O CAMPEÃO BRASILEIRO DE 1987

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Flamengo de 1987: dos onze titulares, dez atuaram na seleção brasileira.

Às vésperas do campeonato brasileiro terminar com o Flamengo tendo chances de conquistar mais um título brasileiro  uma discussão acalorada tomou conta do debate futebolístico nacional. Quem foi o campeão brasileiro de 1987?

Para a CBF e para a torcida do Sport Clube Recife foi o time pernambucano o agraciado. Para a torcida flamenguista e boa parte da imprensa foi o Flamengo.

Quem tem razão nessa história? Será que a chancela oficial da CBF na época encobre os verdadeiros fatos do campeonato brasileiro de 1987? Acreditamos que não.

O que vemos nessa discussão apaixonada  de 22 anos entre as duas torcidas rubro negras é um festival de erros e acertos de ambos os lados.

Sem paixões clubísticas ou arroubos de falsa moralidade vamos tentar destrinchar  o porque de tanta polêmica. E  porque a solução dessa celeuma poderia facilmente ter sido resolvida pela CBF e não foi.

Portanto vamos aos fatos.

Sport Recife em 1987 – um bom time mas sem o talento do Flamengo.

A CONFUSÃO

Desde os anos 70 o campeonato brasileiro tornou-se um torneio confuso, inchado de times das mais variadas regiões do país com regulamentos confusos e que se alteraram todos os anos. Para atender o apelo até político de alguns cabos eleitorais, a CBF não tinha o menor pudor em colocar mais um clube no campeonato atendendo as necessidades de muitos cartolas mancomunados com o poder e com a ditadura militar.

A frase “Onde a Arena vai mal,mais um time no nacional” não era uma simples falácia. Em 1979 o brasileirão vencido pelo Internacional teve até 90 clubes. Mais tarde a Fifa copiou o estilo “Heleno Nunes” (onde a Fifa vai mal, mais um time no mundial) e inchou a Copa com 32 seleções.

Em 1985 o Brasil se redemocratizou. Mas os velhos vícios e favores da Confederação Brasileira de Futebol continuavam. O poder da CBF era então dividido entre o ex-presidente da Federação Carioca de Futebol, Otávio Pinto Guimarães e o cartola Nabi Abi Chedid. Otávio era o presidente de direito, mas quem dava as cartas era Nabi.    Em 1986 o campeonato brasileiro teve nada mais nada menos do que 64 clubes.Muitos deles sem a menor representatividade no cenário nacional  como o  Sobradinho-DF e o Nacional de Manaus.

Os critérios de classificação para o brasileiro  eram confusos. Não havia uma segunda divisão. (claro, com tantos times numa só divisão era impossível ter outra). Para não perderem votos das federações,  a CBF sempre agraciava um clube com uma vaguinha. Pronto. Votos garantidos na próxima eleição.

Em 1986 o campeonato brasileiro só terminou em 1987 dada a falta de datas para disputar as partidas finais. O título ficou com o São Paulo após uma emocionante partida em Campinas onde o tricolor do Morumbi venceu o Bugre nos pênaltis após um empate de 3 x 3 no tempo normal. Foi o último campeonato brasileiro ‘helenístico” da história do futebol brasileiro.

A COPA UNIÃO

Cansados de tanta desorganização nas competições nacionais, os clubes grandes do Futebol brasileiro se uniram e criaram o “clube dos 13”,uma entidade que reuniria os 13 maiores times do Brasil (Flamengo, Vasco, Botafogo,Fluminense, Corinthians, São Paulo,  Palmeiras, Santos, Atlético-MG, Cruzeiro, Internacional, Grêmio e Bahia). Os idealizadores do evento? Carlos Miguel Aidar, presidente do São Paulo, Márcio Braga, presidente do Flamengo, Paulo Odone, presidente do Grêmio e pasmem…Eurico Miranda!! dirigente do Vasco da Gama.

O objetivo? Criar um torneio nacional longe dos parâmetros da dupla Nabi e Otávio. Um campeonato decente, com uma cobertura ampla da mídia. Com uma estrutura e marketing diferenciados que só beneficiariam os clubes de futebol e não a CBF. Os direitos das partidas seriam dados aos clubes e não a CBF como era antigamente. E somente os  13 clubes de maior tradição do futebol brasileiro poderiam participar. Times do cafundó do Judas estavam descartados. Os 13 grandes ainda adicionariam Goiás,  Coritiba e Santa Cruz.   Estava criada a Copa União.

A Copa União, o primeiro torneio nacional organizado pelos clubes: revolução no futebol

Mas a atitude rebelde dos clubes não foi digerida pela CBF com facilidade.  Pega de calças curtas a entidade procurou os presidentes das Federações Paulista, Carioca, Mineira e Gaúcha para pressionar os clubes rebeldes a aceitar um novo regulamento que incluía outros 16 clubes num módulo chamado “amarelo”.

A CBF ainda estava presa a seus velhos vícios e  mesmo debilitada financeiramente, resolveu tomar as rédeas da competição.  Aceitou parcialmente a rebelião dos clubes chamando a Copa União de “módulo verde” e criou mais 3 módulos, o amarelo, o azul e o branco para satisfazer a gritaria dos clubes que ficaram de fora da festa. Tudo isso para colocar os seus clubes “compadres” como no passado nem tão  remoto de 1 ano atrás .

Mas o clube dos 13 simplesmente ignorou o chororô dos cartolas e resolveu fazer o seu próprio campeonato com um apoio total da Rede Globo e da Coca Cola, principais patrocinadores do evento.  Talvez aí tenha se dado o maior erro dos organizadores: não incluir o Guarani de Campinas, vice-campeão brasileiro de 1986 e um dos maiores times do país na época e o América-RJ, semifinalista do mesmo torneio. O time carioca inclusive se recusou a participar do módulo amarelo, pois julgava que merecia era jogar também na Copa União.

Contudo o torneio prosseguiu e foi um enorme sucesso. Com jogos somente com clubes grandes,  a média de torcedores aumentou consideravelmente. A audiência dos jogos cresceu junto com o interesse da mídia.   Dos 16 clubes, quatro se destacaram: o Atlético Mineiro comandado pelo mestre Telê Santana, o Cruzeiro do proeminente meio campista Douglas, o Internacional de Amarido e o Flamengo de Zico. Desses quatro, o rubro-negro carioca se sagrou campeão após vencer o Internacional por 1 x 0 no Maracanã.

A maioria da imprensa esportiva não tem a menor dúvida: Flamengo é tetra

Em contrapartida o módulo amarelo foi um fracasso. Com pouco apoio financeiro da CBF, alguns clubes  participantes mal tinham dinheiro para viajar. Com muito custo, o SBT conseguiu negociar e transmitir as partidas finais.  Muitos jogos terminaram em W.O. e com a incerteza de que o torneio valeria alguma coisa Sport, Bangu, Guarani e Atlético-PR foram para as semifinais. Entre os quatro clubes, o time pernambucano e o bugre foram os finalistas e o que começou mal só poderia terminar pior ainda.

Sport e Guarani simplesmente DIVIDIRAM o título após um empate de 11 x 11 nos pênaltis no jogo final. Mesmo sem vencedor no módulo amarelo, a CBF exigiu que Flamengo e Internacional, os dois finalistas do “módulo verde” disputassem o título contra os compadres do módulo amarelo.

Sport e Guarani dividem o título do “módulo amarelo”: vergonha e falta de esportividade.

O Flamengo e Internacional, com o aval de todos os clubes participantes da Copa União, se recusaram a disputar a imposição da CBF. Claro, se ambos os clubes aceitassem a ordem da entidade estariam jogando por terra todo o planejamento e o sucesso do torneio.

Para os clubes dos 13 não existia módulo verde, amarelo, rosa ou azul turquerza. A Copa União era um torneio único, com começo, meio e fim. Seu campeão era único e absoluto já que a CBF não tinha qualquer vínculo com a competição.

Mas a CBF, por ranço e por vingança não deixou por menos. Impôs que Flamengo e Internacional tinham que disputar o “quadrangular” final.  Mesmo que Sport e Guarani se declarassem campeões do módulo amarelo por eles mesmos.

Mas se a própria regra da CBF afirmava que os campeões e vice do módulo verde    e amarelo deveriam se enfrentar e a regra não foi cumprida, o que fazer?  Por que se  há dois campeões e não um vencedor e  o vice como o próprio regulamento da CBF dizia, a continuidade da competição seria ilegal.

Sport e Guarani dividem o título: Como fazer um cruzamento sem campeão ou vice?

A CBF então fez uma mágica. Alterou a regra de um campeonato em andamento e declarou o Sport campeão do módulo amarelo pela melhor campanha. Ou seja, para tornar algo legítimo ela fez algo ilegítimo. Um absurdo.

Só lembrando, a Copa União começou em 1987 e terminou em 1987. O campeonato brasileiro da CBF nem saberia se começaria em 1987 e terminou em 1988, exatamente desorganizado como o anterior. E o pior declararia mais tarde o Sport, campeão da “Copa União” tomando para si mesma um torneio que foi organizado pelos clubes, não por ela. Uma sujeira sem tamanho.

O Sport venceu o Guarani por 1 x 0 e a CBF o declarou campeão brasileiro, colocando o rubro negro pernambucano e o Bugre na Libertadores da América.  Flamengo e Inter de Porto Alegre foram ignorados oficialmente.

Otávio e Nabi não engoliram de jeito nenhum a rebelião do clube dos 13 e tramaram nos bastidores a obtenção do título brasileiro para o Sport. Mesmo com o Conselho Nacional de Desportos legitimando o título do time carioca.

Sem dúvida, o título brasileiro mais dado de todos os tempos, pois o clube da Ilha do Retiro não  enfrentou adversários consideráveis. O Sport nem precisou enfrentar um clube grande  para conseguir o caneco.

O Flamengo ao contrário, combateu adversários mais fortes.  Teve dificuldades no início da Copa União mas foi se recuperando e cresceu da metade para o fim da competição. Atropelou o favorito Atlético Mineiro treinado pelo mestre Telê Santana em dois jogos. O segundo, uma partida antológica que você pode ver  abaixo.

O time do Flamengo era praticamente uma seleção brasileira.  Dez de seus 11 titulares vestiram ou vestiriam a camisa da seleção canarinho.  Jogadores como Bebeto, Leonardo e Zinho se tornariam tetracampeões  na Copa do mundo em 1994. Já no Sport, os destaques eram o zagueiro Marco Antônio, que teria uma passagem discreta no Palmeiras e o ponta Robertinho, que hoje ninguém sabe, ninguém viu.

O que tem mais valor? A chancela ou o mérito?

Para este blogueiro é o mérito. Pois nem sempre uma chancela oficial é honesta ou demonstra que o time que a recebeu a mereceu devidamente. Esse é o caso do Sport que na opinião desse blogueiro não é o legítimo campeão brasileiro de 1987, mesmo que tenha sido considerado pela CBF campeão de direito.

O Campeão, de fato é o Flamengo. Que enfrentou os maiores clubes. Venceu no campo, não dividiu título com ninguém e não teve ajuda de entidade nenhuma para ser o campeão.  O Sport recebeu o título de mão beijada. Não fez muito esforço, porém o clube do Recife não tem culpa das trapalhadas da CBF.

A solução? Declarar os dois times campeões.

Isso já foi feito antes em vários momentos do futebol brasileiro e em situações semelhantes. Se foi feito no passado, porque não o fazer agora? Não seria melhor deixar as duas partes satisfeitas e felizes do que continuar com essa discussão interminável?

Se a CBF tivesse tanta certeza do título da equipe pernambucana porque o São Paulo, pentacampeão brasileiro em 2007  ainda não recebeu a tão falada “Taça de Bolinhas”?

A taça de bolinhas: porque até hoje ela não tem dono?

Por que em 2000 em situações semelhantes, o Vasco foi legitimado campeão brasileiro pela CBF se ela não organizou o torneio?

De qualquer maneira a Copa União deixou frutos. Se hoje vemos um campeonato brasileiro de pontos corridos, com calendário antecipado e apenas 20 clubes disputando o título, devemos isso ao ato corajoso daqueles dirigentes que peitaram os desmandos da confederação brasileira da época.

Ignorar o título do Flamengo em 1987 é tentar passar a borracha em uma das histórias mais  gloriosas do futebol brasileiro.  Foi a primeira vez que se conseguiu ver uma ilha de sossego no meio de uma mar envolto em desorganização e desonestidade, pois a CBF não conseguia organizar um simples campeonato de botão.

Portanto se o Flamengo conseguir um título brasileiro para o futebol carioca depois de 9 anos, os torcedores rubro-negros poderão sim comemorar estufando o peito aos oito cantos do mundo.

Flamengo Hexacampeão Brasileiro de futebol.

13 Respostas to “O CAMPEÃO BRASILEIRO DE 1987”

  1. Paulo Says:

    Isso é coisa de flamenguista querer dividir um título que até a fifa reconhece como sendo do Sport!

  2. Marcelo Abdul Says:

    Paulo. Leia bem o post e verá que a melhor solução é proclamar os dois times campeões. Até porque o título único do Sport é questionável depois da vexatória “divisão de título” do módulo amarelo com o Guarani.

  3. italogcc Says:

    Sobre o jogo Sport x Guarani no módulo amarelo.
    Extraído de


    13/12/1987

    Na Ilha do Retiro, um incrível empate por 11 x 11 na decisão por pênaltis do Módulo Amarelo, entre Sport e Guarani. De maneira pra lá de incomum, os dirigentes dos dois clubes dividiram o título e encerraram as cobranças. Posteriormente, o Guarani (citado na súmula por abandono) abriu mão do título – para o jogo não ser impugnado – e em 22 de janeiro a CBF deu o troféu ao Rubro-negro.

    14/01/1988

    A 10ª Vara da Justiça Federal (JF) acatou a ação cautelar solicitada pelo Sport para que nem o Conselho Nacional de Desportos (CND) nem a CBF aceitassem qualquer deliberaçãodo novo Conselho Arbitral do Brasileiro de 1987 – convocado pelo Flamengo – para mudar o regulamento da competição, salvo se essa deliberação fosse por unanimidade.

    15/01/1988

    Dia histórico no caso, com a realização do Conselho Arbitral dos clubes para votar a modificação do regulamento do Brasileirão, excluindo o cruzamento dos dois módulos e confirmando o título do Flamengo. Dos 32 times inscritos, 29 compareceram e votaram. E apenas Sport, Guarani, Náutico, Fluminense e Vasco (esses dois do Clube dos 13) votaram contra a mudança. O número foi suficiente para manter o quadrangular, pois apenas a unanimidade mudaria o formato da competição. Porém, o CND, presidido por Manoel Tubino (falecido em 2008), declarou o Fla como campeão, por entender que bastava ter a maioria na votação. Uma ação contraditória, pois uma resolução do próprio CND afirma que era necessária a unanimidade (artigo 5º da Resolução nº 16/86).”

  4. Marcelo Abdul Says:

    Pois é. Tiveram que usar o tapetão para ser considerados campeões. Abandono do Guarani? Por que o árbitro não citou o Sport também? De qualquer maneira o regulamento do medíocre módulo amarelo foi desrespeitado, e o time pernambucano ganhou o brasileiro de 1987 no “grito”. Os dois times “dividiram” o título, desrespeitaram as suas torcidas e vocês querem que o Brasil todo se convença que o Sport Recife foi o o ÚNICO campeão brasileiro de 1987? Só rindo.

  5. O SENHOR DA EMPÁFIA « Blog do Abdul Says:

    […] para o tricolor paulista. O blog já deu a sua opinião sobre o assunto, mas não custa repetir. O Flamengo é o legítimo dono na taça e Juvêncio pisou em cima do documento que assinou. O blog do Abdul […]

  6. Mariano Pessoa Says:

    Grande blog esse tomando partido e copiando textos dos outros para não falar da gramática sofrível que denuncia o teor desas opiniões.E claro o total desconhecimento sobre o evento e a história do futebol brasileiro.Até parece que a CBF iria tomar o partido do Sport…assista o documentário produzido pelo próprio Flamengo sobre a Copa União.Eurico Miranda deixa bem claro o quanto essa história toda não passa de palhaçada e olhe ele não é flor que se cheire.

  7. Marcelo Abdul Says:

    Eu me rendo a questão gramatical. Não sou um expert em português, mas não é por causa disso que vou deixar de emitir a minha opinião sr. Mariano Pessoa. Quanto a sua outra acusação ela é falsa. Não copiei texto de ninguém. Ele é totalmente e 100% Marcelo Abdul. Aliás, grande contradição a sua. Se por acaso eu copiei o texto porque você está criticando a gramática? Afinal a escrita na sua opinião é de outro não é mesmo? Ou isso é apenas uma bravata de sua parte para desqualificar o que eu escrevi?

    Outra. Por que não posso “tomar partido”?

    Isso é proibido por lei? Não que eu saiba.

    Opinião pessoal é um direito adquirido pela nossa democracia e está na Constituição de 1988.

    Se eu tivesse realmente tomado partido eu declararia o título do Sport ilegítimo, mas escrevi que os dois merecem serem considerados campeões. Muito antes da CBF e vários outros veículos de comunicação afirmarem isso em 2011.

    “Até parece que a CBF iria tomar o partido do Sport…”

    Bem, foi o que entidade, ou melhor, o sr. Nabi Abi Chedid fez, ignorando todas as regras pré estabelecidas por ele mesmo para definir o Sport campeão brasileiro em 1987.

    Para o seu governo eu assisti o documentário produzido pelo Flamengo e a fala do Eurico Miranda é bem clara. O Flamengo é campeão brasileiro de 1987.

  8. Paulo Cesar Says:

    Concordo com você. A maioria dos torcedores como fanáticos (e para mim todo fanatismo é burro) não aceitam a legitimidade da Copa União 1987. Eu, como corintiano poderia dizer que o Sport foi o legítimo campeão, mas lendo a história do torneio a minha consciência não me deixaria dizer isto. Como foi relatado, a CBF fez manobras para colocar o quadrangular final. Qualquer um dos 16 clubes, se finalistas da Copa União não jogariam o quadrangular (inclusive se este fosse o São Paulo, que hoje, pasmem, não reconhece o título do Flamengo). Agora o problema é o STJ, pois a CBF já reconheceu o título rubro-negro. Mas, o Sport não poderia reconhecer o Flamengo como campeão e os dois serem declarados campeões de 87? Seria um fato de aplausos para o clube pernambucano.

  9. Marcelo Abdul Says:

    A diretoria do Sport poderia, mas não quer porque a decisão do título brasileiro de 1987 está baseado numa decisão judicial ( por coincidência, feita pelo STJ de PERNAMBUCO). Até mesmo o reconhecimento da CBF eles conseguiram cassar. É um clube com um imenso complexo de inferioridade. Qual o problema de aceitar dois campeões? Nenhum. Pura teimosia. Um time que se considera “campeão brasileiro único” tendo dividido um título no seu módulo com o Guarani pra mim sempre será um sub campeão.

  10. ROBINHO C G Says:

    O SPORT DISPUTOU A LIBERTADORES DE 1988 COMO CAMPEÃO BRASILEIRO DE 1987 E O GUARANI VICE O FLAMENGO NÃO DISPUTOU POR TER SE RECUSADO A DISPUTAR O QUADRANGULAR FINAL , POR TANTO O SPORTE POR TER SIDO O CAMPEÃO DAS FINAIS DECRETADO DA CBF O SPORTE RECIFE É O LEGITIMO CAMPEÃO BRASILEIRO DE 87 ESTÁ TUDO DOCUMENTADO E O CERTAME DA CBF DIZ ISTO .

  11. Marcelo Abdul Says:

    Flamengo e Internacional se recusaram a disputar a tal “repescagem” porque o Clube dos 13 não reconheceu o torneio da CBF como legítimo. Para a entidade o torneio terminou quando o Flamengo foi campeão. A CBF por revanchismo e pressão dos outros clubes estabeleceu 4 módulos(verde, amarelo, azul e branco) para agradar gregos e troianos. Acontece que o Clube dos 13 criou um torneio independente que a CBF insistiu em usar como seu. A própria CBF reconheceu isso mais tarde e só voltou atrás para não pagar uma multa para o STJ de…Pernambuco.

  12. Roberto Says:

    O campeonato brasileiro de 2000 foi semelhante? Mentira. Nenhum clube em 2000 recusou jogar contra outro por ser do módulo amarelo, azul, rosa etc tal… E o Sport não foi declarado campeão da copa união 1987, pois o clube dos treze não é federação e nem tem poder de Declarar campeão… O Sport é o campeão brasileiro de 1987 e ponto.

  13. Marcelo Abdul Says:

    Foi semelhante sim Roberto pelo fato que não foi a CBF a organizadora oficial do torneio. Tanto que ela não se chama campeonato brasileiro e sim Copa João Havelanve. O Sport foi declarado campeão da Copa União pela CBF, mas o clube pernambucano nem disputou o torneio. O Sport é campeão sim, mas o Flamengo é muito mais.

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