Archive for março \30\UTC 2010

A MÃO DE DEUS E UM PÉ DOS DIABOS

30/03/2010

Maradona vence Shilton: a "mão de Deus" derrota a Inglaterra

Pobre Inglaterra!

A Primeira Ministra Margareth Teacher mal havia sabido no vespeiro que havia se metido ao vencer a Argentina na guerra pela posse das Ilhas Falkland (chamado de Malvinas pelos portenhos). Orgulho platino ferido é fogo! É a pior coisa que se pode enfrentar. E a vingança argentina não tardaria a chegar. No dia 22 de Junho de 1986 ela aconteceu e pelas mãos (sim pelas mãos) de um baixinho genial chamado Diego Armando Maradona. Copa do Mundo no México, 1986, 114. 580 pagantes batem o recorde de público do torneio para ver o jogo Argentina x Inglaterra pelas quartas-de-final da Copa. De um lado a Argentina de Diego Maradona, Valdano e Burruchaga.

De outro a Inglaterra do artilheiro Gary Lineker e do goleiro Peter Shilton. Ambas as equipes haviam feito boas campanhas até ali. O time sul americano havia vencido seu arqui-rival Uruguai pelas oitavas por 1 x 0 e o “english team” havia detonado o pobre Paraguai graças ao talento de Gary Lineker. Vinte anos atrás esses mesmos países haviam feito uma partida polêmica. Em 1966 o atacante aregentino Rattin havia sido expulso injustamente e o selecionado sul americano foi covardemente chamado de “animais” pelo técnico inglês após a vitória do time britânico por 1 x 0.

Agora 20 anos depois a Argentina tinha a chance da desforra. Mas ao invés de bombas, mísseis ou declarações extra campo a equipe platina tinha Diego Maradona, até ali o melhor jogador da Copa do México em 1986. A Inglaterra conhecia todo o seu potencial e o técnico Bobby Robson  colocou os seus melhores volantes Samson e Hoddle para marcá-lo.  A princípio essa forte marcação estava obtendo resultados. Maradona estava elétrico mas o resto do time não. A Argentina teve poucas chances de gol e o goleiro Shilton fez poucas defesas. O mesmo se aplicava ao goleiro Neri Pumpido da Argentina que mal sujou a sua camisa número um, pois as bolas não chegavam aos pés do implacável  Gary Lineker.  Os esquemas se assemelhavam muito e o primeiro tempo se tornou morno, num lento e bocejante 0 x 0.

Maradona: nem mesmo um canhão poderia pará-lo

Talvez por uma bronca trovejante do técnico argentino Carlos Billardo, talvez pelo ímpeto de Maradona e dos outros jogadores da seleção, a Argentina voltou completamente diferente no segundo tempo. Mais aguerrida, mais comprometida com a vitória, o time platino e principamente sua maior estrela foram para o segundo tempo dispostos a vencer.  A marcação especial sobre Maradona não estava produzindo mais resultados.  O camisa 10 da Argentina estava infernal como se carregasse na costas toda a chama vingativa da derrota das Malvinas. Maradona pouco se importava com  a marcação inglesa, tocava a bola e se movimentava constantemente, deixando maluca toda a retaguarda britânica, o gol parecia inevitável e saiu da forma mais esdrúxula e absurda possível. Maradona tocou para Jorge Valdano que não conseguiu dominar a bola perto da grande área. Afobado, o meio campista inglês Hodge espanou a bola para o alto. Shilton no alto de seus 2 metros ia alcançar a pelota, mas o baixinho Maradona teve a ousadia de disputar a bola com o arqueiro inglês. De repente Maradona levanta a sua mão esquerda e toca maliciosamente na bola. Ela e entra e o por incrivel que pareça o árbitor egípicio Ali Bennaceur valida o gol. Maradona corre para comemorar  olhando para o árbitro denunciando a sua malandragem para o mundo. Mas o egípcio corre impassível no meio de campo para desespero dos jogadores da Inglaterra.

Maradona: o gol mais polêmico das Copas

Mas o pior para os súditos da rainha Elizabeth ainda estava por vir. Dois minutos depois Maradona ia entrar para a história do futebol mundial definintivamente. Ainda no meio de campo da Argentina, Maradona usa a sua esquerda e passa por Hoddle e Reid, arranca velozmente e dribla o zagueiro Butcher que depois da jogada corre desesperadamente atrás do 10 argentino. Maradona chega na área inglesa e dribla Fenwick só encontrando a sua frente o goleiro Shilton que também é impiedosamente driblado e toca no gol inglês, sendo acertado por Butcher tarde demais. O estádio Azteca aplaudia de pé a jogada do monstro Diego Armando Maradona. Um golaço e histórico que foi considerado pela FIFA o gol mais bonito do século. 2 x0 e a Inglaterra finalmente, caía diante da nação portenha.

Talvez maravilhados pela exibição de seu meia, a Argentina apagou. Bobby Robson agiu rápido e substituiu Trevor por John Barnes, o primeiro negro a jogar pela seleção inglesa em Copas do Mundo. E ele não decepcionou dando velocidade e usando a ponta esquerda para penetrar na defesa sul americana. Em uma dessas investidas Barnes cruzou e o artilheiro Lineker tocou para as redes fazendo seu sexto gol na Copa do Mundo, 2 x1.  Barnes continuou a infernizar a vida dos argentinos. Nos momentos finais ele repetiu a mesma jogada e Lineker errou a cabeçada. Por muito pouco a Inglaterra não empata e estraga o brilho de Maradona. Fim de jogo. Argentina vai para as semi-finais e comemora muito a classificação. Questinado sobre o gol ilegal, Maradona responde que fez o gol com a cabeça e com a “mão de Deus”. Nada mais correto, afinal de contas o meia argentino é considerado um Deus por seus compatriotas, então, a mão foi dele sim. E as Malvinas finalmente eram um passado distante.

ps-Confiram abaixo a narração antológica do segundo gol argentino. Uma narração emocionate e cheia de vibração. Sensacional.

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NO CALOR DE SEVILHA

30/03/2010

Brasil de 82: um time inesquecível

Sevilha, Estádio Sanchez  Pizjuan, a seleção brasileira inicia a sua caminhada na Copa do Mundo de 1982 contra a União Soviética. O time comandado pôr Telê Santana era considerado um dos favoritos para vencer o torneio, sediado na Espanha recém democratizada e tinha no seu plantel verdadeiros craques como o meia atacante Zico e dos laterais Júnior e Leandro do Flamengo, campeões mundiais interclubes em 1981.  Na defesa o time contava com o experiente goleiro Valdir Perez e o zagueiro Oscar do São Paulo, além do meio campista Falcão da Roma da Itália e do “Doutor” Sócrates  do Corinthians, capitão da equipe. Antes da Copa, o Brasil impressionou a mídia esportiva com uma excursão vitoriosa na Europa em que a equipe derrotou os times da França e Alemanha dentro da casa dos seus adversários. Depois a equipe canarinho disputou o Mundialito no Uruguai e goleou a Alemanha por 4 x 1, perdendo só para os donos da casa na final. A classificação para a Copa do Mundo foi relativamente fácil. Bolívia e Venezuela não foram páreo para o talento do time brasileiro.

Sócrates passa pela defesa soviética e marca: golaço

Assim no dia 14 de Junho de 1982 a  seleção brasileira estreou na Copa da Espanha contra a organizada seleção da União Soviética. O time soviético era considerado forte e perigoso, no gol,  o goleiro Rinat Dasaev do Spartak Moscou, considerado o melhor goleiro soviético desde a aposentadoria do “aranha negra” Yashin.  No ataque o time do leste tinha os perigosos Ramaz Shengelia do Dínamo Tbilisi e Oleg Blokhin do Dínamo de  Kiev, atacante soviético de maior destaque na Europa. O Brasil tinha tudo para fazer uma grande estréia na calorenta cidade de Sevilha, ela aconteceu, mas com contornos mais dramáticos do que se poderia esperar…

Naquele jogo o Brasil conseguiu uma das mais significativas viradas em Copas do mundo e começou a mostrar ao mundo um time que pôr muitos anos ficou gravado na memória de todos os brasileiros. O juiz costarriquenho Lamo Castillo apitou o início da partida e ambos os times estavam nervosos em campo. O Brasil começou com uma boa iniciativa e Zico fez uma boa jogada no ataque obrigando o goleiro Dasaev a fazer uma boa defesa.  Logo em seguida o centroavante Serginho do São Paulo não conseguiu escorar um cruzamento que veio da direita.  A partir daí o ímpeto brasileiro se enfraqueceu e não conseguiu mais passar pelo forte bloqueio soviético.  O time europeu passou a amortecer as jogadas e a tocar a bola frente à defesa brasileira procurando uma possível brecha onde o atacante Blokhin pudesse atravessar.  Numa dessas brechas o atacante  Ramaz Shengelia avançou perto da área mas foi seguro pelo zagueiro Luisinho. Pênalti que o costa riquenho Lamo Castillo preferiu não validar.

A barreira soviética se arma contra Éder: o canhão da Copa

Os soviéticos passaram a tocar mais a bola perto da área brasileira até que o meia campista Bal, recebeu uma bola e chutou despretensiosamente a bola. Ela veio forte mas defensável, principalmente para um goleiro experiente e rodado como Valdir Perez. Mas ao tentar encaixar a bola, o goleiro da seleção brasileira viu a bola lhe escapar sobre as suas luvas. Gol da União Soviética e um frango histórico do goleiro canarinho.  Depois do gol o Brasil se desconcentrou e não conseguiu mais produzir jogadas que ameaçassem a defesa “russa”. O primeiro tempo terminou 1 x 0 e com uma incerteza sobre o time  brasileiro. Ele conseguiria jogar bem? Ele alcançaria uma virada?
No segundo tempo o técnico Telê Santana sacou o improdutivo Dirceu e colocou o endiabrado atacante  Paulo Isidoro do Grêmio. Com a ajuda do lateral Leandro, o Brasil passou a alternar os ataques pelas pontas, ora com Leandro e Paulo Isidoro pela direita, ora com o ponta Éder pela esquerda.

O time soviético começou a se sentir pressionado pêlos constantes ataques brasileiros e o toque de bola de Sócrates,  Zico e do talentoso volante Paulo Roberto Falcão. Em um lateral jogado para dentro da defesa soviética, dois zagueiros tiraram afobadamente a bola. Sócrates pegou a sobra e driblou dois a adversários emendando um petardo  indefensável  de fora da área. O time verde e amarelo empatava aos 30 minutos levando alívio para a torcida brasileira.

Éder manda a bomba e a virada: gol antológico

Com o empate o time sul americano continuou investindo nas jogadas pelas pontas, sempre barrando na boa defesa soviética. Um empate parecia inevitável, até que aos 43minutos da segunda etapa, Paulo Isidoro toca uma bola da ponta para o meio. Falcão numa consciência digna de sua elegância vê Éder chegando livre a o seu lado e deixa a bola passar  entre as suas pernas. O atacante o Atlético-MG levanta a bola como se armasse um canhão e manda uma bomba do lado esquerdo  do atônito e paralisado Dasaev. O Brasil virava o jogo em dois a um. Fim de jogo e carnaval em Sevilha.  A partir daí, o Brasil e o mundo estavam conhecendo uma das maiores seleções de todos os tempos.

O DIA EM QUE A ALEMANHA PERDEU DA ALEMANHA

30/03/2010

Hamburgo, Copa do Mundo de 1974. Talvez uma das partidas mais surreais de todas as Copas. De um lado A Alemanha Ocidental, sede do mundial, capitalista e rica e com jogadores profissionais.  Do outro a Alemanha Oriental, comunista, país dirigido à mão de ferro pelo secretário Erich Honecker e que contava com jogodores amadores que vinham de equipes da policia secreta ou exército socialista alemão como  Dínamo Dresden e Dínamo Berlim. Frutos da divisão da Alemanha pós-guerra entre as superpotências EUA e URSS,  as duas Alemanhas representavam no seu modo mais puro conceito da “Guerra Fria”, a disputa entre capitalismo  e o socialismo.

Sorteadas no mesmo grupo 1 ao lado de Austrália e Chile, as duas Alemanhas conseguiram resultados expressivos contra os autralianos e sul americanos.  A Alemanha Ocidental (ou República Federal da Alemanha) venceu o Chile por 1 x 0 e passeou contra a estreante Austrália, 3 x0. Apesar de duas vitórias o futebol apresentado pelos donos da casa não agradaram a torcida e críticas choveram ao técnico Helmut Schöen.
A Alemanha Oriental (ou República Democrática da Alemanha) venceu a Austrália por 2 x 0 e empatou com o Chile em 1 x 1. Tudio indicava que o  embate final do grupo seria uma barbada para o lado capitalista, mais experiente e cheio de craques, como o lendário capitão  Franz Beckenbauer e o “bombardeio” Gerd Müller.
Não foi o que aconteceu no dia 22 de Junho de 1974 quando Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental se enfrentaram para decidir a primeira colocação do grupo 1.   O lado capitalista parecia apático, sem o razoável futebol apresentado na goleada contra a Austrália.   Já o lado comunista estava firme e determinado na vitória. Atacava com mais precisão e disputava com mais afinco as divididas. A torcida da casa não parecia entender o que estava acontecendo com o seu time. Mesmo assim parecia que o lado dos “compatriotas comunistas” não teria capacidade de superar a Alemanha capitalista, ledo engano. Aos 23 minutos do segundo tempo, o meio campista Jürguen Sparwasser se livrou da forte marcação da defesa ocidental e conseguiu passar uma uma brecha, tocando no canto esquerdo de Sepp Maier , gol da Alemanha Oriental.

Sparwasser vence Maier: vitória dos comunistas

A Alemanha Ocidental, mesmo com o placar desfavorável, continou apática e sem determinação o que levou a uma partida morna  até o apito final do árbitro Ramon Barreto do Uruguai. O lado comunista tinha levado a melhor. Uma vitória histórica, segundo o governo do lado comunista, do “socialismo sobre o capitalismo”.  Sparwasser se tornou herói nacional da noite para o dia e mais uma vez o esporte foi usado como máquina de propaganda política.

Sparwasser anos depois com a camisa que lhe deu fama


Porém o que se viu no restante da competição foi a derrocada do lado comunista e a vitória absoluta da Alemanha Ocidental. Como primeira colocado do grupo 1 a Alemanha Oriental pegou pedreiras como a melhor equipe do torneio, a Holanda,  a Argentina e o até então campeão Brasil na segunda fase. Resultado: duas derrotas, um empate e um 6 º lugar. Já a Alemanha Ocidental não teve que se preocupar com os sul-americanos e tiveram uma vida mais mansa com Súecia, Ioguslávia e Polônia. Resultado: O bicampeonato Mundial sobre a Holanda na final.

Depois dessa partida histórica entre as duas Alemanhas o lado ocidental conquistou mais 1 europeu de seleções e foi finalista em mais duas copas do mundo. Já a Alemanha comunista nunca mais se classificou para uma Copa do Mundo, conquistando no máxino uma medalha de ouro na Olímpiada de Montreal em 1976 e uma medalha de prata em em Moscou na Olimpiada de 1980. Com a queda do muro de Berlim em 1989, as duas Alemanhas começaram a se unir como uma só. Em 1990 quando Lothar Matheüs ergueu a terceira taça da Alemanha Ocidental em Roma, muitos alemães do lado comunista comemoraram o título. Sinal do prenúncio do que estava por vir e por fim aconteceu meses depois. As duas Alemanhas finalmente corriam pela bola como uma só nação.

DRAMALHÃO À VISTA!

30/03/2010

Galera, os jogos seguintes do tricolor serão um teste pra cardíaco. Afinal de contas o tricolor está bem pior do que o ano passado.  Se o Muricy era retranqueiro pelo menos sabíamos o modo como o time ia jogar.

Agora não. O São Paulo é uma incógnita a cada jogo. Um dia joga mais ou menos, outro dia joga mal pra caramba. Veja o que eu escrevi, um dia joga “mais ou menos”, nunca vi jogar bem.

Pois vamos aos fatos. Pela Libertadores vai encarar o Monterrey. Parada indigesta.  Os “Rayados” é um dos clubes mais organizados do México.  Ao contrário do jogo do Morumbi os mexicanos vem com o time titular.  Jogo complicado e que certamente vai definir os rumos da classicação ou não do tricolor para a segunda fase.

Depois pelo campeonato Paulista,  o São Paulo pega o Botafogo e o Santo André. Simplesmente os dois mais fortes times do interior no torneio. O Botinha ainda luta pela classificação e o Ramalhão já está nas semifinais em segundo no campeonato.  Pra piorar, o Corinthians, concorrente direto na classificação, pega as babas Ituano e Rio Claro nas últimas duas rodadas. Ou seja, um empatezinho vagabundo pode ser fatal para as pretenções do São Paulo ir para a fase final.

E dependendo do resultado do jogo contra o Monterrey,  a partida contra o Once Caldas no próximo dia 24  pela Libertadores pode ser de vida ou morte. O time colômbiano é bom. Um dos melhores da primeira fase. E todos sabemos que nesse ano a segunda colocação não é garantia de classificação no maior torneio da América do Sul esse ano.

Com o futebolzinho que o sampa está jogando…Meu Deus! Não quero nem pensar.

Dá pra entender a situação? Nem em dramalhão mexicano amigos…

TROFÉUZINHO PRA ELE!

29/03/2010

Eu nem ia dar opinião sobre esse caso. Mas o que dizer do diretor da Locaweb Alex Glikas que ofendeu o São Paulo via Twitter depois de um jogo em que a mesma empresa patrocinava o tricolor?

Ah Ah Ah Ah.

Eu nunca pensei que o troféu Equines Rimet fosse reaparecer tão rápido, mas esse cara merece. Deve estar com os ouvidos podres de tanto ouvir bronca.  Se eu fosse o Juvenal eu seria bem filha da puta e cancelava esse patrocinio só pra esse imbecil ser demitido.

Mas como o Juvenal disse na Placar um dia.  O São Paulo é um “time elegante”.  Os caras xingam, humilham e até pisam camisa são paulina e o Juju fica na dele.  Paciência. Acho que ele tem até um pouco de razão. Agir como o Belluzzo pode dar merda.

Alex…esse troféu vai pra você.  Você merece camarada.

VÁ EM PAZ MESTRE ARMANDO

29/03/2010

Armando Nogueira: um craque do jornalismo

Faleceu hoje um dos maiores jornalistas da história do Brasil.

Armando Nogueira, apesar de nunca ter sido um futebolista era um craque.

Um gênio das palavras,  um apaixonado pelo futebol, que transformou as partidas em poesia. O que já era bonito nas quatro linhas virou épico nas mãos de sua velha máquina de escrever Olivetti.

Vai deixar saudades. Em tempos de jornalismo “Murdochiano” e predator de hoje,  em que uma fofoca vale mais que uma notícia,  o amor de Armando ao jornalismo correto, imparcial e literário vai fazer muita falta.

Afinal como esquecer frases suas como “Pelé deixou de ser substantivo e virou adjetivo” ou “Se Pelé não tivesse nascido homem, teria nascido bola”. Enfim, o Brasil perdeu uma referência. Vai em paz mestre Armando Nogueira.

CAPÍTULO AMARGO

29/03/2010

Washington sai sangrando após expulsão: Tabu mantido

Mais uma vez o São Paulo perdeu para o Corinthians no Pacaembu no finalzinho do jogo. Isso lembra bem um jogo no ano passado não é? Parece que desde 2009 para cá as coisas não mudaram. Pelo contrário.

O São Paulo de 2010 é esse. Um time irregular sem criatividade ou pegada no meio campo. Um treinador meia boca, que apesar de ser um gentleman  não tem títulos de expressão no futebol.   Para piorar o Corinthians igualou o número de vitórias no Pacaembu no  clássico Majestoso. Ou seja, uma das poucas vantagens que o tricolor tinha sobre eles foi para o saco. Pelo menos por enquanto.

O Corinthians foi muito melhor no primeiro tempo. Ensaiaram até uma goleada, mas o tricolor reagiu e diminui a vantagem. No segundo tempo o frangaço de Rogério Ceni (sim, frangaço!!!) foi um balde de água fria nas pretensões tricolores. Mesmo assim o São Paulo capenga com a inoperância vergonhosa de Dagoberto e o jogo horrível de Cléber Santana  empatou o jogo. Detalhe: em dois gols de bola parada. O que mostra que o São Paulo não tem muitas  jogadas ou opções quando atua contra um time completamente fechado e mortífero no contra ataque.

O São Paulo de 2010 deixa a desejar.  Tem um elenco mas não tem um time. Não tem patrocinador fixo,  não tem fibra, não tem alma e ainda não venceu  um único clássico esse ano.  Mesmo assim  depende só dele para se classificar para as semifinais. Vai conseguir? Difícil saber. A esperança é que em 1989 o São Paulo não venceu nenhum clássico e foi campeão paulista contra o São José. Mas vendo como o tricolor se comporta hoje e com o técnico que comanda a equipe  dificilmente essa façanha vai se repetir. Ricardo Gomes é um Lazaroni piorado. Um técnico sem alma de campeão.

Quanto ao Corinthians fez uma boa partida. Danilo jogou como nunca e mano e o time soube aproveitar as falhas grotestas da defesa são paulina.  Se repetir a atuação de hoje é um dos favoritos a faturar a Libertadores. Com o Internacional e Cruzeiro em má fase as chances aumentam.  Definitivamente o tal do tabu mudou de lado. De 2003 até 2007 só deu São Paulo.  De 2007 até hoje só deu Corinthians. Mais um capítulo do clássico de maior rivalidade no futebol paulista  na atualidade.

Troféu Equines Rimet – Vai para Ricardo Gomes. Eu preciso explicar? Então tá. Com um elenco que o São Paulo tem hoje é possível perder 4 clássicos além de tomar um nabo do Bragantino? Acho que nem Milton Buzetto daria um vexame desses.

A MOEDA CONTINUA CAINDO EM PÉ!

22/03/2010

Morumbi 2014: a moeda caiu em pé outra vez

Quero deixar bem claro que a minha explosão no post anterior não foi gratuita. Ela se justificou pelas milhares de notícias e posts indecorosos que eu li desde que o Morumbi anunciou a sua candidatura para sediar jogos da Copa do Mundo há 3 anos.  Alguns, claro do torcedores rivais, que se referem ao estádio do São Paulo como “Panetonne”, “ultrapassado”, entre outros termos chulos. Os mesmos torcedores  que  que viram seus respectivos times vencerem títulos inesquecíveis nele.  Afinal, o Corinthians celebra até hoje o gol de Basílio feito no Morumbi. O Palmeiras ganhou 3 títulos brasileiros ali e os torcedores do Santos relembram até hoje das pedaladas de Robinho no estádio são paulino.

Mas de repente o Morumbi deixou de ser “estádio neutro” para os presidentes dos clubes adversários. Como se o Corinthians nunca tivesse nos vencido lá até em finais de Campeonato Brasileiro como em 1990. E o Palmeiras idem em 1973. De repente os dirigentes babacas passaram a ver o Morumbi como uma La Bombonera brasileira. Inventado pressões que nunca existiram lá dentro. Nunca vi uma notícia de gás, chuveiro desligado, entre outras pressões comuns em jogos da América do Sul dentro do estádio são paulino. Pelo contrário, os clubes adversários são sempre tratados com cortesia e sem nenhum tipo de pressão do tricolor.

No entanto um rosário de maldades, proferidos principalmente pelo presidente do Corinthians, Andres Sanches passou a tratar o estádio como um alçapão qualquer. Talvez pelo fato de sua torcida não ter mais oportunidade de dividir o estádio com os são paulinos.  Fruto de um acordo comercial do São Paulo com a Visa. Pra quem não entende muito de pagar contas de luz do seu clube não é de se surpreender que o presidente alvinegro pouco entenda de acordos comerciais.

Também acho triste o Morumbi não ser divido em clássicos, mas a violência das torcidas e a necessidade do clube de tornar o estádio mais rentável economicamente falaram mais alto. Os tempos mudaram e o tricolor tem que mudar com eles. Se nem Belluzzo e Sanchez  entenderam isso o problema é deles. A campanha que ambos fazem contra o Morumbi se recusando a jogar lá é ridícula. Mostra mediocridade e falta de bom senso. Bom senso que falta aos dirigentes palmeirenses que empurram clássicos contra o São Paulo no acanhado Parque Antártica mas que recusam a jogar contra o Corinthians lá. Incoerência total.

O Morumbi é um estádio de todos os paulistanos. Claro, é um estádio particular. Mas duvido que algum torcedor dos quatro grandes de São Paulo não tenha tido uma bela recordação lá. Ofender o estádio são paulino é apontar a própria incompetência. Afinal qual o melhor estádio do estado de São Paulo? Se o Morumbi é ruim imagine os outros. E tenham certeza. Conheço muitos estádios em São Paulo e sei do que estou falando.

Agora vem a Copa 2014 e o Morumbi vai ser reformado. Mesmo contra a campanha ridícula de dirigentes paraquedistas e amadores dos clubes rivais, o tricolor seguiu em frente.  Fez 3 projetos. Demonstrou iniciativa e lutou apesar das chacotas dos dirigentes acéfalos, alguns inclusive que mal sabem o nome do bairro em que o estádio se encontra.  Algumas pessoas não aprendem mesmo. A moeda caiu em pé em 1943 e agora 67 anos depois ela continua caindo. Sinal que o tricolor não é apenas “o clube da fé”.

É o clube do trabalho e da eficiência.

CHUPA!!!

22/03/2010

 

Em primeiro lugar eu quero deixar um ..chupaaaa!!!!

Um chupa para todos os blogs babacas que se dizem donos da verdade mas que na verdade são imparciais.

Um chupa para todos os maus jornalistas, aprendizes de Rupert Murdoch, que se preocupam mais em polemizar a notícia do que investigá-la.

Um chupa a todos os jornalistas-torcedores, que noticiam conteúdos falsos com a camisa do seu time embaixo do paletó.

Um chupa aos veículos de comunicação que atendem a interesses excusos e noticiam inverdades para fazerem lobby de seus patrocinadores.

Enfim, um chupa a diretores de futebol fracassados e a presidentes de clube laranjas da máfia russa,  filhas da puta e invejosos.

O MORUMBI ESTÁ APROVADO PARA A COPA 2014!

 ENGULAM MAIS ESSA BABACAS!

A MÁSCARA CAIU

14/03/2010

Kassab: a cidade de São Paulo é demais para ele

Aos poucos a máscara do prefeito Gilberto Kassab (DEMOS) vai caindo.

Depois de dois anos de uma relativa adminstração em substituição do até então prefeito José Serra, vemos hoje uma cidade cheia de buracos apesar do IPTU e as tarifas do transporte público aumentarem.

Mas ontem vimos a verdadeira prova da falta de capacidade do prefeito. A prova da Indy 300 caminha para o fracasso depois que os pilotos da categoria constataram as péssimas condições do cirquito de rua e do asfalto da prova. Agora a prefeitura vai ter a madrugada toda para consertar algo que deveria ter sido feito há meses atrás.

Os treinos foram cancelados pela alta periculosidade do traçado. A corrida está seriamente ameaçada. Uma vergonha para a cidade de São Paulo que gastou milhões do erário publico para a realização de uma categoria B do automobilismo mundial.

Falta de planjamento, falta de bom senso e descuido do poder executivo com o dinheiro público.  Em São Paulo não tem jeito. Saimos da frigideira com a dupla Maluf /Pitta  e caímos no fogo com o petismo insano de Marta Suplicy e agora com a falta de competência do prefeito Kassab.

E  muitos paulistanos criticam os políticos do Nordeste achando que temos coisa melhor por aqui.

Uma verdadeira piada de humor negro.