notícia com um certo atraso  em seu portal. Antes tarde do que nunca. A notícia só foi divulgada porque o mundo todo a publicou e ficaria muito feio a Globo omitir o fato perante a opinião pública.  Apesar da divulgação, a nota da Globo  ainda é branda. Como exemplo a  palavra “propina”  é alterada para “comissões”.

Nada muda o fato de que Teixeira é suspeito de receber dinheiro ilegalmente. Engraçado que isso só foi divulgado porque o  programa da BBC  teve uma repercussão monstro no mundo inteiro.  Se dependessemos do jornalismo brasileiro, Ricardo Teixeira seria sempre chamado de “doutor” por narradores  e comentaristas boçais.

EXEMPLOS – PARTE 2

29/11/2010

E a platinada continua aliviando para seu amiguinho.

Enquanto o novo escândalo de Teixeira estoura nos portais…

… o globoesporte. com coloca no ar os estádio virtuais do Qatar e a palestra do presidente do COL da África do Sul. Agora gostaria de saber que conselho esse cara está dando. Seria como construir um elefante branco para 4 jogos?

Jornalismo porco, submisso e colaboracionista.

Que belezaaaaaa…

PEDE PRA SAIR CURURU!

29/11/2010

 

SAPO CURURU RECEBEU 16,4 MI DE PARCEIRA DA FIFA, DIZ JORNAL

 

Fonte : Lancenet

 

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, está ligado a uma lista de secreta de pagamentos feitos por uma empresa ex-parceira da Fifa, segundo revelou nesta segunda-feira o jornal suíço “Tages-Anzeiger”. O valor recebido pelo dirigente superaria R$ 16 milhões.

Esta é a segunda grande polêmica ligada a Teixeira em menos de duas semanas. No último dia 17, o LANCENET! já havia revelado que o dirigente, também presidente do Comitê Organizador do Mundial de 2014 (COL), poderá ficar com 100% do lucro obtido com o torneio.

Segundo o “Tages-Anzeiger”, Teixeira teria recebido, “sem aparente explicação”, US$ 9,5 milhões (R$ 16,4 milhões) entre agosto de 1992 e novembro de 1997. O valor era repassado pela ISL, empresa de marketing que foi parceira da Fifa, para a Sanud Etablissement, companhia com sede em Liechtenstein que era sócia do brasileiro na R.L.J. Representações.

Teixeira foi citado ao lado de outros dirigentes, como os presidentes da Confederação Africana de Futebol (CAF), Issa Hayatou, e da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), Nicolás Leoz. Os dois também teriam recebido pagamentos suspeitos após a falência da ISL.

A ISL quebrou em 2001, em meio a denúncias de subornos a executivos da Fifa em negociações de contratos televisivos. Em 2008, a Justiça suíça julgou o caso e multou três funcionários da ISL por fraude e crimes contábeis. Na época, Leoz já era citado como suspeito de receber pagamentos indevidos.

Crise na Fifa
No mês passado, o jornal inglês “Sunday Times” havia revelado que o taitiano Reynald Temari e o nigeriano Amos Adamu, membros do Comitê Executivo da Fifa, estariam dispostos a vender seus votos na eleição para escolha das sedes dos Mundiais de 2018 e 2022. Ambos os dirigentes foram afastados pela entidade.

Teixeira, Leoz e Hayatou também fazem parte do Comitê Executivo e, portanto, participarão do pleito. A eleição está marcada para a próxima quinta-feira.

 

Nota do blog – Faço a seguinte pergunta a presidente eleita  Dilma Rousseff, por acaso a senhora vai lavar as mãos e defender o senhor Ricardo Teixeira a exemplo do que fez com o “coroné” José Sarney?  Pasmem senhores! É  esse o homem que quer fazer a Copa no Brasil! Pior, esse é o elemento que quer a presidência da Fifa!  O jornalista britânico  Andrew Jennings já alertava sobre os tais pagamentos de propinas e que o presidente da CBF integrava a lista dos suspeitos.   Vejam o link da entrevista a ESPN no Youtube.

 

http://www.youtube.com/watch?v=amyDy81Yt8g

 

A pergunta que fica é a seguinte: Será que agora a PORRA DA REDE GLOBO VAI DIVULGAR ALGUMA NOTA? OU VAI SE CALAR MAIS UMA VEZ BENEFICANDO AQUELES QUE ROUBAM O POVO BRASILEIRO?

“A ética deve acompanhar sempre o jornalismo, como o zumbido acompanha o besouro.”

(Gabriel Garcia Marques)

 

 

 

UM PALMEIRENSE CHAMADO DEOLA

29/11/2010

Deola: xingado pela irracionalidade clubística

Há muito tempo o futebol brasileiro deixou de ter qualquer espécide fidalguia. Honra, profissionalismo, amor pelo jogo e pelas vitórias parecem estarem sufocados pelo ódio entre as torcidas. O que vimos na Arena Barueri ontem, a exemplo do que aconteceu domingo passado foi algo de surreal. E com contornos mais dramáticos. A torcida do Palmeiras xingou o arqueiro Deola. Um profissional que há 11 anos defende o clube desde as categorias de base.

Deola honrava as luvas da mesma maneira que   Oberdan Catani, Leão, Veloso e Marcos fizeram pelo Palestra.  Ele defendeu o arco do clube que lhe paga seu salário com honradez e espírito de competitivade. Sem dúvida, aqueles idiotas que o xingavam na Arena Barueri ontem e que comemoraram os gols do Fluminense com um afinco assustador jamais poderão ser chamados de palmeirenses de fato. Até que ponto o  ódio pelo seu rival pode superar o amor pelo seu clube?

Torcedor é extremamente passional e irracional. Não entende que um profissional do futebol age diferente da paixão clubística (será mesmo uma paixão?). Independente se isso ajudar um adversário ou não,  a única coisa com que o palmeirense deve se preocupar é com o seu time e não olhar o muro do vizinho como um psicopata obsessivo. De fato, chegamos ao cúmulo da bárbarie. Quando vejo o Real Madrid fazer um corredor para aplaudir o campeão Barcelona aí vejo como está distante qualquer pretenção do futebol brasileiro se tornar menos estúpido. Um time grande não vive sem a grandeza do outro.

Mas estamos na América do Sul. Aqui as paixões são elevedas ao cubo e infelizmente as desavenças também. Não havia torcedores palmeireses na Arena Barueri ontem.  Palestrino de fato, só havia um. Seu nome era Deola.

VIVA O RIO!

26/11/2010

Minhas sincera solidariedade ao povo carioca que vem passando um dos seus piores momentos com os ataques dos covardes traficantes que são um câncer na sociedade brasileira.

Nós paulistanos sentimos na pele o mesmo problema em 2006 e sabemos que a questão da segurança pública é um assunto de interesse nacional e vai  muito além de qualquer bairrismo idiota.

O carioca, povo alegre, sofrido e trabalhador vem sofrendo há anos com o descaso das autoridades e das porcas políticas de segurança pública e da falta do estado em muitas comunidades carentes.

Torço para que o povo carioca e todos nós brasileiros vençamos essa difícil batalha contra o crime.  Afinal a cidade do Rio de Janeiro não é apenas um patrimônio dos cariocas e sim de todo o Brasil.

L! OPINA: Um mau começo para a Copa de 2014

26/11/2010

Impressiona e decepciona a postura do ministro do Esporte, Orlando Silva Junior, no caso da formação do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014. Lavar as mãos frente à suspeita de irregularidades não é o que se espera de um ministro de Estado, ou de qualquer homem que ocupe cargo público. Quando esse ministro pleiteia ser indicado como a Autoridade Pública que vai coordenar toda a ação de governo na organização da Copa e da Olimpíada do Rio em 2016, a omissão torna-se ainda mais grave.

Os fatos são claros, como mostraram as reportagens do LANCE!. Primeiramente, Ricardo Teixeira transformou o comitê de uma entidade sem fins lucrativos numa sociedade empresarial. Depois, colocou-se como sócio da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) no negócio, atuando assim dos dois lados do balcão. Não satisfeito, incluiu no contrato social cláusula que estabelece a livre partilha dos lucros da Copa pelos sócios, independentemente da participação de cada um na empresa.

Em tese, poderia assim, como pessoa física, abocanhar 100% dos lucros mesmo sendo possuidor de apenas 0,01% das cotas do comitê.

Para o ministro, contudo, nada demais. Um problema da Fifa, não dele. Uma questão privada, não pública. Mesmo que o tal comitê-empresa venha a ser um dos mais gulosos beneficiários da isenção fiscal que o próprio Orlando Silva é um dos maiores defensores no Congresso Nacional. Que visão deturpada, senhor ministro! Alguns dados para o senhor refletir:

1 – Juristas e tributaristas ouvidos pelo L! foram unânimes em afirmar que a renúncia fiscal do governo caracteriza, sim, a utilização de dinheiro público por quem recebe o tal benefício;

2 – O estatuto da CBF a proíbe de participar de entidades com fins lucrativos. Portanto, não poderia ser sócia do tal comitê. E presidentes das federações consultados pela reportagem do Diário asseguram que o estatuto não foi alterado para permitir tal manobra.

Tanto quanto as questões legais e morais nele inseridas, o que preocupa nesse episódio é a forma como se coloca TODA a organização da Copa. Não bastasse a formação de um Comitê Organizador que surpreendeu até o presidente da Fifa, Joseph Blatter, centralizado na figura do presidente da CBF e sem qualquer participação da sociedade civil ou do governo, a complacência de quem deveria se contrapor e esse era o papel do ministro de Estado deixa-nos absolutamente temerosos quanto à capacidade de impedir abusos e combater desmandos.

Formar o Comitê Local foi o primeiro passo para 2014. Um mau começo.

Nota do blog – Orlando Silva Júnior, ex-comunista e que agora deixa os capitalistas com mais de 20 indiciamentos em CPIS fazerem a festa. Sem dúvida o pior Ministro dos Esportes que o Brasil já teve. Lambedor dos poderosos e puxa saco de cartolas brasileiros. Cego por opção, não vê o que a Copa de 2014  será a maior roubalheira que esse país já teve.

Ano que vem  o ex-comunista sairá do governo. Com tudo o que deixou de fazer pelo esporte durante todos esses anos Orlando Silva já vai tarde.   O esporte brasileiro sinceramente  agradece a  sua saída.

O FIM DOS PONTOS CORRIDOS?

26/11/2010

Com o festival de “entrega-entrega” e malas brancas promovidas por clubes e seus abestalhados torcedores a fórmula de disputa dos pontos corridos está sendo seriamente questionada. Muitos já fazem campanha pela volta do “mata-mata”. Sistema que poderia anular qualquer tipo de maracutaia na disputa de um torneio. Será verdade?

O problema é bem mais sério do que simplesmente mudar a fórmula de disputa. Está se culpando o hospital mas não a doença. A falta de ética dos clubes e de torcedores que colocam a rivalidade acima de qualquer desportividade é o “X” da questão. Afinal de contas “entregadas” e malas brancas também ocorrem no sistema conhecido como mata-mata. Só não vê isso quem não quer. O que se deve questionar é a moral dos clubes que colocam times reservas há duas rodadas do fim do campeonato claramente com a intenção de prejudicar um rival que disputa um título.

Maracutaias também ocorrem em disputas eliminatórias. Quem não se lembra do triste jogo entre Alemanha x Áustria pela Copa de 1982? As duas seleções fizeram um autêntico jogo de compadres para se classificarem e eliminaram a Argélia. Na Copa de 2010 Espanha e Chile não se esforçaram depois que o resultado de 2 x 1 favoreceu ambos.

Pontos corridos – Mais vantagens que desvantagens

Desde que foi instituído em 2003, o sistema de pontos corridos finalmente deu um jeito no bagunçado futebol brasileiro. Desde 1971 na disputa do primeiro torneio vencido pelo Atlético Mineiro nenhuma fórmula de disputa se repetiu. A quantidade de clubes aumentava ou diminuia sem nenhum critério puramente técnico, apenas político. Viradas de mesa aconteciam frequentemente e clubes que estavam na terceira divisão automaticamente entravam na primeira. Foi o que ocorreu com o Fluminense em 2001.

Com os pontos corridos isso acabou. A CBF pela primeira vez em sua história conseguiu antecipar o calendário das disputas divulgando tabelas do campeonato brasileiro até mesmo seis meses antes da competição começar. Os clubes começaram a se organizar. A Série B, que sempre foi deixada de lado pela entidade e não tinha muito critério começou a virar um campeonato rentável, com grande audiência de público e cotas significativas de televisão. Clubes mais organizados começaram a vender todos jogos para a temporada a seus torcedores. O interesse na organização dos clubes aumentou passou a ser prioridade quando os times viram que a desorganização e o tradicional improviso de anos anteriores não apresentaria mais resultados. Quando times grandes começaram a disputar a série B eles viram que a coisa tinha ficado bastante séria e que “viradas de mesa” como ocorreram em 1993, 1995 e 2000 seriam carta fora do baralho.

Que se puna a falta de ética dos clubes

Independente da rivalidade dos torcedores o clube deve primar pela ética e pela desportividade. A rivalidade é sadia até certo ponto. Quando ela começa a prejudicar a própria instituição se deve questionar seriamente os seus critérios. Que a CBF puna disciplinarmente times que coloquem times reservas para prejudicar o seu rival. O que o Grêmio fez no ano passado com o Internacional foi de uma canalhice sem escrúpulos. Foi uma vingança dos tricolores gaúchos pelo fato do Inter ter jogado nas rodadas finais do campeonato de 2008 com o time reserva contra o São Paulo. O Grêmio perdeu o título para o tricolor paulista. Mas os gremistas se esqueceram de uma coisa: o colorado disputava a Copa Sul Americana e priorizou o torneio continental. Foi o campeão.

Mala branca – igualmente corrupta

Assim como a mala preta é uma forma de corrupção a mala branca é igualmente nojenta .

Se deve investigar seriamente os clubes que pagam times já desclassificados para se “esforçarem” contra outros times envolvidos na disputa de títulos. Isso muda seriamente os critérios técnicos e desportivos de uma competição. Que os clubes envolvidos sejam punidos.

Clássicos regionais nas última rodadas. Uma solução?

Talvez seja uma forma de acabar com o sentimento de “entrega” de torcedores e de clubes. Nenhum torcedor vai querer ver seu time “entregar o jogo” para um rival diretamente. Mas isso não deixa de ser uma solução mambembe e improvisada típica da cultura brasileira.

Mata-mata dá certo?

Sim, dá. Em disputas intercontinentais, Copas do Mundo e outros torneios é a melhor fórmula. Num campeonato nacional é questionável se ele seguir fórmulas de campeonatos anteriores no Brasil. Um clube não pode ser rebaixado apenas por 19 jogos. Se deve ter mais critério. Nos Estados Unidos, país onde se ganha mais dinheiro com o esporte todos os campeonatos são no sistema mata-mata. São rentáveis e atraem um enorme interesse da mídia, mas o sistema estadunidense é completamente diferente do resto do mundo. O que se tem lá não são clubes mas “franquias”. O dono do New York Nnicks pode achar que a cidade de Los Alamos lhe dá mais vantagens financeiras e pode trocar de lugar mudando igualmente o nome do time. Lá quem disputa os torneios são times que tem “mais bala” pouco importando os critérios técnicos. Tanto que em campeonatos como a NBA não há rebaixamento.

Na América do Sul quase nenhum país adota o mata-mata. Na Argentina, Chile e Uruguai se faz os famosos torneios Abertura e Clausura. Pontos corridos de apenas um turno, mas que premia a melhor equipe no momento. Nenhum desses países ou na Europa reclamam do sistema de pontos corridos.

Em suma se está aplicando a injeção no braço errado. Tanto faz a fórmula de disputa. O que se deve combater é a falta de espírito esportivo dos clubes. O futebol também é negócio e o que uma empresa de grande porte vai pensar num time que falta com a ética ao “entregar o jogo” e se prejudica para atender aos desejos da massa ? Só lembrando, quando a torcida do São Paulo gritou “entrega o jogo” no campeonato paulista de 2004 qual era o sistema do campeonato? Sim, amigos. Grafite salvou o Corinthians no bom e velho mata-mata.

ps- Guina, um colega e internauta  do blog deu uma solução sensacional para acabar com a “falta de “motivação” de certos clubes. Vejam a proposta.

 

1º ao 3º – Libertadores
4º ao 9º – Sulamericana (ela leva o campeão a Liberta.)
10º ao 14º – Copa do Brasil (ela leva o campeão a liberta)
15º ao 16º – Disputa um quadrangular ida e volta com o 7º e 8º da série B, por uma vaga na copa do Brasil.
17º ao 20º – Só disputam o estadual A copa do Brasil, teria os representantes até o 4º colocado de cada campeonato estadual, ficando a vaga ao colocado subsequente, caso o time já esteja classificado pela nova tabela de colocação dos campeonatos das séries A e B. Não sei se é o mais correto, mas seria a melhor solução para o jeitinho brasileiro de ENTREGAR. Sem contar que não alteraria o calendário nacional (alguns times teriam tempo para reestruturar), e seria legal pacas ver seu time lutando o tempo todo. Seja para ganhar, participar da próxima competição, ou simplesmente não cair. Taí minha contribuição aos velhinhos da CBF e Federações.

ELES TEM A FORÇA!

25/11/2010

Ernando comemora a virada: O rebaixado Goiás pode conquistar o maior título de sua história

Quem apostaria que o Goiás pudesse aprontar uma artimanha contra o Palmeiras na noite de ontem? O time esmeraldino jogou com muita raça e contrariou todas as previsões dos especialistas. Venceu o time de Luis Felipe Scolari por 2 x 1 e está na final da Copa Sul Americana.Um feito histórico, de um clube que acaba de ser rebaixado no campeonato brasileiro e que vive uma crise institucional sem precedentes em sua história.  O futebol é mesmo um esporte apaixonante e supreendente.

O Goiás se superou na partida, mas no primeiro tempo assistiu  um Palmeiras melhor. Com um toque de bola mais eficiente e com rápidas jogadas no meio campo e nas laterais,  o palestra parecia dominar a vantagem feita no Serra Dourada.  Edinho fez uma grande partida e fez um lançamento milimétrico para Luan marcar. Parecia que a final estaria próxima para o time paulista. Mas o Goiás não se entregou e passou a alçar bolas na área onde o “He-Man” Rafael Moura ganhava todas as bolas da defesa palestrina. Numa nessas bolas Carlos Alberto empatou e o caldo dos mais de 38.000 palmeirenses presentes no Pacaembu azedou.

No segundo tempo o alviverde paulista entrou irreconhecível. O meio campo não armava mais nenhuma jogada. As chances de gol rarearam e o time parecia abalado psicologicamente. O centroavante Kléber como sempre brigou atrás da bola mas fez conclusões ridículas ao gol. É um falso craque. O atacante palestrino é apenas um jogador  de médio talento e só. Não merece toda a idolatria da torcida do Palmeiras. Marcos Assunção, o melhor jogador do alviverde paulista foi implacavelmente anulado pelo esquema do Goias . Para piorar Felipão tirou o bom Lincoln e colocou o insonso Dinei que não pegou na bola durante todo o jogo. Uma alteração fatal e ingênua de um técnico rodado e campeão do mundo como Scolari. O gol da virada da equipe goiana aos 37 minutos foi a pá de cal no péssimo futebol palmeirense apresentado na segunda etapa.

A equipe do Parque Antártica não é ruim, mas não enche os olhos de ninguém. Scolari se esforçou o máximo para impôr a sua filosofia, mas o time palmeirense é limitado em vários setores, principalmente na defesa. O Goiás entretanto tem Rafael Moura, que pode não ser o melhor centroavante do mundo, mas que efetivamente cumpriu o seu papel e vem salvando a pele do Goiás durante vários jogos esse ano, principalmente na Copa Sul Americana. O time do Goiás foi  pura raça e mereceu a classificação.

Pela primeira vez o Brasil será representado por time goiano na final de um torneio continental. Possivelmente também pela primeira vez na história da Libertadores da América, veremos um time da Segunda Divisão do campeonato brasileiro disputando o maior torneio das Américas.

Que situação vive  o time esmeraldino. Vive o seu pior momento no futebol e ao mesmo tempo pode conquistar o maior  título da sua história. Isso é o futebol.

CAMPEÕES BRASILEIROS OU NÃO?

24/11/2010

A nomenclatura importa mais que o valor do título?

Bahia, Cruzeiro, Fluminense, Palmeiras e Santos recentemente fizeram uma espécie de “dossiê”junto a CBF para que os títulos da Taça Brasil (disputada de 1959 a 1968) e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa (ou Robertão e Taça de Prata) sejam reconhecidos como títulos brasileiros.

Confesso que tenho muitas dúvidas a respeito da reivindicação desses clubes. Portanto não esperem uma opinião definida desse blogueiro, porque nesse caso, estou na turma do muro. Afinal, porque eles querem algo que efetivamente eles já tem? Sim, porque a Taça Brasil e o Robertão eram os maiores torneios nacionais da época e tinham o mesmo valor de um campeonato brasileiro hoje. Qual a diferença? A nomenclatura? Isso não é desvalorizar algo que foi ganho no passado?

Pesquisei na internet e achei o blog do Odir Cunha. Um dos maiores historiadores do futebol brasileiro e santista de coração. O jornalista foi um dos responsáveis pela pesquisa e realizou o dossiê entregue para a CBF. Suas justificativas para uma homologação desses títulos são bastante plausíveis, mas algumas questões deixam muitas dúvidas. Por exemplo, é justo declarar um time “campeão brasileiro” tendo feito apenas quatro jogos como o Santos fez em 1963? Em 1967 e 1968 teríamos então dois campeões brasileiros já que a Taça Brasil e o Robertão foram disputados nesses anos? O Palmeiras então seria uma espécie de campeão de “Torneio Apertura e Clausura” em 1967 porque venceu ambas as disputas?

Muitos podem achar a questão bem simples, mas isso é um pepino nas mãos da CBF. Se ela reconhecer os times vencedores antes de 1971 como campeões brasileiros ela imediatamente vai estar dando aval ao título do Flamengo em 1987. Conquista que a entidade estupidamente não reconhece até hoje. A CBF vai comprar um briga jurídica pesada e bem feia com o clube de maior torcida do Brasil.

Há algumas semanas fiz um post sobre a Copa Intercontinental disputada antes da Fifa patrocinar a disputa. Afirmei que não se muda o passado e a história por causa de canetadas ou chancelas oficiais. Bem, pau que bate em Chico bate em Francisco. O futebol brasileiro começou bem antes de 1971 e temos vários exemplos de outros países em que campeões foram reconhecidos por títulos conquistados no passado como a Inglaterra e a Itália. Talvez o reconhecimento desses times como campeões brasileiros resgatem um passado glorioso no futebol brasileiro.

Na minha opinião “oficializar” ou não esses títulos não fará a menor diferença e não mudará absolutamente nada do que esses times já gloriosamente conquistaram. Santos e Palmeiras tem 9 títulos nacionais cada um. O Cruzeiro seis, O Fluminense três. O Bahia dois. O nome não importa. Os títulos estão lá para sempre e ninguém pode tirar o mérito deles e nem o seu passado. Se querem colocar o nome “brasileiro” em seus títulos tudo bem, pois isso não vai mudar absolutamente nada do que já foi feito pelos seus craques dentro do campo.

ÉTICA DO QUE?

24/11/2010

Está sendo bem curioso ver a reação de alguns corintianos depois do jogo em que o São Paulo foi derrotado pelo Fluminense por 4 x 1. Muitos afirmam que o São Paulo faltou com a “ética.”Ora caros torcedores…

Não foram vários de vocês que fizeram festa no ano passado depois que o Corinthians perdeu para o Flamengo por 2 x 0 em 2009? (Apesar do resultado ter mais prejudicado o Internacional do que o São Paulo que só dependia dele?) Não foram vocês não vibraram com o anúncio de que o estádio de Itaquera vai ser construído com dinheiro público? Que moral alguns desses torcedores tem de cobrar ética de alguém? Quer dizer que quando é a favor a ética não existe, mas quando a situação é contrária ela é exigida? Cada um tem a ética que lhe é mais conveniente. Mas todos se esquecem que ética é uma só.

O que a torcida do Corinthians fez ano passado foi vergonhoso assim como a “festa” da torcida são paulina no domingo passado foi uma vergonha também. Em suma nenhum dos torcedores tem moral pra cobrar “ética” de alguma coisa agora.

Ps– Um recadinho aos homens das cavernas do período pré-cambriano que vem aqui vociferar e ranger os dentes no blog. Debata na boa sem ofender porque não vou ser educadinho. Se debater com educação será bem vindo, mesmo que tiver opinião contrária. Mas se xingar vai ser limado do blog. Por que? Porque quem manda nessa porra aqui sou eu! E se você não sabe usar uma ferramenta da internet para um debate democrático nem perca seu tempo vindo aqui.