NEM TANTO NO CÉU…NEM TANTO NO INFERNO!

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Depois da desclassificação do tricolor na Libertadores da América veio uma enchurrada de xingamentos e ranger de dentes de blogs de torcedores  contra o atual presidente do clube, Juvenal Juvêncio.

De fato, o atual mandatário do São Paulo FC fez escolhas infelizes ao longo de seu mandato. Pisou em cima do estatuto do clube ampliando de dois para três anos o tempo de duração de um presidente no poder. Não respeitou o o novo Código Civil brasileiro e por isso está tendo o seu mandato questionado na justiça. Prometeu mundos e fundos. Um patrocinador com mais de 35 milhões de reais que nunca veio.  Fez artimanhas para que o Morumbi fosse aprovado para a Copa e fez um jogo de gato e rato com Valcke e Ricardo Teixeira. Até aqui parece que perdeu a batalha para a escolha do estádio são paulino para o mundial 2014.

A filosofia atual do clube de comprar refugos indicados por Mílton Cruz parece estar azedando. Em 2005 quando os clubes ainda engatinhavam na lei Pelé,  o São Paulo soube aproveitar muito bem a montagem do time e foi campeão mundial. Mas essa foi a exceção da regra. Nos anos seguintes fomos vendo times cada vez piores e “competitivos” ganhando três brasileiros seguidos com uma defesa sólida, volantes marcadores e um atacantes esporádicos. Claro que o tricolor teve méritos, mas o nível do campeonato brasileiros  nesses últimos anos caiu vertiginosamente de produção.   O melhor entre os piores se destacou.

Mas o futebol brasileiro sempre brilhou pela sua arte e por sua capacidade ofensiva. Logicamente que o domínio de uma “equipe competitiva” não iria durar muito tempo. Ano passado, com o talento do veterano Petkovic e Adriano o Flamengo foi hexacampeão. Esse ano vimos o surgimento de uma nova geração de jogadores na Vila Belmiro. Um bando de garotos jovens e audaciosos que venceram os experientes atletas do  São Paulo FC em mais de cinco oportunidades mostrando que o “futebol de resultados” e o marasmo que rondava o futeb0l brasileiro estavam com os dias contados.  Os títulos santistas do campeonato paulista e da Copa do Brasil confirmaram isso.

Juvenal tem recebido críticas cada vez mais ácidas contra a sua atual administração. De fato,  muitas de suas decições são péssimas, mas vamos com calma. Juvenal não é e nunca será um Eurico Miranda. E muitas acusações como uma suposta “arrogância” são exageradas. Juvenal tem peitado entidades como a Federação Paulista de Futebol, cujo presidente, um declarado palestrino fervoroso e irresponsável fez uma falsa acusação contra o São Paulo FC alegando que o clube subornou o árbitro Wagner Tardelli com um ingresso de um show da Madonna.

Uma acusação que jamais foi provada e que fez o STJD suspender o dirigente que nunca fez questão de investigar o escândaloso “caso do gás” em que se suspeita que um integrante da torcida organizada do alviverde jogou um gás de pimenta no vestiário são paulino nas semifinais do campeonato paulista de 2008. Um ato sujo e covarde que deveria ser prontamente investigado pela federação, que fez vista grossa para o fato já que o presidente da FPF é palmeirense, filho de um jogador campeão paulista  pelo clube em 1942. Nada contra o time para que ele torce. Mas sim por sua postura indigna do cargo de presidente da Federação Paulista.

Outra batalha é contra a Confederação Brasileira de Futebol, ou melhor,contra Ricardo Teixeira, esse sim um dirigente de longa permanência e que por vinte anos comanda  os destinos do futebol brasileiro. Uma entidade que nunca deu um centavo aos clubes, que nunca promoveu ajuda para o desenvolvimento do futebol no país. Pelo contrário, se favoreceu de taxas de transferências de atletas cada vez mais jovens que vão precoces para o exterior.

O São Paulo que sempre foi oposição a Teixeira, amenizou as críticas quando o Morumbi foi candidato a ser uma das sedes do Mundial. Pura politicagem. Mas Teixeira, vingativo e rancoroso quis tomar para si o controle do último baluarte de independência dos times brasileiros: o clube dos 13. Óbvio que Juvenal não poderia deixar que Teixeira controlasse as cotas de televisão, uma das maiores fontes de lucro dos pré-falidos clubes brasileiros atualmente.

Conseguiu vencer a batalha, mas Teixeira não deixou por menos e excluiu o Morumbi, melhor estádio do Estado de São Paulo da Copa no Brasil. Detalhe: o comitê da Copa é formado por Ricardo Teixeira e sua filha, além de elementos de sua total confiança.  Ou seja, um COL nepotista.

Melhor a “arrogância elegante” de Juvenal do que os xingamentos de Andrés Sanchez e Luiz Gonzaga Belluzzo.  Sanchez, uma das crias do condenado pela justiça Alberto Dualib foi um dos mais fervorsos apoiadores da MSI. Uma parceria nebulosa que levou o Corinthians à segunda divisão do futebol brasileiro.  Depois de eleito presidente do clube, Sanchez não faz outra coisa a não ser atacar a instituição do São Paulo FC, seja por suas ironias ou vídeos em festas de aniversário do clube. Essa sim uma tremenda demonstração de arrogância e falta de civilidade. Coisa que nem o saudoso Vicente Matheus fazia em seus melhores momentos.

O presidente palmeirense Belllzzo não fica atrás. Foi filmado numa festa de aniversário da torcida organizada de seu clube  gritando em “matar os bambis”, numa clara demonstração que seu sangue de torcedor supera a sua razão como economista e presidente de um dos maiores clubes do estado de São Paulo.  Eu me pergunto, se Juvenal é arrogante, os presidentes dos clubes rivais são o que: simpáticos?

Juvenal Juvêncio fez muitas escolhas erradas e está pagando por atos gerados por sua teimosia. Particularmente acredito que o estado de coisas só vai mudar no São Paulo quando ele sair da presidência em 2011.  Mas não exageremos.  Juvenal foi um excelente diretor de futebol. Foi ele que montou o time bicampeão brasileiro em 1986 a ajudou Marcelo Portugal Gouveia a formar a equipe tricampeã mundial em 2005.

Portanto não se está falando de um dirigente mambembe qualquer.  Ele tem experiência e vivacidade nos trâmites cada vez mais sujos do futebol nacional.  Portanto, vamos com calma, nem tanto no céu e nem tanto no inferno.  Em 2011 teremos eleições DEMOCRÁTICAS no clube novamente. Seus erros são referentes a uma filosofia de trabalho dentro do São Paulo Futebol Clube.  Muito diferente de certos times grandes do Brasil, que por muito tempo tiveram e continuam tendo maus exemplos na sua direção.

Menos pessoal…menos…

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